Planejamento de compras em datas comerciais é tendência, sugere Waze

Além da tendência de planejamento, app aponta outras duas particularidades na jornada do consumidor no período de pandemia

Foto: Shutterstock

Um maior planejamento na compra está se mostrando como tendência nas datas comerciais, conforme aponta o Waze a partir de seus dados de navegação. O aplicativo viu uma volta às compras em lojas físicas marcada por antecipações, com seus dados de fluxo apontando para movimentações até 15 dias antes de datas comerciais.

O Waze – que trabalha com marcas em seu negócio de anúncios na plataforma – tem analisado dados e datas comerciais no intuito de entender como a jornada do consumo tem acontecido nos tempos de pandemia. Assim, o app espera oferecer percepções reverentes a medidas de segurança a varejistas.

Sobre a constatação de compras planejadas em vez de corre-corre de última hora, o Waze aponta que os dados mostram picos mais baixos, menos concentrados e mais extensos em relação aos anos anteriores.

Sazonalidade e omnicanalidade

Além da tendência de planejamento nas datas comerciais, o Waze aponta outras duas particularidades na jornada do consumidor no período de pandemia: a sazonalidade como fôlego ao varejo e a chegada da omnicanalidade.

Em relação à sazonalidade, o app viu a retomada nas navegações para lojas físicas acontecer de forma gradual, em grande parte por datas do segundo semestre, como Black Friday e Natal. De acordo com o Waze, que colocou janeiro de 2020 como mês base para esta análise, a navegação no app chegou a 105% durante a semana da Black Friday. Foi a primeira vez que o mês-base foi ultrapassado desde a pandemia. Mas não foi suficiente, já que o varejo físico registrou queda no faturamento de 25,5% em ralação a Black Friday de 2019. 

Já na semana do Natal, a navegação atingiu 118% na comparação com janeiro do ano passado.

Assim como as medidas de segurança, a omnicanalidade (interação e comunicação online e física das marcas) também chegou com força ao varejo. De acordo com o Waze, ainda que o e-commerce tenha crescido desde a pandemia, as lojas físicas permaneceram relevantes à jornada de consumo.

Para o app, a omnicanalidade se mostra uma tendência que levanta questões sobre como as marcas podem ajudar seus consumidores a irem às lojas físicas de forma mais segura e bem informada. Para isso, antes, é importante compreender as experiências digitais e presenciais como complementares – e não concorrentes entre si.

As opções híbridas de compra, lembra o Waze, promovem mais conveniência e comodidade aos consumidores – além da segurança no presente momento.

Drive-thru

Dados divulgados pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) recentemente apontaram que cerca de 95% dos centros comerciais de todo o Brasil voltaram já a funcionar em relação ao começo da pandemia, em março. Contudo, 50% deles devem manter o serviço drive-thru (ou retirada sem contato).

De acordo com dados do Waze, em novembro último, os shoppings já tinham recuperado 93% do fluxo de navegação em comparação com janeiro do ano passado, indicando uma normalização. O drive-thru, no entanto, tem se tornado estratégico para uma compra mais segura em pontos comerciais.

Heloisa Pinho, chefe da divisão de indústria do Waze, frisa que ao entender as mudanças de comportamento durante as sazonalidades no ano passado, é possível aos varejistas traçar estratégias que tragam mais segurança e conveniência. “Uma forma de ajudar os consumidores a planejar as compras, por exemplo, é anunciar ofertas que já estejam no trajeto desses consumidores para incentivar as compras de conveniência – e evitar que as pessoas saiam de casa para fazer essas compras. Além disso, a maioria das pessoas ainda depende das lojas físicas, por isso o modelo de “retirada sem contato na loja” virou um diferencial de mercado para muitos lojistas”.

Por fim, os dados do app também mostram que o movimento nas ruas no País vem ultrapassando os níveis de navegação do período anterior à pandemia, particularmente durante a semana e às vésperas de datas comerciais.

Com a pandemia ainda sem hora para acabar, o comércio varejista precisa ficar atento e preparado para amadurecer soluções seguras para novos modelos de consumo, enquanto as marcas precisam estar prontas para ganhar mais relevância entre os consumidores, alerta o Waze.


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