5 hábitos do livro “O Essencialista” para colocar em prática

Os ensinamentos do livro, que é um best-seller de necessária leitura para quem empreende, fazem mais sentido ainda em um mundo que tenta conviver com a Covid-19

A frase “O mundo mudou” já foi um grande clichê da comunicação. Hoje é uma verdade daquelas incontestáveis numa realidade em que boa parte dos países do mundo precisa encontrar alternativas para manter a sociedade funcionando em meio a aumento e a movimentos de diminuição da contaminação por Covid-19. Saindo do campo geral e fazendo um recorte econômico, empreendedores e líderes de empresas precisaram – e ainda precisam – de muito jogo de cintura para lidar com tantos desafios pela frente. Se forem mulheres, essa capacidade de adaptação, então, precisa ser ainda maior, como se sabe. Os dados sobre a situação profissional das mulheres na pandemia mostrou muita jornada de trabalho exaustiva, menos produtividade intelectual (por conta do tempo estar ocupado com mais tarefas domésticas) e demissões.

Diante desse cenário, vale muito retomar alguns ensinamentos do livro “O Essencialista“, de Greg McKeown. O best-seller publicado em 2017 reúne rápidas, mas elucidativas, análises daquilo que realmente importa para se ter uma carreira considerada de sucesso. Elementos como “Dormir bem” ou “Tirar férias” estão entre eles, por mais que, à primeira vista, muita gente não entenda. Pois o cenário de atuação construído pelo autor é o de justamente treinar a nossa mente para focar apenas no que interessa, definir prioridades, pensar no que se quer alcançar em vários momentos do futuro (curto, médio e longo prazos). E cuidar muito bem da saúde mental para fazer tudo isso.

De olho nesses highlights, aqui vão 5 tópicos da obra que podem muito bem ser revistos no atual momento de existência em que estamos. Confira – ele é um poderoso antídoto contra o burnout:

Eleger prioridades (não é só trabalho)

Muita gente descobriu, com a pandemia, que cuidar de si também precisaria entrar no quesito prioridade. O livro já traz essa lição, explicando como fazer isso não só na hora do trabalho, mas na vida como um todo. O autor norte-americano Greg McKeown explica que, até a Revolução Industrial, no começo do século 19, prioridade era uma palavra sem plural. Se referia a uma única coisa importante a ser feita. Se a sua vida pessoal não era um prioridade na sua existência – e com os efeitos do confinamento e da mudança nas interações sociais isso se transformou, você precisa também colocá-la na caixinha de prioridades. Há quem descobriu, por exemplo, que não deseja mais viver na cidade. E grandes centros urbanos, como Nova York e São Paulo estão vendo uma debandada de pessoas que ressignificaram seus conceitos do que fazer primeiro.

Aprender a dizer “não” e usar esta palavra

O autor reforça, no livro, o grande poder do NÃO para quem está empreendendo – e fica repleto de inseguranças por estar começando um negócio o qual talvez não saiba muito; para quem tem chefes a exibir performance e metas para bater; a quem acha que cedendo aos muitos estímulos e compromissos conseguirá chegar “mais rápido” no ponto que almeja. Não. Literalmente é isso que Greg ensina. Trazendo, mais uma vez, esse ensinamento do livro para o atual momento em que vivemos, o Não é poderoso por colocar limites, que se antes eram físicos, no dia a dia do escritório, agora precisam ser virtuais. Dizer não também nos aproxima do que é “essencial” em nossas trajetórias, como enfatiza o autor: “Tudo é ruído. Apenas algumas coisas são essenciais”. A gente precisa aprender a dizer essa palavra tão curtinha para todas essas outras.

Durma. O sono é sagrado

Já falamos por aqui em como vivemos a era da “crise do sono” por tantos motivos – um deles, claro, a pandemia de Covid-19. Na obra há uma longa explanação do autor explicando todos os males de subestimarmos o descanso mental (e biológico, não é mesmo?) em detrimento de qualquer outra coisa. Ninguém constrói nada cansado, exausto, sem conseguir discernir o melhor caminho nas múltiplas escolhas diárias que um gestor ou um empreendedor precisa fazer todos os dias. Greg usa a expressão “proteja seu sono” para trazer essa necessidade tão fundamental para a lista de… Prioridades do verdadeiro Essencialista.

Saber o que você deseja é fundamental. Foto ilustrativa: Pexels.

A vida é feita de escolhas

Parece frase de propaganda de margarina, é verdade. Mas também é um resumo para o fato de que é preciso saber perder. Porque ao escolher algo, você automaticamente deixa outra coisa de lado. No atual cenário dá muito medo pensa em “perder” algo, já que é tudo muito instável e o caminho não está claro. E para que esse raciocínio, esse poder seja consciente, você precisa estar conectado com o que deseja de verdade. O que significa, retomando os itens acima, dizer muitos “Nãos” por aí e saber priorizar. Tem uma frase do livro, repetida à exaustão, que diz, que se você mesmo não faz a escolha, “os outros vão escolher por você”. É simples e cruel. Quem apenas diz sim para tudo – incluindo às demandas alheias jamais terá poder de escolha sobre sua própria vida. E as trajetórias profissional e pessoal ficarão ainda mais complicadas de serem cumpridas. “Escolher é uma ação”, diz o livro. Escolher ajuda a gente a viver no presente.

Tenha disciplina para retirar os “excessos”

Essas duas palavras – disciplina e excessos – andam entrelaçadas pelas mais de 270 páginas do livro. E sabe o porquê? Uma depende da outra. Segundo o autor, os excessos contaminam sua forma de estar no mundo. E ele não está falando de viver sob um monte de regras tolas, não. Se refere ao fato de que quanto mais perda de foco (o que acontece com redes sociais, por exemplo), eventos desnecessários (agora online, é claro), ausência de limites… Quanto mais horas extras trabalhadas com péssima qualidade, mais sobrecarga, menos constância, menos rotina, menos resultado. “Existe poder na firmeza e na repetição”, diz ele. Quando a gente começa a ver o que pode ser colhido com essas atitudes, o cérebro se sente recompensado. E continuamos obstinado na ação.

Busque seu propósito. Não desista até achar

Essa é uma tarefa que parece mais fácil em teoria do que na prática, claro. Mas o autor dá uma série de pisas de com rumar por esse oceano desconhecido do propósito – que nada tem a ver com passos fáceis de auto-ajuda. Talvez demore para você compreender o que te move de verdade e isso só seja encontrado testando. Mas Greg sugere perguntas como “O que eu sou profundamente interessado / apaixonado?”; “É isso mesmo que eu quero fazer?”. “E se eu tentar outra coisa?”. Talvez boa parte dos empreendedores já tenha pensado nessas frases e é ótimo que seja assim. Elas ajudam a seguir no caminho ou – em diversos casos – desistir dele para buscar outro. Muita gente mudou de estilo de vida durante a pandemia de Covid-19: entendeu que poderia viver com menos; que está tudo bem trabalhar de casa; que pode viver sem carro; que não quer mais fazer determinada tarefa. O segrego aqui é descobrir o que te move e colocar a sua energia nisso.






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