Com muitos eventos online, conteúdo de qualidade vira estratégia de diferenciação

Organizadores reforçam planos de manter eventos na web; eventos híbridos devem se firmar no pós-pandemia

Fonte: Pexels

Os eventos virtuais estão se firmando como tendência para o pós-pandemia e devem receber quase o dobro de investimentos em 2021. Isso é o que mostra o relatório “Cenário de Eventos Virtuais” feito pelo LinkedIn com organizações de diversos segmentos e tamanhos em 13 países, incluindo brasileiras. De acordo com o levantamento, 85% dos organizadores fizeram pelo menos um evento online, webinar ou palestra nos últimos 12 meses.

Mas a alta do evento online tem seu reflexo nos desafios para se promover eventos neste formato, como aponta Ana Carolina Almeida, gerente de marketing do LinkedIn. “Com tantos eventos virtuais acontecendo simultaneamente, investir em conteúdo de qualidade é uma estratégia de diferenciação“, diz a executiva.

Segundo o LinkedIn, o marketing digital ganha ainda mais relevância na promoção de eventos, representando 22% do total da verba disponível. A pesquisa mostra que priorizar esta área é uma das maneira que as empresas encontraram para conseguir a atenção do público. Ainda assim, metade dos profissionais brasileiros afirma que gostaria de ter mais competências em mídias sociais para melhorar o perfil das organizações – e 47% dos respondentes querem aprimorar suas competências e conhecimentos em publicidade online.

Retorno sobre investimento

Os motivos pelos quais os organizadores aderem a eventos online são imagináveis: a maioria os prefere por não serem afetados pela pandemia, pela oportunidade de estender o conteúdo a um público mais amplo e pelo custo-benefício que a estratégia traz – já que 56% tiveram cortes de orçamento, segundo o levantamento.

Mais do que a conveniência e o momento, é o retorno sobre o investimento (ROI) que consolida os eventos online no futuro pós-pandemia. “Cerca de 79% dos organizadores de evento brasileiros afirmaram que o ROI dos eventos virtuais tem sido maior do que o dos eventos físicos”, afirma Almeida.

Ainda que o ROI seja maior nos eventos virtuais, vale lembrar que a receita é incomparavelmente menor em relação aos eventos ao vivo, que trazem maior valor agregado pela interação física. O mais provável é, portanto, que a tendência phygital prevaleça e se firme no mercado de eventos com tempo, com reuniões, conferências e exibições híbridas aproveitando o melhor do físico e do online.

 


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