Consumidor teme desemprego e reduz gastos com avanço da pandemia

De acordo com índice de confiança divulgado pela Associação Comercial de São Paulo, há menor propensão de consumo diante da incerteza econômica

Fonte: Unsplash

O medo do desemprego está fazendo com que o consumidor brasileiro fique apreensivo na hora de abrir a carteira. De acordo com o índice de confiança de fevereiro divulgado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), há menor propensão de consumo diante da incerteza em relação à economia diante do avanço da pandemia.

O indicador que vai de zero a 200 caiu apenas um ponto em relação a janeiro, para atuais 81. A associação lembra que a análise chegou a 77 pontos em maio e junho do ano passado, quando o período de distanciamento social estava em fase mais crítica com o avanço da pandemia na época. Nos meses seguintes houve crescimento, até que em outubro chegou a 87.

Impacto do cenário atual

A ACSP faz uma relação direta com os casos de Covid-19 e as incertezas do consumidor, já que, depois de outubro do ano passado, o índice voltou a ter quedas conforme o número de casos voltava a subir. Segundo a associação, em março a percepção do consumidor tende a piorar, portanto, por causa do agravamento da pandemia.

“À medida que a pandemia se agrava, os índices de confiança tendem a cair, justamente por causa da expectativa de queda na renda e no emprego”, diz Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da associação. Na última compilação, o índice teve 48% dos entrevistados definindo suas condições financeiras atuais “muito ruins” e 28% descrevendo suas situações como “boa”.

Além disso, 36% das pessoas não se sentem seguras em seus empregos e temem pelo emprego de seus familiares, se comparada com a situação de seis meses atrás. A associação chama a atenção para o fato de que 62% das pessoas que foram ouvidas conhecem alguém que ficou desempregada ao longo dos seis últimos meses.

Em relação à intensão de compra para o momento, somente 27% dos entrevistados se disseram mais seguros para comprar bens de grande valor (como carro ou casa) e médio valor (como geladeira ou fogão).

Quando o assunto é o futuro do País, 23% disseram estar pessimistas e 19% revoltados, enquanto 26% afirmaram que se sentem otimistas.


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