Saiba quais são os três pilares da transparência na cadeia de suprimentos

Estudo da KPMG lista transparência interna, lisura e clareza de ponta a ponta como pontos fundamentais para obter bons resultados

Foto: Shutterstock

As mudanças trazidas pela pandemia do novo coronavírus afetaram as empresas de diferentes formas, uma delas foi em relação à cadeia produtiva – seja pela dificuldade de importação da matéria-prima ou pelos desafios de logística, por exemplo. Nesse cenário, como garantir a eficácia dos processos, a geração de valor e a credibilidade das distintas cadeias?

Um estudo da KPMG, intitulado “Transparência nas cadeias de suprimento“, lista transparência interna, lisura e clareza como fundamentais para tal objetivo.

A importância da transparência

Segundo a análise, o processo de transparência interna tem como foco possibilitar uma eficiente tomada de decisão dentro de cada empresa, reduzindo o desperdício e proporcionando melhor rendimento operacional. Já a clareza em toda a cadeia de valor está relacionada à prestação de melhor atendimento entre cliente e fornecedor, gerando aumento de receita e mais eficiência operacional. Outro ponto importante está relacionado à garantia de tranquilidade às partes interessadas, tanto internas quanto externas, quanto à confiabilidade nos dados, práticas e processos.

“Alcançar a transparência da cadeia de suprimento é fundamental para aumentar a visibilidade, rastreabilidade e lisura, por meio da coleta e compartilhamento de informações feitas de acordo com a legislação de privacidade vigente, além da comunicação às partes interessadas”, afirma Cristiano Rios, sócio-líder de supply chain da KPMG.

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Caminhos a serem seguidos

A busca pela transparência, além de envolver todos os setores da empresa, abrange alguns elementos destacados pelo estudo. São eles:

  • Consumidor e crescimento: por meio da confiança e fidelidade do usuário, percepção da marca, aumento da qualidade e confiança dos investidores;
  • Riscos e compliance: por meio do cumprimento da legislação, due diligence de recursos humanos, aumento de estoque de alimentos, crescimento da responsabilidade socioambiental e redução dos impactos sociais;
  • Excelência operacional: com a redução e eliminação de desperdício, otimização dos estoques, controle da exposição cambial, diminuição dos custos de recalls e melhoria no aspecto dos produtos.

 

“Tratando-se do consumo e do varejo, os critérios de excelência operacional combinado com os conceitos ESG, como entrega just-in-time com visibilidade e rastreabilidade ou cadeias de suprimentos responsáveis, onde a coleta de insumos é feita de forma sustentável, criando valor para as comunidades, com monitoramento ponto a ponto para garantir a procedência, podem ser um fator determinante para a construção de um ecossistema de negócios mais robusto e ético, com a prevenção do custo de recalls, multas ambientais entre outros”, conclui Fernando Gambôa, sócio-líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil e América do Sul.


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