Mercado de beleza masculina deve faturar mais de U$ 75 bi em 2023

Entre 2012 e 2017, só no Brasil, o setor de beleza masculina obteve crescimento de 70% e segue ativo mesmo durante a pandemia

Foto: Shutterstock.

Se o autocuidado e os itens de beleza foram por séculos atrelados ao gênero feminino, hoje o cenário é outro: produtos para homens estão cada vez mais acessíveis e procurados. O mercado global de beleza masculina tem obtido resultados expressivos tanto no Brasil quanto no exterior e tem ótimas perspectivas de crescimento para os próximos anos.

É o que mostra o relatório da Research & Markets: de acordo com a consultoria, em 2023 o mercado de beleza masculina a nível mundial deve alcançar o faturamento de US$ 78,6 bilhões, um número promissor que atrai investimentos por parte das grandes corporações do setor.

Um levantamento do Euromonitor mostra que no Brasil o mercado deve sim investir na beleza masculina: no país, o segmento obteve crescimento de 70% entre 2012 e 2017, o que corresponde a uma arrecadação de R$ 19,8 bilhões.

Esse aumento comprovado nos últimos oito anos indica que o consumidor brasileiro está mudando. No Brasil, a preocupação com a aparência sempre foi notável — visto o faturamento anual das corporações ligadas ao mundo da beleza —, mas o hábito de cuidado por parte dos homens, em especial com o rosto, é algo para se prestar atenção.

O mercado brasileiro em destaque

Segundo o levantamento Euromonitor de 2019, o Brasil detém o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo. Sendo assim, o espaço destinado ao investimento no setor voltado aos homens tem crescido entre as grandes corporações brasileiras de cosméticos, além de ser pauta de inovações e empreendimentos. Mais de 1,2 milhão de empresas se formalizaram no setor em todo o mundo no ano passado.

Entre as marcas já consolidadas, que concentram 47,8% do mercado brasileiro — Natura, O Boticário, grupo Unilever, grupo L’Oréal e Colgate-Palmolive Co —, o investimento nos produtos voltados ao público masculino também fez sucesso.

A disputa pelo mercado masculino, apresentada pelo maior faturamento líquido, está acirrada entre a Natura (R$ 19,1 bilhões) e O Boticário (13,7 bilhões). No entanto, apesar de apresentar um valor inferior à Natura, vale destacar que O Boticário comprou a marca Vult, que hoje oferece 12 linhas exclusivas para os homens.

Dentro da América Latina, a Men’s Market, especializada em produtos de beleza masculina, também se destaca para o mercado de nicho. Em 2020, a empresa registrou uma taxa de crescimento médio mensal de 5%. “Nos últimos anos, o mercado de beleza para homens apresentou um forte crescimento da demanda. O homem moderno passou a se preocupar mais com a sua aparência e autocuidado, graças ao amadurecimento do pensamento masculino”, comenta Martin Rodriguez, vice-presidente da empresa.

O mercado de beleza masculina durante a pandemia

Diferente de outros setores, o mercado de beleza teve crescimento durante a pandemia, sobretudo nos produtos relacionados à skin care. Os produtos masculinos seguiram a mesma tendência, com aumento expressivo nos itens voltados à pele e à barba.

Em 2020, a pesquisa Comestology, realizada pelo Grupo Croma, destaca que os cosméticos com enfoque na barba lideram 40% das buscas por produtos de beleza masculina, atrás apenas dos perfumes (65%), shampoos e condicionadores (63%). O estudo mostra também que 39% dos consumidores passaram a se importar com produtos de beleza nos últimos três anos.

Um conceito novo de masculinidade

Muitas das empresas que atendem o público masculino no setor da beleza também têm investido em mudanças que acompanham os novos debates da sociedade a respeito da masculinidade. A Natura, corporação campeã de vendas na América Latina, obteve destaque em sua campanha de marketing justamente por focar na argumentação de que existem inúmeras maneiras de exercer a masculinidade, uma pauta que hoje faz parte das discussões mais afloradas na sociedade.

Esse mesmo conceito está muito atrelado às mudanças sobre a autoimagem masculina e a forma como essa beleza é vendida pelas companhias. Além da luxuosidade de manter um autocuidado, as empresas cada vez mais apostam no conceito de normalizar o uso contínuo e recorrente desses produtos em todas as gerações, mesmo que o mercado reconheça que os homens mais novos costumam ser consumidores mais ativos.


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