O ser humano aprenderá a viver com menos?

Mudanças trazidas pela pandemia forçaram um consumidor mais cauteloso; mas até quando?

Mesmo antes da pandemia, a crise econômica instaurada no País já nos fazia pensar sobre novas atitudes no setor de negócios. Com a disseminação do vírus, tudo mudou. O consumidor passou a mudar hábitos de consumo, conteve os gastos e se tornou mais cauteloso, o que repercutiu como um grande desafio no segmento de comércio e serviços.

Mas, até que ponto essas mudanças vieram para ficar? Isso foi discutido no painel do CONAREC 2020 “A economia da restrição: Por que teremos de aprender a viver com menos?”, que contou com a mediação de Márcio Iavelberg, CEO da Blue Numbers Consultoria.

Lucas Mancini, diretor de delivery, takeway e drive-thru do Habib’s, iniciou a conversa do painel destacando a necessidade de não tratarmos o “novo normal“ como um novo costume na vida cotidiana das empresas e dos consumidores. “Temos de separar o que é uma tendência permanente e o que é só uma realidade responsiva a um perigo iminente. O ser humano não quer viver com menos”, destaca.

“Restrições serão superadas gradativamente na medida em que a ciência começa a encontrar algumas soluções e caminhos” – Lucas Mancini, diretor de Delivery, Takeway e Drivethru do Habib’s.

Porém, uma coisa é fato: as mudanças que aconteceram durante a pandemia interferiram diretamente tanto em aspectos físicos quanto emocionais. Rui Brandão, médico e CEO da Zenkulb, empresa remota de saúde emocional que conecta pessoas a uma rede de especialistas, explica como o “novo normal” interferiu nas relações de convívio social das pessoas em determinados ambientes.

“Não sabíamos que, ao privilegiar nossa saúde física, abandonaríamos nossa saúde social e emocional. É um mito dizer que o ser humano é adaptável. O ser humano é adaptável em situação de perigo”, diz Brandão.

Neste momento, enquanto buscam a reconexão do consumidor em constante transformação, as empresas precisam se manter presentes, mesmo que de forma digital. Para Lucas Mancini, um dos riscos do online, onde existe uma grande variedade de produtos e serviços, é “desnaturalizar as marcas”. Saber se posicionar diante das mudanças será fundamental para as empresas que querem se manter no futuro.


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