Saiba o momento certo de profissionalizar sua loja online

Especialista em soluções digitais para e-commerces fala sobre os passos para profissionalizar o empreendimento online

Foto: Pexels

Com o aumento expressivo do e-commerce em 2020, houve uma expansão imensa de novas lojas online. Mas, apenas abrir um site sem explorar as tecnologias do mercado pode trazer resultados insatisfatórios. Por isso, é importante saber o real peso da presença online para a empresa e entender o momento de profissionalizar o negócio.

Um exemplo são lojas que funcionam pelas redes sociais, como o Instagram. É comum ver pequenas lojas ministradas por apenas uma pessoa e de forma manual: desde o atendimento ao cliente até o envio dos produtos. Ainda que essa fórmula apresente resultado, o potencial pode não estar sendo completamente explorado.

Uma maneira de ampliar o negócio é apostar na automatização da plataforma de e-commerce. Dessa forma, fica mais fácil profissionalizar a loja e migrar para um serviço especializado. E para que isso ocorra, é necessário saber o momento certo de partir para algo assim.

Primeiros sinais da necessidade de profissionalizar

“A vantagem de profissionalizar a loja online é principalmente para a estruturação do negócio. Se levarmos em conta que o lojista já tem um e-commerce, ele já está procurando a profissionalização”, é o que diz Franklin Bravos, cofundador e CEO da Signa, startup de soluções digitais para e-commerces.

Os primeiros sinais da necessidade de evoluir o negócio começam pela organização da loja. Quando o empreendedor começa a ter dificuldades para atender a demanda, esse é um ponto de atenção. Afinal, se a mesma pessoa é responsável por todos os setores, haverá um momento no qual a quantidade de pedidos será maior do que a capacidade do empreendedor em atendê-la. Nesse estágio, começa a migração para uma plataforma mais profissional, normalmente automatizada.

“O ponto de definição de profissionalização é quando o ambiente em que você está agora não te atende mais. Essa é a dor principal”, comenta Bravos.

A partir de uma plataforma mais adequada, que automatize parte do serviço, a demanda pode crescer sem dificuldades. Com isso, o negócio também sobe de nível.

Gestão eficiente durante a profissionalização

Durante o processo de profissionalizar o e-commerce, é preciso estar atento à gestão. E isso vai além de apenas organizar as atividades. Por vezes, é necessário que uma outra empresa atue nos processos e os automatize.

“Assim que começam a aparecer quatro, cinco ou mais pedidos por dia — e um vai pagar no boleto, outro no cartão, outro precisa de um link de pagamento —, isso começa a exigir uma gestão. E aí é o momento de entrar no e-commerce de verdade”, aponta Bravos.

O processo inteiro está ligado às necessidades do negócio. Se o objetivo for interligar plataformas, a gestão pode ser feita de forma automática. Agora, se o propósito for manter o negócio pequeno, a gestão manual também pode ser facilitada por ferramentas do mercado. Bravos comenta que a profissionalização pode acontecer independente do tamanho da empresa.

Para além do e-commerce

Outro sinal, que normalmente vem depois da percepção de aumento da demanda, é a integração com outras plataformas. Se a proposta for expandir o negócio, torná-lo cada vez maior, é importante investir em possibilidades de multicanais.

“O futuro da profissionalização, na verdade, é a intersecção do mundo digital, do e-commerce, marketplace, mundo físico e aplicativos de entrega. Hoje, tem vários aplicativos de entrega e eles vão começar a ter integração com e-commerce. Você compra de uma loja com e-commerce e se tem um aplicativo de entrega que atende sua região, esse aplicativo faz a entrega para você”, destaca Bravos.

Essa integração pode ser feita tanto em forma de parceria quanto de forma automatizada. E muitas vezes há plataformas que já fazem com que todo esse sistema caminhe sozinho. “O objetivo disso tudo é facilitar para o consumidor. Ele compra e recebe da forma mais rápida, na casa dele. Recebe com segurança, tranquilidade, fortalecendo o lojista regional, respeitando os canais de distribuição, fortalecendo a logística, os entregadores”, completa.


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