Mini Weddings: a tendência de casamento trazida pela pandemia

Empresário especialista em festas de casamento destaca a nova modalidade europeia que tem ganhado força no Brasil

Foto: Pexels

O casamento é, para muitas pessoas, um sonho de vida. Desde o pedido de noivado até a realização da cerimônia, tudo faz parte de uma celebração do amor, um momento único e memorável, planejado pelos noivos com muita dedicação e expectativa.

No Brasil, as festas de casamento são populares por trazerem muitos convidados em uma comemoração alegre, junto de amigos e familiares. Mas em um contexto de quarentena, quem resolveu se casar em 2020 e 2021 teve que mudar todas as estratégias, adiar o evento ou reduzir as cerimônias.

Nos períodos em que a pandemia esteve menos branda, houve uma série de casamentos realizados por chamadas de vídeo ou apenas em cartórios, com a presença de poucos convidados. Contudo, para quem alimenta um sonho de casar, essa estratégia ainda é muito distante de uma cerimônia tradicional — fator que fez com que as pessoas procurassem novas formas de casamento mesmo durante a pandemia.

Nesse sentido, uma das tendências do momento são os mini weddings, casamentos mais intimistas, personalizados e para pouquíssimos convidados.

Uma tendência de fora que ganhou popularidade no Brasil

Os mini weddings já eram bastante populares em países europeus e norte-americanos, mas no Brasil, essa cerimônia ainda não era tão comum, sobretudo por questões culturais. Como alternativa, os mini weddings entraram na cultura brasileira com mais força durante a pandemia.

Segundo Michel Abou Abdallah, empresário e proprietário da Casa Sion Festas, esse estilo de cerimônia foca na personalização. “É uma tendência que surgiu na Europa. São celebrações com poucas pessoas, geralmente em horários alternativos, como manhã ou fim de tarde, e quase sempre acontecem em locais especiais, que tenham significado para os noivos”, explica.

Em um momento de pandemia, esse tipo de cerimônia consegue trazer a emoção de uma festa tradicional sem que os noivos percam a oportunidade de comemorar o momento com familiares e amigos mais próximos. Além disso, para um momento de crise, por vezes os mini weddings também são alternativas mais baratas. “Tanto por questões financeiras quanto pelas restrições da Covid-19, as celebrações mais intimistas voltaram a ser destaque entre os noivos”, destaca Michel.

Ele comenta, ainda, que o número de convidados é muito inferior ao de uma festa tradicional: “Os mini weddings estão sendo muito exclusivos, com 30 pessoas ou menos até”.

Um mercado novo de casamentos

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Por ser diferente da concepção tradicional de casamentos, os mini weddings prometem mudanças no mercado. Isso porque mudam consumos tradicionais da cerimônia, tais como aluguel de espaços grandes, buffets em larga escala e lembrancinhas tradicionais.

“Os mais próximos e os mais queridos são tratados com carinho e toques personalizados, refeições elaboradas, lembrancinhas úteis, bebida deliciosa e música agradável. O mais importante é que este tipo de celebração permite que os noivos passem um tempo de qualidade com sua família e melhores amigos – uma das razões para sua crescente popularidade”, comenta Michel.

E esse desejo por personalidade também muda as concepções do evento. Há cerimônias que são feitas com a contração de duplas ao invés de bandas, da mesma forma como a alimentação — comumente atribuída a buffets — pode ser substituída pela contração de chefs particulares, com uma equipe reduzida. Para as lembranças, itens duradouros e personalizados têm sido a principal aposta, como perfumes, por exemplo.

“Essa mudança afeta o mercado porque casas grandiosas e dispendiosas diminuirão consideravelmente.  Os cerimoniais precisarão ser mais criativos, porque tudo será mais personalizado e com a cara dos noivos. Nunca mais uma cerimônia será igual a outra”, explica Michel.

Ainda que a cerimônia em si seja reduzida, há uma tendência para que o casamento também seja transmitido ao vivo para outros convidados menos íntimos. Sendo assim, Michel destaca que as casas de cerimônia e festas terão que se adaptar. “Os eventos serão transmitidos para os amigos e parentes que não poderão estar presentes, então as casas precisarão de uma boa Internet e um bom profissional de filmagem, de preferência com este serviço já incluso no valor do contrato”, completa.

Para os contratos, é importante destacar que os serviços sejam mais flexíveis, em virtude da pandemia e de um contexto delicado.

Um casamento mais seguro em um momento de risco

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Por causa das recomendações, eventos com muitos convidados têm sido evitados para que não haja ainda mais contágio do vírus. Sendo assim, os mini weddings também se apresentam como uma maneira mais segura, por trazerem um número bem reduzido de convidados, normalmente em um espaço aberto.

Michel Abou Abdallah explica que a segurança é fundamental para que a cerimônia depois não se transforme em um momento ruim. “Deixar um tapete molhado embebido em álcool na porta da entrada para as pessoas limparem os seus sapatos e um vidrinho de álcool gel para a limpeza das mãos na frente de cada cadeira é fundamental. Também as porções de comida devem ser servidas de forma individual e higienizadas com todo cuidado”, salienta.

Há também a recomendação para que os convidados usem a máscara em todos os momentos e evitem abraçar e beijar outras pessoas e os noivos. “Até que todos estejam vacinados será completamente impossível reunir muitas pessoas que vivem em casas diferentes. Talvez seja necessário que todos os presentes façam exames, constatando que estão sadios e livre do Covid antes do evento. E pedir isto pode ser muito constrangedor”, conclui Michel.


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