Entenda o que está por trás do valor do frete

Frete grátis é bom e todo mundo gosta. Mas por que nem sempre é possível oferecer esse benefício ao consumidor?

O ano de 2020 foi decisivo para a consolidação do e-commerce no Brasil. Agora, com a proximidade da Black Friday e do Natal, a tendência é que as compras online cresçam ainda mais. Quem tem o hábito de comprar pela internet costuma ficar sempre atento ao valor do frete, já que, muitas vezes, ele pode pesar bastante no preço final da compra. Mas você sabe como o frete é calculado? Veja alguns fatores que influenciam nessa conta.

1. Transportadoras

Apesar de o Brasil possuir mais de 100 transportadoras, mais de 70% das entregas ainda são realizadas pelos Correios. A maioria das empresas, no entanto, tenta trabalhar com mais de uma opção de entrega, gerando diferenças de valor na hora da cotação de frete.

“A escolha das transportadoras é essencial para o varejista ter os melhores custos de frete e também oferecer uma boa experiência de entrega. Por isso, é importante sempre pesquisar a credibilidade da empresa no mercado, comparar as tabelas de fretes para o seu perfil de envio e verificar todas as generalidades que impactam o custo final”, aconselha Stefan Rehm, CEO da Intelipost.

2. Localização

Segundo Rehm, o Brasil é um dos países com a logística mais complicada do mundo. Isso se deve, em primeiro lugar, às dimensões continentais do país, que por si só já tornam a logística um grande desafio. “A logística no Brasil é muito ancorada no transporte terrestre. Hoje, temos estradas bastante precárias em algumas regiões, o que impacta no custo de manutenção dos veículos, além de pedágios e ocorrências como roubos. Tudo isso gera um custo para as transportadoras e impacta diretamente varejistas e consumidores”, destaca Rehm.

Ele diz também que a complexidade dos processos fiscais atrelados aos transportes faz com que a logística no Brasil seja ainda mais complicada.

3. CEP de destino

A distância entre o local de coleta e de entrega também impacta o valor do frete para o cliente: quanto maior a quilometragem, maior a taxa cobrada. Áreas que apresentam dificuldades  de acesso ou são consideradas de risco podem sofrer ainda mais acréscimos no valor do frete.

4. Peso e dimensões da carga

O peso e as dimensões de uma encomenda têm impacto direto no custo do frete. Rehm explica que a maior parte das transportadoras trabalha com um esquema de “cubagem” para distribuir as mercadorias nos caminhões. “A cubagem da carga é a relação entre o peso de um produto e o espaço que ele ocupará dentro do veículo. Ela serve para garantir a melhor eficiência em cada caminhão, assegurando que as variáveis peso e espaço alcancem um ponto ideal. Com mercadorias maiores e mais pesadas, o cálculo do frete é diretamente impactado neste aspecto”, diz.

Segundo ele, a dica é tentar compensar em outros fatores que afetam o frete. Ter pequenos Centros de Distribuição mais próximos dos principais destinos de entrega, por exemplo, pode tornar a entrega mais rápida e menos custosa neste aspecto.

5. Categoria de produto

Você sabia que o tipo de produto transportado também interfere no valor do frete? Quando o item demanda tratativas específicas, como nos casos de cargas frágeis, perecíveis ou até mesmo valiosas, o valor do frete desses produtos tende a ser maior.

6. Alta demanda

O valor do frete também acompanha a lógica básica do mercado: oferta x demanda. Em períodos como Black Friday e Natal, quando as compras online tradicionalmente aumentam, o preço costuma subir. Rehm destaca, no entanto, que a logística inteligente tem permitido tanto que o varejista compreenda melhor o mercado e faça uma gestão de frete eficiente, como que o consumidor possa aproveitar melhor as oportunidades, como a oferta de frete grátis, por exemplo.

“Muitas empresas trabalham com regras de frete nesses períodos, que são condições de preço atreladas às compras. Essas regras são uma forma de usar o frete como estratégia de vendas para os varejistas e como estímulo para o consumidor final. Outra dica é estar preparado para a alta demanda. Ter uma estrutura de sistemas e organização do trabalho para atender esses períodos, assim como ter seus parceiros logísticos preparados para este momento”, conclui Rehm.


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