Transformação digital na Black Friday

Veja como a tecnologia pode ajudar varejistas a atingir diferentes públicos de maneira assertiva, alavancando suas vendas mesmo em um ano marcado pela crise

“A Black Friday acabou”, “A pandemia está destruindo o varejo”… Certamente você já viu (ou ouviu) alguma dessas frases por aí nos últimos meses, não é mesmo? É inegável que 2020 não tem sido um ano fácil, e que os comerciantes estão precisando lidar com desafios inéditos. Mas como sempre fazemos questão de ressaltar por aqui, mesmo na crise, é possível encontrar oportunidades.

A crise desencadeada pela Covid-19 testou a resiliência dos empresários, especialmente os de menor porte, e acelerou a transformação digital em diversas empresas. Com a proximidade da Black Friday, os varejistas têm, agora, uma nova oportunidade de avaliar seus esforços no que diz respeito à adoção de novas tecnologias, e se preparar ainda melhor para a data que, apesar de ter nascido nos Estados Unidos, já foi incorporada ao calendário brasileiro. Mas, como se destacar nesse cenário com presença cada vez maior de concorrentes no mundo digital?

Se destacar no e-commerce

As vendas online já vinham crescendo ano a ano e ganharam ainda mais força com a pandemia. A tendência de alta deve permanecer neste fim de ano, com a Black Friday – que promete ser a mais digital da história – e o Natal, em todas as categorias de varejo. Por isso, os varejistas precisam não apenas atualizar suas plataformas de comércio eletrônico, mas também garantir que seus clientes tenham uma experiência brilhante e continuem voltando, apesar de toda a concorrência.

Entender o comportamento de compra do consumidor é fundamental. “Para ser competitivo neste cenário e ter capacidade de ampliar vendas com rentabilidade, uma das opções estratégicas mais necessárias é capacitar o negócio com tecnologia preditiva e inteligência analítica que viabilizem o conhecimento do comportamento dos clientes, suportem decisões estratégicas, entendam a performance de campanhas e ofertas, personalizem o relacionamento e produzam diferenciais competitivos únicos.” É o que diz Danilo Nascimento, sócio-diretor da Propz, startup que aplica tecnologias para entender o comportamento do consumidor e engajá-lo.

Com sede no Brasil e presença na Rússia, Estados Unidos, Peru e Chile, a empresa tem líderes em varejo e serviços financeiros do país como clientes. Entre os cases de sucesso da Propz estão, por exemplo, a Rede Carrefour, que viu um crescimento de mais de 10% no número de clientes fiéis e incremento do tíquete médio por meio de ofertas personalizadas.

Personalização é fundamental

Ainda falando sobre comportamento de consumo, uma pesquisa da Criteo revelou que, com a pandemia, 67% dos brasileiros descobriram novas formas de comprar que devem ser mantidas a longo prazo. Com isso, mudam também as formas de anunciar seu produto e serviço, para que ele atraia cada vez mais a atenção do público.

Um meio de se conseguir isso é a personalização de projetos, afinal, de nada adianta gastar milhões com um anúncio em horário nobre na televisão, se o seu público-alvo não assiste, por exemplo.

Segundo o CEO da Driven.cx, Fabrizzio Topper, a personalização é o principal catalisador dos dois principais indicadores de um E-commerce: a taxa de conversão e o ticket médio. “Adequar o produto, comunicação e oferta ao usuário é o que permite transformá-lo em consumidor. Nesta Black Friday não venderá mais apenas aquele que tiver a melhor oferta, mas sim aquele que tiver maior domínio dos dados da sua base de clientes e usuários para conectar a intenção certa de compra, com o sortimento disponível em construções de preço e oferta que convertam e ainda preservem margem positiva”, explica.

As campanhas direcionadas e a segmentação adequada podem ser elementos fundamentais para o sucesso dos varejistas, especialmente em épocas como a Black Friday. Foi pensando nisso que a Cazamba desenvolveu uma campanha para fomentar a compra antecipada de mídia.  A empresa apostou na criação de peças e combos personalizados, com soluções cross-device para desktop, smartphones e tablets, investindo no alto engajamento do público consumidor.

“Esta é a oportunidade de o comércio recuperar o tempo e as vendas perdidas por conta da pandemia. Além disso, este é um momento que o público, de uma maneira geral, está apostando cada vez mais no e-commerce, principalmente por conta da pandemia da Covid-19 e a necessidade do distanciamento social”, diz André Franco, VP de Sales and Strategic Partnerships da Cazamba.

Já presente no dia a dia de muitos internautas, a tecnologia de Realidade Aumentada tem ganhado cada vez mais espaço no mundo dos negócios, sendo disponibilizada diretamente nos navegadores dos smartphones. A More Than Real, por exemplo, tem desenvolvido experiências e soluções de realidade aumentada que permitem que os consumidores tenham uma experiência quase física com o produto, mesmo no comércio eletrônico. “A projeção destes produtos no ambiente, em tamanho real, com texturas realistas, concretiza aquele desejo do cliente. Nenhuma outra tecnologia oferece esse grau de aproximação entre o produto e o consumidor, e as métricas têm demonstrado que de fato a tecnologia ajuda a melhorar a conversão”, conclui o Head e XR da More Than Real, Marcos Trinca.


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