Market Network: modelo é visto como o futuro do relacionamento

Mistura de rede social com marketplace, o espaço pode oferecer uma interação mais direta entre empresa e consumidor; entenda o funcionamento

As redes sociais e os marketplaces são formatos consolidados já incorporados ao dia a dia de quem navega na internet. E se fosse possível unir o que há de melhor desses dois mundos? Essa é a ideia do market network! O modelo cria redes que ampliam a interação entre profissionais e clientes, criando a possibilidade de uma experiência menos estressante e mais ágil e objetiva.

Na prática, a plataforma permite conexão com os clientes e exposição dos produtos e serviços em um só lugar. Os benefícios são muitos, já que a comunicação e os processos burocráticos são facilitados. Além disso, também há a potencialização do networking.

O que é market network

As market network reúnem, em um só lugar, a experiência das redes sociais (social network) e do marketplace. Dessa forma, clientes e marcas podem interagir de forma mais próxima, fortalecendo o relacionamento do público com a empresa.

A ideia de market network foi introduzida por James Currier, um investidor da área de tecnologia que acredita que o futuro do relacionamento das marcas com seus consumidores será através de plataformas que possibilitem um relacionamento mais próximo. O modelo ainda é novo no Brasil, mas nos Estados Unidos já se consolidou como uma tendência.

Assim, o principal impacto de um market network está na forma como os serviços serão vendidos. Em vez de um canal de comunicação unilateral, consumidores poderão opinar, avaliar, indicar e colaborar com um trabalho. Tudo isso feito de forma simples, com soluções que tornem o processo mais ágil e rápido.

Outro ponto característico do market network e que se relaciona ainda mais com o lado de social network da ideia é que são criados nichos de serviços oferecidos, contribuindo com o networking entre os profissionais, auxiliando tanto nas referências quanto no próprio crescimento do negócio.

Aplicação da ideia

A HoneyBook é um exemplo de plataforma que utiliza a ideia nos Estados Unidos. A empresa oferece a possibilidade de pequenos negócios conseguirem divulgar o trabalho e gerenciar as transações em um só lugar. Para pequenas e médias empresas, a ideia se torna uma forma de ampliar a presença no mercado, por exemplo.

Aqui no Brasil, a Archademy criou o primeiro market network do país, com uma plataforma para que arquitetos e decoradores mostrem seu trabalho, sejam avaliados e buscados por clientes. “O conceito é tido como a nova onda de plataformas para a próxima década e o mercado de Arquitetura e Design de Interiores é perfeito para este modelo de otimização, já que é extremamente pulverizado e requer muitas interações humanas durante o processo de venda”, explica Anna Rafaela Torino, uma das fundadoras da Archademy.

De acordo com Anna, essa ideia só tende a crescer no Brasil, já que traz inúmeras funcionalidades que são necessárias para pequenos e grandes negócios realizarem vendas online de serviço.

“Este modelo de negócios surgiu para otimizar as relações comerciais de mercados nos quais a simples digitalização de processos não seria suficiente, porque os serviços são complexos e envolvem muitas interações humanas, de maneira fragmentada, ou seja, com múltiplos fornecedores para múltiplos compradores”, destaca Anna.

Como funciona um market network

Nessas plataformas, os profissionais podem criar um perfil, em que vão apresentar os serviços que oferecem e seus trabalhos anteriores. Por lá, os clientes podem analisar o trabalho, tirar dúvidas, ver a opinião de outras pessoas e a nota de qualidade do profissional ou da empresa.

Além disso, é possível conseguir se conectar com outras pessoas com os mesmos interesses ou área de trabalho, fortalecendo o networking entre os profissionais e aproximando o público com necessidades semelhantes.

Algumas características de um market network são:

  • Foco em serviços complexos, que exigem diversas etapas;
  • Torna processos de contratação mais ágeis;
  • Maior importância para referências do trabalho;
  • Aumenta a cooperação entre o profissional e o cliente.

 

Para atingir esses objetivos, é preciso que as plataformas tenham recursos que incentivem essa interação e que sejam capazes de construir uma comunidade ao redor de uma necessidade. Nesse caso, é possível citar:

  • Elementos de redes sociais e market place (perfis, comunicação facilitada e transações, por exemplo);
  • Bom número de profissionais;
  • Transparência e agilidade nos processos;
  • Taxas baixas de transação;
  • Simplificação de contratos;
  • Ser uma plataforma SaaS.

 

Com funcionalidades como essas, tanto o cliente como o prestador de serviços terão muito mais possibilidades para consumir ou solicitar um serviço, além de ser uma boa maneira de fortalecer a marca de uma empresa.

Como pode contribuir para os negócios

O market network, como antecipou James Currier em seu artigo de introdução ao conceito, tem o potencial de mudar as formas como os consumidores e empresas ou consumidores e profissionais se relacionam, criando uma rede de cooperação e troca que torna a experiência mais humanizada.

Por isso, os clientes levarão ainda mais em conta a reputação da empresa e do profissional, considerando as avaliações da comunidade para tomar sua decisão. Isso também dá mais poder para o consumidor, que passa a ter mais opções de um nicho em um só lugar e passa a avaliar com mais critério o que consome ou contrata.

“O Market Network é pensado para reconhecer que cada cliente ou profissional contratado é único, ou seja, a pessoa, sua reputação, seu valor. Além disso, a plataforma é projetada para facilitar o processo de influência entre os membros, tornando as indicações quase espontâneas”, explica Anna, salientando que é possível criar uma conexão mais significativa a longo prazo.

O market network também é uma ideia concebida para resolver pequenos problemas de interação entre as pessoas e, por isso, acaba contribuindo ainda mais com alguns tipos de serviços específicos, como:

  • Setor de investimentos;
  • Setor imobiliário e corretores;
  • Agências de viagem e lazer;
  • Produção de eventos;
  • Decoração e arquitetura;
  • Construção em pequena escala;
  • Serviços burocráticos;
  • Serviços que demandam conhecimento técnico;
  • etc.

 

A cofundadora da Archademy explica que a otimização trazida pela plataforma para as relações sociais valoriza os prestadores de serviço e gera mais negócios para todo o ecossistema. “Com isso, consumidores terão acesso a uma rede mais eficiente e, inclusive, avaliada”, finaliza.

Ou seja, serviços que antes as pessoas pediam indicação a amigos, por exemplo, poderão ser divulgados pelas plataformas de market network, em que o cliente também poderá acompanhar o que outros clientes acharam daquele serviço antes de contratá-lo.

Com as pessoas cada vez mais conectadas, principalmente em redes sociais, fica mais fácil entender como as dinâmicas de mercado também podem mudar para atender essa nova realidade. Assim, o market network faz o seu papel e ainda pode ajudar pequenos e médios negócios a fortalecerem suas marcas frente aos usuários e clientes.


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