Condomínio: o mais novo canal de venda do varejo

Com os moradores ficando mais tempo em casa, o acesso fácil a uma grande variedade de produtos desafia os players tradicionais

Foto: Shutterstock

O condomínio oferece um novo espaço para a implantação de um canal de venda sustentável e em ascensão. Isso porque mais de 68 milhões de brasileiros moram nesses locais, o que gera uma movimentação de mais de 165 bilhões de reais por ano, segundo a Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais.

Além disso, as moradias tiveram seu sentido ressignificado por conta da pandemia de Covid-19. O espaço que antes servia apenas para descanso se tornou o lugar onde tudo acontece: trabalho, estudo, refeições, exercícios físicos e etc.

Unindo isso ao fato de que, por questões sanitárias, o distanciamento social é o mais seguro neste momento, quem oferece conveniência, comodidade e bons produtos sai na frente. Esse é o caso dos negócios voltados aos condomínios.

Leia também: Entenda os fatores críticos de sucesso no varejo 

Como funciona esse canal de venda?

Imagine só perceber que algum ingrediente está faltando somente na hora em que está cozinhando. Ou que a sua bebida favorita acabou e que já está bem tarde para sair e comprar. Para quem tem um minimercado no espaço comum do condomínio, por exemplo, isso não é problema. É a solução.

Com o produto indo até o consumidor, o cliente adquire não só o que estava faltando em casa, mas novas experiências. Algumas empresas surgiram com a ideia de instalar contêineres com itens de diversos setores nos condomínios, automatizando o atendimento para que nenhum funcionário precisasse ficar no local.

Assim, o morador escolhe os produtos de sua preferência, registra-os em um totem e realiza o pagamento via cartão de débito ou crédito. Em certos casos, a loja possui um aplicativo próprio em que é possível gerenciar todos esses processos.

Os custos variam de empresa para empresa, mas algumas cobram apenas o valor da instalação e chegam a repassar parte dos lucros obtidos ao condomínio como forma de estimular o consumo.

Outra vertente deste mesmo mercado são os marketplaces 100% exclusivos para condôminos e condomínios, como é o caso da QiSar Home, pioneira no ramo.

“Isso surgiu durante a quarentena para ser uma opção segura e vantajosa de compras online para os condôminos, possibilitando economia na aquisição de itens básicos do dia a dia. As funcionalidades da marca podem ser adotadas para condomínios de qualquer porte e perfil. Esse é um modelo mais vantajoso, porque os condomínios não precisam disponibilizar espaço físico e infraestrutura para um terceirizado operar nas dependências do empreendimento”, afirma o CEO Nilson Brizoti.

E este modelo de negócio, pensado especificamente para os condomínios, tem potencial para expansão. “Além da economia quando compra no marketplace, o condômino tem como benefício coletivo o cashback da Qisar, destinado ao condomínio, para este fazer suas compras. Parte do valor da receita que tivermos com as compras dos moradores retorna como desconto para as compras do condomínio, reforçando o conceito B2B2C”, explica o especialista.

Benefícios e potencialidades do ramo

O e-commerce cresceu mais de 40% durante a pandemia no Brasil, segundo o estudo “Perfil do E-commerce Brasileiro” do BigData Corp em parceria com a PayPal.

E para a QiSar Home, este é o futuro, pois aplicar esforços no nicho digital e otimizar experiências gera valor ao ecossistema visado, no caso, o de condomínios. Entre os pontos positivos de se oferecer este tipo de serviço tem-se:

  • Círculo vicioso: a relação condomínio-empresa-condômino se estreita;
  • Fidelização do cliente: a praticidade por estar praticamente dentro da casa do cliente e cashbacks de até 10% estimulam a realização de novas compras;
  • Negociações: é possível executar transações de maior volume entre a empresa e seus fornecedores;
  • Comodidade e segurança: o indivíduo tem suas vontades atendidas rapidamente sem sair do condomínio e se expor a diversos riscos.

4 grandes cases de sucesso

Vislumbrando todos esses aspectos, startups de todo o Brasil aderiram ao modelo e, hoje, oferecem experiências diversificadas aos seus clientes:

1. Preços imbatíveis

Condôminos em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, quando conseguiam comprar um frasco de 500ml de álcool em gel, pagavam R$ 35,00. A Qisar por sua vez, conseguiu oferecer galões de 5 litros por R$ 60,00.

2. De 80 para mais de 300

Empresa criada em São Carlos (SP), a Onii instala contêineres de minimercados em condomínios residenciais. Tudo é feito de forma autônoma e automatizada, sem funcionários. A expectativa para 2020 era implantar 80 novos pontos, mas a procura por conta da pandemia foi tanta, que a demanda fez o número aumentar para mais de 300.

3. No Sul do país

A SuperPocket investiu em uma loja de conveniência que funciona 24h por dia em um condomínio em Porto Alegre (RS). Com mais de 400 itens à venda para os moradores, os sócios-proprietários projetam o investimento em assinaturas semanais de pães e de cestas com legumes e verduras neste mesmo esquema.

4. Honest Market

Já no Nordeste, em Fortaleza (CE), a startup InHouse Market notou o crescimento do conceito de Honest Market no mercado estrangeiro e resolveu investir nessa ideia. Já são mais de 50 unidades na cidade.

Prepare-se para um novo perfil de consumidores

Investir em um canal de venda simples, prático e unificado é uma alternativa que atenderá os anseios dos consumidores em 2021, segundo estudo feito pela Worth Global Style Network (WGSN).

Devido ao rápido avanço da internet e das redes sociais digitais, os indivíduos estão cansados de tomar decisões o tempo todo. Com o isolamento social, isso se amplificou, e o excesso de informações enfraquece o interesse pelo consumo.

Dessa forma, a previsão para o cotidiano pós-pandemia é de que o consumidor irá optar por estabilidade e praticidade. Entender e aplicar tudo isso pode ser a diferença entre a evolução e a estagnação de qualquer negócio.


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