Mercado Livre dispara em vendas e número de usuários no terceiro trimestre

Maior portal de comércio eletrônico da América Latina registrou 76 milhões de usuários únicos ativos entre julho e setembro e investe em logística para continuar crescendo

O comércio eletrônico brasileiro teve um crescimento nunca visto antes durante a pandemia, e, mesmo com a flexibilização das medidas sanitária e a reabertura do varejo físico, as compras pela internet continuaram em alta. Prova disso é o balanço do terceiro trimestre do Mercado Livre, maior portal de comércio eletrônico da América Latina, que avançou 62,1% no volume de vendas, chegando a US$ 5,9 bilhões. Outro dado que chama atenção é o de 76 milhões de usuários únicos ativos, um aumento de 92,2%.

Os números registrados pelo Mercado Pago, carteira digital do Mercado Livre, também mostram como o consumidor se tornou muito mais digital. Os pagamentos realizados pela plataforma atingiram 14,5 bilhões de dólares, um crescimento de 91,7% em dólar. O total de transações cresceu 146,6% em relação ao período entre julho e setembro do ano passado. De acordo com o relatório, o total de pagamentos processados continua a crescer a taxas de três dígitos ano a ano na Argentina, Brasil e México.

“Os resultados mostram que completamos mais um período sólido, com forte aceleração das nossas soluções de e-commerce e fintech. Neste trimestre, conquistamos ainda mais participação de mercado, consolidando nossa posição de liderança no Brasil e impulsionando desde os micro e pequenos negócios da base da pirâmide comercial até as grandes empresas que compõem nosso ecossistema”, afirma Stelleo Tolda, presidente de Commerce do Mercado Livre para a América Latina.

A companhia fechou o trimestre com lucro líquido de US$ 15 milhões. A receita líquida atingiu US$ 1,1 bilhão – com a operação brasileira representando 55% disso, um total de US$ 610,7 milhões.

Investimento em logística

O Mercado Livre anunciou uma frota de 4 aviões para o Brasil. Foto: Divulgação.

No meio eletrônico, a boa experiência de compra, mais do nunca, influencia na escolha do consumidor. E um dos pontos mais críticos está na entrega, tanto qualidade quanto prazo. Isso faz com que o Mercado Livre, que por muito tempo dependeu dos Correios, invista cada vez mais na sua estrutura de logística.

Mesmo com os desafios impostos pela pandemia, de julho a setembro, o Mercado Envios, braço logístico da companhia, enviou 187,6 milhões de itens, um crescimento de 131,1% em relação ao mesmo período de 2019. No Brasil, a penetração da rede logística própria atingiu 68% do total das entregas, contra 51,6% do segundo trimestre deste ano, resultando em novo aumento do NPS (Net Promoter Score), que mede o nível de satisfação dos clientes.

Deixando evidente a preocupação com a qualidade e rapidez da entrega, no início desta semana o Mercado Livre anunciou o lançamento da Meli Air, com uma frota de 4 aviões dedicada 100% às entregas. Outros investimentos vão permitir a instalação de novos centros de distribuição e cross-dockings, e o desenvolvimento de novas ferramentas com o objetivo de reduzir o tempo e o custo de entrega do marketplace.

“Queremos ter a melhor logística do Brasil e aumentar o número de entregas no dia seguinte. A ampliação consistente e robusta da nossa malha logística é decisiva para a manutenção da excelência do atendimento e satisfação do consumidor final – tanto vendedores quanto compradores da nossa plataforma”, diz Leandro Bassoi, Vice-Presidente de Mercado Envios.


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