5 lançamentos que provam que 2020 é o ano da Green Beauty

A chamada Beleza Verde vira alvo tanto de marcas que apostam na tríade do orgânico, sustentável e natural quanto de consumidores da Geração Z

O mercado da Green Beauty – como é chamada a área de cosméticos que traz produtos e tecnologias orgânicas, verdes e sustentáveis – vem chamando cada vez mais atenção nos últimos anos. Fora do Brasil, países como Alemanha, Espanha e Suécia já têm uma variedade de produtos (e preços) gigante – isso só para citar alguns exemplos. No Brasil, 2020 ficará marcado como o ano da virada nesse setor.

Isso porque pequenas marcas tiveram crescimento considerável, enquanto grandes empresas consolidaram seu posicionamento rumo a esse caminho. Novidades que comprovam isso não faltam. O Boticário, por exemplo, lançou em novembro sua primeira Lab Store – uma loja com pegada sustentável e com design de experiência, na qual quer fincar seu espaço no setor.

Outra gigante dos cosméticos, a francesa Garnier, quer ser 100% sustentável até 2025, o que significa, entre outras ações, aumentar o uso de ingredientes naturais, biodegradáveis e orgânicos, reduzir os derivados de petróleo na formulação dos produtos e acabar com o plástico das embalagens.

Este é o momento definitivo para a Beleza Verde tomar o mercado de cosméticos – a aposta é de que, num futuro bem próximo, todos os produtos precisarão seguir essa premissa. Vale lembrar que o interesse pelos produtos mais naturais começou pela geração millennial, mas se consolidou mesmo com a GenZ, que é a dos jovens até 25 anos. A crise climática é preocupação diária desse grupo, bem como um consumo que seja mais sustentável. Esse interesse faz com que o mercado de cosméticos naturais cresça entre 8% e 25% por ano em todo o mundo, segundo dados da Unesp.

Para exemplificar como o mercado está se movimentando nessa direção – seja em terras brasileiras, seja mundo afora – seguem cinco destaques marcantes de 2020.

Embalagem de carbono neutro da L’Oréal. Foto: Divulgação.

Embalagem carbono neutro

Repensar o uso de embalagens que servem para uma única utilização é um dos pontos centrais da chamada Beleza Verde. Por isso mesmo, o comunicado das empresas LanzaTech, Total e L’Oréal chamou tanto a atenção no mercado cosmético: elas criaram a primeira embalagem do mundo feita de emissões de carbono capturadas e recicladas.

Ainda em fase de implementação para ser usada em larga escala, essa novidade abre um novo caminho, inclusive, para a indústria de plásticos, já que, segundo sites especializados, a LanzaTech usa um processo biológico para criar uma embalagem de polietileno com as mesmas características daquelas feitas de origem fóssil, ou seja, de petróleo. É aguardar para ver como uma das gigantes do cosmético no mundo todo deve colocar em cadeia esse produto.

Estreia com skincare vegano

A brasileira Quem Disse Berenice?, marca de maquiagens do grupo O Boticário conhecida por sua qualidade e preço mais acessível, lançou sua primeira linha de skincare em outubro de 2020. Até aí a notícia não surpreende tanto, mas quando se analisa os produtos vendidos pela Skin.q, o destaque é: todos eles são veganos.

A preferência por já colocar no mercado cremes de tratamento que não foram testados em animais é clara: aliada ao preço, a marca quer chegar nesse público consumidor que está muito mais exigente sobre a origem daquilo que consome. Com valores, em média, de R$40 a R$90, a marca foi buscar na alta tecnologia do renomado instituto de beleza francês Givaudan, ingredientes que pudessem tornar seus lançamentos funcionais ao mesmo tempo que cruelty free.

Para reforçar esse vínculo com o natural e o consciente, a Skin.q promoveu uma série de palestras e conversas com influenciadores ligados ao tema verde e do consumo consciente. Agora é acompanhar de perto esse desempenho.

Aloe vera é o ingrediente da vez

Pode uma empresa aumentar seu volume de vendas em três dígitos durante a pandemia de Covid-19? Pois foi justamente isso que aconteceu com a marca brasileira de cosméticos veganos, orgânicos e naturais AhoAloe, cuja estrela das fórmulas é a Aloe Vera.  De acordo com informações do site Cosmetic Innovation, em junho deste ano, os pedidos online da marca cresceram 700% e o faturamento saltou 200% entre junho e agosto.

Com vendas ainda somente por e-commerce, a marca, além de trazer produtos com fórmulas totalmente verdes, tem na sustentabilidade das embalagens outro claim de consumo, já que elas são feitas de frascos de PET reciclado e biodegradável. Entre quatro a 10 anos, os frascos dos produtos já estão reintegrados à terra, como fertilizantes. Um apelo de compra tão bom quanto a eficácia já comprovada da Aloe Vera para a saúde e a beleza.

N° Zero, a pasta de dente verde. Foto: Divulgação.

Pasta de dente verde

 

Essa é uma das novidades no mercado da Green Beauty que mais chamaram a atenção durante uma premiação mundial do gênero – o Sustainable Beauty Awards 2020. Trata-se da N° Zero, um creme dental desenvolvido em Taiwan, que é natural, neutro em carbono e feito apenas de ervas e elementos orgânicos. Entre eles estão óleos essenciais de alecrim, anis estrelado, cravo e hortelã. O produto foi criado pela empresa Hair O’right International e tem diversas certificações internacionais, todas verdes e sustentáveis.

Volta o conceito de reutilizável

De volta ao tema das embalagens, desta vez é a P&G que, na Europa, está tentando reduzir a produção de plástico para colocar seus produtos ao adotar o uso de alumínio e o “bom e velho” conceito do reutilizável. Segundo anúncio da empresa, as  marcas de cabelos Pantene, H&S, Herbal Essences e Aussie passarão a ter embalagens assim a partir de 2021.

A ideia é afetar cerca de 200 milhões de lares consumidores desses produtos em xampus, condicionadores e cremes, e incentivar o reuso através de refil, que deve ser feito com cerca de 60% menos plástico que as conhecidas embalagens rígidas, as quais usamos apenas uma vez e jogamos fora. Ainda de acordo com informações publicadas pela empresa, a meta é reduzir o uso de plástico virgem em 50% e produzir menos 300 milhões de invólucros de plástico no próximo ano. Um volume e tanto, não?






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