Previsões ao e-commerce fazem empresa de galpões revisar expansão de 12 anos para 4

Negócios de ativos logísticos planeja entregar 1,4 milhão de m² até 2024

Divulgação

Os projetos de logística encomendados por empresas do varejo refletem a guinada do e-commerce que acontece desde meados do ano passado. Afinal, a distribuição em um país de proporções continentais como o Brasil é um dos principais desafios do setor. Os sinais de investimento de energia e recursos para superar gargalos logísticos e trazer melhorias são vistos em empresas de ativos logísticos greenfield. Estas são como estetoscópios para se ouvir a aceleração do organismo.

“Lançamos um plano de crescimento que se chama ‘Todos por um’, em que queremos dobrar o tamanho da Log até 2024”, conta o diretor-executivo da Log Commercial Properties, Marcio Siqueira. “Desenvolvemos 1 milhão de m² de 2008 para cá. No ano passado, o plano era dobrar esta quantidade. Agora, com uma segunda revisão do ‘Todos por Um’, queremos 1,4 milhão de m² até 2024”, comenta o executivo. Tudo isso graças ao e-commerce.

Em fevereiro deste ano, a empresa entregou um de seus maiores projetos desta direção: o maior centro de distribuição do e-commerce de moda na América Latina, encomendado à Dafiti. Localizado em Extrema, sul de Minas Gerais, o empreendimento desenvolvido em parceria com a BTS Properties possui aproximadamente 54 mil m² de ABL (área bruta locável) e uma dimensão de área de galpão que corresponde a aproximadamente 8 campos de futebol.

Novo cenário

“O e-commerce tinha 6% do varejo e agora fica em torno dos 12%, e muita gente que nunca tinha feito compra digital agora faz. O hábito veio para ficar e as empresas estão aumentado suas operações. A B2W acabou de anunciar um estudo de fusão para unir o físico e o digital. Ganha o jogo quem tiver a logística melhor, o same day delivery e a entrega no dia seguinte. Por isso, cada vez mais precisarão de espaços perto para entregar rápido”, resume Siqueira.

Atualmente, no Brasil, há entre 17-20 milhões de m² em galpões. Condomínios “classe A”, como os que a Log entregou à Dafiti, correspondem a 10% deste total. Tais empreendimentos – que podem ser compartilhados ou de uma empresa -, contam com docas, estacionamentos, sistema de sprinkler (sistema de combate a incêndio) e modulação específica para paletizar colunas. Quando há diversas empresas em uma propriedade como esta, elas podem ratear despesas de manutenção e condomínio, por exemplo.

“Isso contribui para a logística do País, pois melhora tanto o fluxo quanto a armazenagem, já que as carretas ao invés de ficarem paradas nas rodovias, ficam em bolsões. Nestes empreendimentos, os caminhões podem estacionar e aguardar o momento de entrar”, explica Siqueira.

Otimização nos processos

Para suas próximas entregas, a empresa vai manter os métodos de redução de prazos e processo de construção mecanizado e em módulos, como adotado na entrega do condomínio de Extrema. Com diferenciais como piso com nivelamento e planicidade para até 6 toneladas por m², sistema de economia de água e reutilização de águas pluviais, mantas de isolamento térmico, iluminação em LED e sistema de ventilação natural, o classe A de Minas foi entregue em 11 meses.

Eis o esforço de crescer doze anos em quatro.

 


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