Como as empresas devem encarar a lobalização

Painel do CONAREC 2020 aborda a dificuldade das grandes empresas em se relacionar com as comunidades locais

Ao mesmo tempo que a pandemia acelerou os processos que envolvem a transformação digital e aumentou o consumo no e-commerce, manteve as pessoas mais dentro de casa e diminuiu as distâncias percorridas, favorecendo os comércios locais. Dentro do “novo normal”, essas empresas viram novas tendências surgirem e estão se adaptando.

Em sua 18ª edição, o CONAREC trouxe o painel Lobalização: o que sua empresa pode fazer para gerar pertencimento no consumidor local?”. Benito Berretta, diretor-geral da Hyper Island nas Américas, aborda como o relacionamento com comunidades locais pode ser feito e o caminho para as empresas se destacarem.

“Quando se fala em consumidor temos que pensar em termo de espectro e não de categorias”, afirma Benito sobre como lidar com o consumidor local diante da tendência de lobalização.

“Ninguém é 100% local nem 100% global”

Apesar de a lobalização estar ganhando muita força, trazendo a valorização das culturas, dos hábitos e dos comércios locais, o mundo é globalizado e as empresas precisam ter essa visão. “Quando queremos pensar em termos de local, não podemos cair no pensamento maniqueísta de preto ou branco. Porque atualmente ninguém é 100% local e ninguém é 100% global”, alerta Berretta.

Para Benito, três grandes problemas acontecem quando as empresas olham para um cenário mais lobal: colonialismo intelectual, que segundo ele é muito sutil, viés cognitivo coletivo e arrogância cêntrica. “É muito comum ver em empresas pessoas com a mesma visão sobre o mercado e isso não é positivo. Por exemplo, o olhar de pessoas diferentes tem um grande poder de acabar com o viés cognitivo”, diz.

A forma de evitar que isso aconteça é não olhar para o consumidor apenas com os seus próprios olhos, mas sim através de uma multipersonalidade. “Nas empresas estamos observando uma série de mudanças. Uma delas é encontrar a metade do caminho, de ter diversidade e, ao mesmo tempo, inclusão. Quando pensamos no consumidor local, uma das melhores formas de reduzir a arrogância e o colonialismo intelectual é pensar nos extremos e experimentar o pequeno, fazer coisas em pequenas escalas.”

“Como os problemas complexos têm mais de um solução e são interdependentes, se você tem uma equipe que pensa igual, ela vai conseguir o milagre de achar uma solução que não existe, e errar. Hoje não se tem espaço para quem pensa igual. Precisamos dançar com os extremos” – Benito Berretta, diretor-geral da Hyper Island nas Américas.


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