Conheça algumas tecnologias por trás da Black Friday

Evento famoso pelos grandes descontos promete ser o mais digital da história

Desde o início da pandemia, em março, o Brasil registrou a abertura de mais de uma loja virtual por minuto. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), foram criadas 107 mil novas lojas online. Outros dados do MCC-ENET e do Compre & Confie mostram que as vendas online mais que dobraram em junho de 2020, se comparadas ao mesmo período do ano passado.

A Black Friday de 2020 promete ser a mais digital da história. Por isso, é preciso que os e-commerces, marketplaces e lojas virtuais estejam preparados para atender à grande demanda de consumidores simultâneos. Veja algumas das tecnologias por trás de uma Black Friday de sucesso.

Monitoramento de problemas em produtos digitais

O CEO da Sofist, empresa especializada em prevenção e redução de problemas em produtos digitais, Bruno Abreu, diz que nos últimos anos, muitos varejistas enfrentaram os chamados “problemas de performance”, que envolvem lentidão, instabilidade e/ou indisponibilidade nos e-commerces. Dos 104 principais e-commerces do país monitorados pela empresa em 2019, por exemplo, mais de 86% ficaram indisponíveis em algum momento durante a Black Friday e a Cyber Monday.

Outro problema identificado foi o impacto dos plugins – programas que servem para adicionar recursos extras aos e-commerces – na performance das lojas monitoradas. De acordo com a Sofist, no ano passado, 84,6% dos sites analisados tiveram o tempo de carregamento impactado por conta de problemas com plugins.

Segundo Abreu, a chave para prevenir esses problemas é realizar uma preparação robusta ao longo do ano. Uma das estratégias que os e-commerces usam durante essa preparação são os testes de carga e stress, que visam entender como um site se comporta ao receber dezenas de milhares de acessos simultâneos, e a partir de qual ponto ele começa a apresentar lentidão, instabilidade ou até mesmo sair do ar. “Ao simular grandes fluxos de acesso nas jornadas mais relevantes de um e-commerce, consegue-se identificar quais problemas estão afetando sua escalabilidade, dando aos times de tecnologia margem de manobra para realizar ajustes antecipados, se certificando de que a conversão não será impactada por problemas de performance”, explica.

A estimativa da Sofist é que, no ano passado, a lentidão e a instabilidade nos e-commerces custaram ao varejo pelo menos R$ 132 milhões durante a Black Friday e a Cyber Monday. “Embora essas perdas sejam mais chamativas durante a Black Friday, precisamos ter em mente que problemas de performance que ocasionam prejuízos financeiros também podem ocorrer nos demais períodos do ano. Outros momentos de festas como Natal, Dia dos Namorados ou até mesmas ações de promoções específicas da marca podem ocasionar um aumento de tráfego a ponto de o site não suportar”, alerta Abreu.

Driblando a inflação dos Bids

“Bid” é o termo em inglês usado para designar a proposta de compra de espaço publicitário – conhecido como “inventário” – dentro do leilão programático. A inflação dos Bids segue a lógica tradicional do mercado, de oferta x demanda. Isso é justamente o que ocorre durante a Black Friday: com o aumento significativo do número de usuários online, cresce também o interesse das marcas pelos espaços publicitários, levando ao aumento no custo desse inventário.

“O aumento do custo do inventário é um fator que não pode ser mudado. Por isso, a melhor estratégia é conduzir o seu planejamento com foco em maximizar a performance e, principalmente, o ROI das campanhas”, indica Bruno Augusto – Head de Account Management da RTB House Brasil. Para isso, ele dá algumas dicas:

  1. Aproveite o período para atrair novos consumidores: “Em 2019, a taxa de conversão média mapeada pela RTB House foi quase duas vezes maior na Black Friday em comparação com o restante do mês de novembro. Sendo assim, uma boa estratégia é aproveitar o período para conduzir campanhas específicas para atrair novos potenciais consumidores para o seu site”, diz Augusto.
  2. Reengaje seus consumidores com antecedência: outra estratégia, segundo Augusto, é conduzir campanhas específicas para os visitors – consumidores que entraram, porém nunca efetuaram uma compra no site – e para os clientes “adormecidos”, que não compram há alguns meses. “Isso porque, quanto maior e mais engajada a base de usuários, maior a escalabilidade e eficiência das campanhas programáticas no momento da conversão”, explica.
  3. Aproveite o Black November: o levantamento da RTB House mostrou que 85% das conversões de retargeting acontecem, em média, nas 72 horas seguintes ao clique na vertical de multi-categorias. Por isso, Augusto diz que é válido acelerar a estratégia de retargeting já no começo da semana, pensando em impulsionar as conversões na sexta-feira. “É importante expandirmos o olhar também para o chamado Black November, aproveitando as outras janelas de oportunidade que o período proporciona, porque as taxas de conversão se mantém expressivas durante todo o mês, e o CPC significativamente mais barato do que o praticado no dia da Black Friday.”
  4. Tenha uma estratégia específica para mobile: “A plataforma mobile foi responsável por 25% das conversões e 39% da receita de retargeting durante a Black Friday de 2019, com um ticket médio cerca de 92% maior do que o performado nas campanhas de display tradicionais”, diz Augusto. Segundo ele, essa diferença acontece, dentre outros motivos, devido à maior disponibilidade de inventário e aos usuários mais engajados, que utilizam apenas um app por vez nos celulares.

O papel das APIs

As APIs são a tecnologia por trás de muitos e-commerces e marketplaces. Elas servem como uma interface para a troca de informações de maneira padronizada e rápida, e são responsáveis por habilitar uma série de vantagens decisivas para a competitividade no varejo físico e nas lojas virtuais.

Existem diversas maneiras de potencializar os negócios de varejo através de APIs. Hoje, as mais comuns são os marketplaces, que são habilitados através do recurso, que se encarrega de fazer uma conexão rápida e fácil entre as lojas virtuais e os diversos lojistas que disponibilizam os seus produtos, possibilitando controle de estoque e rotinas logísticas.

“Os marketplaces, existem porque, por trás das integrações dos lojistas com as lojas virtuais, existe uma camada de APIs responsável por padronizar e por facilitar essa integração. Open Banking e Open Finance são outros dois modelos importantes de negócios que são baseados na troca de informações através de APIs”, explica o Gerente de Marketing Global da Sensedia, Lucas Tempestini.

Lucas diz que as APIs desempenham o papel fundamental de definir e preparar a arquitetura para quaisquer tecnologias que os varejistas venham a adotar, integrando sistemas e parceiros para garantir uma experiência omnichannel consistente. “Além disso, os varejistas também podem usar suas APIs para integrar com parceiros estratégicos, desde serviços logísticos a até mesmo serviços financeiros, diminuindo a barreira de aquisição dos produtos para o seu cliente”, ilustra.


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