Insurtechs chegam para popularizar os seguros no Brasil

Uma versão mais flexível e dinâmica do mercado de seguros conquista o território nacional

Tradicionalmente, o brasileiro não contrata seguros: seja por conta da alta burocracia comercial ou de falhas na divulgação dos serviços para o público geral, este ainda é um mercado com baixa penetração no território nacional. Por exemplo, segundo a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSEG), apenas 30% da frota de carros do país está assegurada. 

As insurtechs surgem para transformar este cenário: aliados à tecnologia, essas startups de seguros oferecem ao consumidor planos dinâmicos e personalizáveis conforme suas necessidades. Este tema foi debatido no CONAREC 2020 durante o painel “Seguro digital: podemos contratar pagando somente pelo uso?”, que contou com a participação de Gustavo Araujo, co-fundador da Distrito; Marcelo Blay, sócio fundador da Minuto Seguros e Marcos Centin Dornelles, presidente da Youse Seguros. 

Atendendo às necessidades

Para Maros Centini, a ideia surgiu a partir de uma necessidade: “Enxergamos a necessidade de descomplicar o seguro de forma que o segurado pudesse fazer uma cotação na palma da mão, usando o aparelho de sua preferência. A partir daí, ele passa a ter o contato pessoal de nossos representantes para que a sua jornada de contratação possa ser totalmente esclarecida”. 

Gustavo Araujo corrobora a visão e afirma: “O mercado de insurtechs tem uma personalização cada vez maior de produtos, e o consumidor busca por produtos cada vez mais flexíveis ao longo do uso”. 

A importância de trazer um toque humanizado dentro do mercado de seguros também é uma concordância unânime entre os participantes do painel. “O diferencial para termos prosperado neste mercado foi termos entendido que, apesar de todas as ferramentas e capacitações tecnológicas, ainda se precisa do atendimento humano. O cliente no Brasil não é acostumado a comprar seguros, e um toque humanizado é o segredo”, afirma Marcelo Blay. 

Quanto às dificuldades na popularização dos seguros dentro do mercado brasileiro, Blay afirma que “No fim, a gente tem que ofertar aquilo que o cliente demanda. Eu acredito que a única maneira de penetrarmos no mercado é investir na divulgação do conceito do seguro, para que as pessoas possam entender a relevância e a necessidade da prevenção”. Como exemplos de possibilidades a serem desenvolvidas no futuro, ele comenta: “Criar processos de pagamentos de sinistro com o uso de tecnologias para elaborar uma jornada mais fácil e rápida ao consumidor, além de investir em inovações tecnológicas para diminuir a ação de fraudadores. Também investir em experiência do cliente e processos como prioridade máxima”. 






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