Embraer prevê volta do tráfego de passageiros pré-pandemia para 2024

Companhia divulgou perspectiva de mercado para os próximos 10 anos; confira

O mercado de transporte aéreo foi um dos mais afetados pela pandemia. E, segundo a Embraer, o tráfego global de passageiros ainda vai demorar para se “normalizar”: os níveis registrados em 2019, no pré-pandemia, só devem ser retomados em 2024. Mesmo assim, o volume previsto pela companhia ao longo da década terá baixa de 19%.

O crescimento mais rápido do tráfego de passageiros, medido em RPKs (passageiros pagantes transportados por quilômetro), deve acontecer na Ásia-Pacífico, com expansão de 3,4% ao ano. Em seguida aparece a América Latina, com aumento anual de 3%. As projeções fazem parte do “Embraer Market Outlook 2020”, relatório que traz as perspectiva de mercado para os próximos 10 anos.

“Acreditamos que as consequências da pandemia indicam para o começo de um novo ciclo, caracterizado pela versatilidade, eficiência operacional e lucratividade”, afirma Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

Tendências

Um ponto importante de atenção do mercado está relacionado ao comportamento do passageiro. De acordo com o relatório, as pessoas darão preferência para voos de curta distância. Além disso, a descentralização de escritórios e de grandes centros urbanos exigirá redes aéreas mais diversificadas.

Outras tendências emergentes são a maior busca por aeronaves sustentáveis e novos fluxos de tráfego, a partir do momento em que as empresas, buscando proteger suas cadeias de suprimentos contra choques externos, realocarão os negócios regionalmente.

Arjan Meijer elenca o que já está sendo observado: “A aposentadoria antecipada de aeronaves mais antigas e menos eficientes, a preferência por aviões menores para atender à demanda mais baixa de forma lucrativa, e a crescente importância das rotas domésticas e regionais para as companhias na restauração do serviço aéreo”.

Nesse cenário, as aeronaves de até 150 assentos, segmento de produtos da Embraer, serão essenciais para a retomada. Estima-se que a companhia entregará 420 novos jatos com a característica até 2029, sendo que 75% deles substituirão aeronaves antigas e apenas 25% representarão o crescimento do mercado.


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