E-commerce: o setor que cresceu 75% em meio à pandemia

Pesquisa da Mastercard destaca que os setores do e-commerce com maior aumento foram o de hobby e livrarias

Foto: Divulgação.

A crise econômica que o coronavírus gerou ainda terá desdobramentos em 2021, segundo dizem os principais economistas e cientistas financeiros. No entanto, o cenário de 2020 complicado em alguns casos se tornou terreno fértil para outros, foi o caso do e-commerce, que se viu o centro das atenções do setor varejista.

O resultado disso? Crescimento. De acordo com o relatório da Mastercard SpendingPulse, um indicador de vendas no varejo, que inclui pagamentos de todos os tipos em uma série de mercados globais, o e-commerce brasileiro apresentou um crescimento de 75% em 2020 se comparado ao ano anterior, isso se deu, sobretudo, após o início do isolamento social.

Dado a limitação do tráfego de pessoas e o fechamento do comércio físico no começo da quarentena, o índice revela que o segundo trimestre de 2020 – meses de março, abril e maio – foi expressivo para as compras online: a média de crescimento foi de mais de 48%, visto que o primeiro trimestre registrou aumento de apenas 14%.

Setores que mais venderam

O estudo da Mastercard destaca que os setores com maior destaque e crescimento — em comparação com o mesmo período em 2019 — foram hobby & livrarias (+110%) e o de drogaria (+88,7%), ambos bastante conectados às consequências do isolamento social por longos períodos e diretamente ligados aos novos hábitos dos consumidores.

Em abril de 2020, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil destacou que a leitura foi um dos costumes que mais cresceram como hobby durante a pandemia. Somente na Estante Virtual, houve aumento de 50% nas vendas.


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Com as drogarias, o aumento registrado tem total conectividade com os novos protocolos de segurança gerados pela covid-19. Compra de álcool em gel, máscaras e luvas descartáveis, bem como remédios paliativos, foram as fontes de maior faturamento.

A tendência das compras online

O e-commerce já não era novidade antes da pandemia e muitas vezes apareceu como alternativa mais barata e mais versátil. Sendo assim, era comum que o consumidor tivesse o hábito de visitar as lojas físicas para ter o produto em mãos e testá-lo, para então procurá-lo em melhor preço na internet.

Em 2019, um estudo realizado pela NZN Intelligence destacava que 74% dos brasileiros preferiam comprar online. Para os 26% que tinham preferência pela loja física, os principais argumento giravam em torno da confiança em disponibilizar dados pessoais e do cartão de crédito (40%) e do medo de não receber o produto (25%).

Já em 2020, mesmo quem nunca havia feito uma compra online o fez. O hábito de comprar online foi ainda mais impulsionado: a maioria dos consumidores prefere abertamente realizar compras pela internet, segundo estudo realizado pela Rakuten Advertising. O levantamento aponta que 86% priorizaram as compras feitas por dispositivos eletrônicos (notebooks e smartphones) no e-commerce e que essa será a principal forma de consumo para os próximos anos.

Números do varejo físico

Os dados da pesquisa da Mastercard informam que o varejo físico foi um dos setores que sofreu com o isolamento social. No segundo trimestre de 2020, com exceção da venda de automóveis, materiais de construção, móveis e restaurantes, o volume total de vendas no Brasil diminuiu quase 3% em relação a 2019, em maio.

Um outro estudo, esse realizado pelo Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), mostra que na Black Friday de 2020 as vendas em lojas físicas tiveram queda de 25%, ao passo que o e-commerce do mesmo período apresentou crescimento de 21%.


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