Human Experience: por dentro do rebranding da Plusoft

A partir de uma profunda imersão, empresa transforma a mensagem que transmite ao mercado e concretiza o conceito de human experience

O ano de 2020 trouxe transformações. Indo além das mudanças óbvias, bruscas e compulsórias, provocadas pela pandemia de COVID-19, houve também aquelas que resultaram de reflexões: um período tão atípico convidou pessoas e empresas a olharem para dentro. É o caso da Plusoft, que começa 2021 com um rebranding.

“O último ano nos fez pensar sobre nosso posicionamento – se ele ainda estava conectado à empresa que nos tornamos”, revela Solemar Andrade, CEO. Colocando tal reflexão em prática, a companhia mergulhou em um processo de autoconhecimento, entendendo percepções de stakeholders – desde clientes até colaboradores. Para isso, contou com o apoio de consultorias como Gartner e Gad. “Fizemos vários workshops na empresa para entender como as pessoas enxergam o negócio e quais oportunidades ainda poderíamos aproveitar”, lembra o executivo. Em geral, foram mapeados quatro temas: marca, negócio, oportunidades e visão de futuro.

rebranding

Solemar Andrade, CEO da Plusoft/Crédito: Divulgação

Tanto entre aqueles que estavam do lado de fora quanto para quem que atua na Plusoft, há uma percepção em comum: esta é empresa muito confiável, próxima dos clientes e colaboradores, com quem se constrói uma relação de família. Como menciona Andrade, tal sentimento não existe por acaso: a companhia conta com uma base de mais de 150 clientes, sendo que os aproximadamente 20 principais possuem com ela uma relação de longo prazo. “Construímos relações duradouras”, menciona o CEO.

Presente em mais de 25 segmentos de mercado, e um crescimento de 18,18% em 2020, a Plusoft é extremamente relevante em setores como varejo e financeiro. “Ao longo do tempo, desenvolvemos diversas forças, como um sólido processo de qualidade, metodologias de implementação ágil e uma área de produtos que hoje está em linha com todos os fabricantes globais em Customer Experience (CX) e tecnologia”, afirma Andrade. Além disso, ele ressalta um diferencial percebido pelos clientes: a qualidade do atendimento no pós-venda.

Processo de transformação

Com quase 33 anos de história, a Plusoft entende elementos do contexto brasileiro que, para uma multinacional, pode ser de difícil compreensão – inclusive a mentalidade do consumidor. E esse é um grande diferencial que vai além dos aspectos técnicos. Diante disso, a empresa percebeu que esse era o momento para uma modernização da marca, um rebranding.

Bruno Alves, vice-presidente de Marketing e Inovação da Plusoft, conta que nos últimos dois anos, a empresa se transformou em uma plataforma de negócio, o que viabilizou a aquisição de outras companhias e, consequentemente, a ampliação do portfólio. “Essa revolução, somada a característica intrínseca da cultura (de amizade profunda) e de trabalho com clareza, criou um ambiente propício de desenvolvimento e fez com que chegássemos à visão de que a empresa tinha crescido e, por isso, precisava mudar a forma como se comunica com o mercado”, diz.

A nova marca da Plusoft/Crédito: Divulgação

Realizando o rebranding

Entre as mudanças efetuadas a partir do rebranding, Andrade menciona que as unidades de negócio passam a estar todas sob a marca Plusoft. Além disso, foram feitas alterações na forma como o marketing viabiliza negócios – um desafio que permeou o mercado como um todo, tendo em vista o distanciamento social.

Bruno Alves, vice-presidente de Marketing e Inovação da Plusoft/Crédito: Divulgação

“Sentimos que precisávamos evoluir em muitos sentidos – venda, suporte, conteúdo”, revela. Com novos líderes e contando com parceiros, a Plusoft apostou na transformação inclusive da linguagem, tornando-se menos formal. Além disso, temas como igualdade, diversidade e inclusão, que sempre estiveram presentes no cotidiano da empresa, como explica o CEO, passaram a ser vistos como uma bandeira.

 

Uma lupa sobre o humano

A partir da percepção de que o aspecto humano é muito valorizado pelos stakeholders e a consciência de que o ambiente digital é indispensável, a Plusoft passa a se posicionar como uma empresa de Human Experience (HX). “Nossos produtos são o meio para que as relações sejam mais humanas – principalmente em um presente e um futuro mais digitais”, justifica Andrade. “Isso é o que está no centro da nossa transformação.”

Nesse sentido, ele afirma que a empresa almeja atuar para que as experiências humanas sejam conexões verdadeiras. “Queremos fazer a diferença nas empresas, tornando o cliente final mais frequente, mais feliz, mais advogado da marca”. Para isso, a Plusoft se torna mais diversa, inclusiva e horizontal, facilitando inclusive a comunicação entre os colaboradores e as empresas-clientes. “A partir de 2018, começamos a dar mais autonomia para que os nossos técnicos falassem diretamente com as empresas e isso aumentou muito o sentimento de ownership e o cliente passou a ser ainda melhor atendido”, diz o CEO.

De dentro para fora

Andrade reforça ainda o caráter transformador do rebranding, não só para o mercado (e a forma como ele vê a Plusoft), mas também internamente, pois a empresa passa a se perceber de outra forma. “Para nós, foi algo muito profundo – entender a competência core da empresa, redirecionar a visão (que é algo que quase nunca deve ser alterado em um modelo de negócio), bem como os valores, que foram um pouco adaptados”, revela.

Mais do que uma mudança na forma como a Plusoft se apresenta para o mercado, então, esse é o resultado de um processo vivido pela empresa nos últimos anos. “Estamos adaptando a mensagem ao que somos”, conclui Andrade.


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