Universo pet: onde a empatia é a linguagem de conexão

Você já se apaixonou por um bichinho de estimação? Provavelmente a sua resposta é sim, e os dados confirmam!

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem mais de 139 milhões de animais de estimação no país e os bichinhos já ocupam mais lares do que as crianças. Não à toa o Brasil já é o segundo maior mercado global de produtos pet, atrás apenas dos Estados Unidos.

Para trazer uma referência, o mercado pet brasileiro faturou um total de R$ 22,3 bilhões no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). De acordo com a consultoria Euromonitor, a expectativa para o setor neste ano é de uma alta de 4,6% e a estimativa é que até 2025 o mercado cresça 42,7% na comparação com 2020, com faturamento médio estimado em R$ 35 bilhões.

Sem dúvida, trata-se de um mercado promissor em ascensão, mas também com muito carinho envolvido, em especial nesse novo contexto de isolamento social.

Para corroborar esses números, uma pesquisa realizada pelo hospital americano Banfield apresentou resultados surpreendentes: 65% dos donos de animais de estimação acreditam que passaram a demonstrar mais afeto pelos animais com a quarentena; 45% sentiram que sua felicidade aumentou por estarem mais próximos deles; e 39% opinaram que estar com os pets nessa fase ajudou a controlar a própria ansiedade.

Esse cenário bastante positivo segue em uma direção interessante quando observamos as empresas que se destacam no segmento. Elas investem no relacionamento dos consumidores com os seus pets e utilizam a empatia para inovar e conectar.

Afinal, quem falou que humanizar o marketing também não deve ser estendido a esse universo? Se você trata o seu bichinho como parte da família, não poderia esperar nada diferente de uma marca que atua nesse segmento.

Um universo empático

Nesse sentido, uma referência emblemática foi a ação da Pedigree®, marca da Mars Petcare – a maior empresa de alimentos para pets do mundo. Sabe aquela selfie linda que a gente fica tentando tirar com o pet, mas quase nunca dá certo? Pois bem. A empresa criou um gadget para colocar aquela “recompensa” – pode ser um bifinho ou um biscoitinho – e chamar a atenção para o bichinho olhar justamente na direção da foto. Bingo! Chamado de SelfieStix app, o dispositivo da Pedigree conseguiu transformar os momentos de selfie em algo mais divertido para os pets e, ao mesmo tempo, memorável para seus donos.

selfie stix

Foto: Divulgação

Empatizando com o contexto e as consequências do isolamento social, a transformação digital, quem diria, invadiu, inclusive, o universo pet.  A tecnologia – sempre ela – permitiu o desenvolvimento de produtos e serviços capazes de dar mais conforto aos animais de estimação, bem como mais praticidade e segurança para seus donos.

Foi em meio à pandemia que nasceu o Zee.Now, aplicativo que é braço da Zee.Dog e oferece entrega de itens como ração e remédios 24 horas por dia.

E eu não poderia deixar de mencionar a Petlove, o maior petshop online do Brasil, que já alcança a sexta posição no mundo e agora expande sua atuação para o modelo phygital. Com a implementação do Clique & Retire, o consumidor passa a ter a escolha sobre a forma de receber seu pedido – uma solução bastante inclusiva considerando quem não tem alguém que possa receber os pedidos em casa.

Solução da ZenPet. Foto: Divulgação.

Alavancar na Internet das Coisas foi outra aposta de inovação no segmento. A startup Zenpet investiu no desenvolvimento de modelos de acessórios inteligentes para cães e gatos. O bebedouro e o alimentador são controlados por aplicativos e pelo celular, e os donos conseguem monitorar a quantidade de água e ração oferecida e consumida pelos bichinhos, proporcionando facilidade e praticidade neste período tido como “novo normal”.

Por fim, não poderia deixar de mencionar a Petz, que já vem experimentando o uso da tecnologia em sua forma mais inovadora. Acredite: em 2019, a marca lançou a Pet-Commerce, loja online onde o seu próprio cãozinho faz as compras. Por meio do uso da inteligência artificial, o mecanismo faz o reconhecimento facial do animal e o sistema consegue identificar as expressões sempre que for apresentado a algum produto, sejam snacks ou brinquedos interativos, construindo uma lista de compras a partir das reações do seu animal de estimação.

Inserida no contexto atual, a empática plataforma “Dog Hero”, conhecida por serviços de passeios e hospedagem de cães por anfitriões, precisou se reinventar e lançou o atendimento veterinário em domicílio. Eles entenderam que os bichinhos precisam de cuidados, e a partir de agora é possível solicitar o atendimento em casa, por meio do app, para vacinas e consultas.

Relação única

E assim voltamos ao princípio…

Com as restrições impostas pela pandemia, tivemos a oportunidade de passar mais tempo em casa, fortalecendo os cuidados e o vínculo com os nossos bichinhos.

Os animais são seres sencientes: eles têm capacidade emocional para sentir alegria, medo, dor e até mesmo saudade – é o que dizem os veterinários. Por isso, o vínculo entre bichinhos de estimação e humanos é tão forte que nós os sentimos como se fossem integrantes da mesma família.

Aos que atuam nesse mercado está dada a resposta: é necessário ter a empatia como linguagem para gerar inovação e conexão.

E assim termino este texto, emocionada ao lembrar uma passagem marcante do filme da Disney “A Dama e o Vagabundo”, na qual ele fala para ela: “Lembre-se: coração humano tem um espaço limitado para o amor e o carinho”.

Será mesmo?

Se você já assistiu ou ainda não viu, nós te convidamos a responder a essa pergunta ao final do filme!

Com carinho,

Tati Gracia & Clotilde


+ Notícias 

O mundo digital nunca precisou ser tão humano como no pós-pandemia 

A evolução do consumidor: prioridades mudam de acordo com a geração 






Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS