A pandemia fará o transporte individual renascer?

A insegurança dos consumidores fez com que o carro particular se tornasse uma necessidade

Antes da pandemia percebia-se uma mudança no comportamento de deslocamento das pessoas, que passaram a utilizar com mais frequências novas alternativas de transporte, entre elas bicicleta, patinete e carro compartilhado. Mas, o novo coronavírus fez esse cenário mudar e o interesse pelo carro próprio reacendeu. A mudança veio para ficar?

Isso foi assunto do CONAREC 2020 no painel “A reinvenção da mobilidade: veremos o renascer do transporte individual?”. Participaram da conversa o mediador Luiza Motta, head de public affairs da Quicko; Rafael Constantinou, CMO da Webmotors; e Antonio Santos, diretor de marketing da Loacaliza na América Latina.

O que realmente importa

Rafael compartilha a mudança de comportamento de compra notada na Webmotos: “A busca por seminovos aumentou, o que mostra uma mudança de comportamento. O carro deixou de ser um sonho ou status, está sendo pensado com uma necessidade”.

A visão é corroborada por Antônio, da Localiza, que acrescenta uma reflexão. “As pessoas têm buscado meios de transporte individuais, como o carro. Só que, gradualmente, elas vão perceber os custos de manutenção desse carro e que, talvez, o investimento não seja tão vantajoso. As reflexões sobre as opções de transporte e as reais necessidades vieram para ficar”, afirma.

Por enquanto, o carro individual ainda é a opção mais cogitada pelos consumidores. Luiz Motta, da Quicko, explica o porquê: faltam alternativas e incentivos do governo para que as pessoas possam, de alguma forma, encontrar outros meios – como ausência de bicicletários e falta de segurança. “A pessoa só vai mudar o hábito, se ela tiver opções acessíveis de modais”, afirma.

O que está por vir

O que todos concordam é que nada mais será como antes da pandemia. Além de estarem mais inseguras, os comportamentos e os hábitos das pessoas mudaram, e isso influencia diretamente na mobilidade. Luiz Motta alerta para o fato de as pessoas estarem mais dentro de casa: “A mudança é definitiva. As pessoas devem circular menos, em decorrência da eficiência do home office e também pelo aumento do desemprego”.

Rafael Constantinou acredita que, nesse sentido, “Haverá uma ressignificação do uso do transporte individual”. Em busca de atender as novas demandas e necessidades do consumidor, as marcas também deverão se reinventar. Uma forma de acompanhar as pessoas, que, segundo Antonio, “vão ter mais opções e vão decidir com mais consciência”.

Para que tudo isso seja possível, Luiz acredita no uso da tecnologia. “O poder da tecnologia é poder trazer essas possibilidades de customizar experiências”, diz.


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