Investir em entretenimento é estratégia de comunicação das marcas

Mais do que publicidade, o entretenimento é capaz de aproximar os consumidores das marcas

Foto: Shutterstock

As maneiras de se comunicar com os clientes estão sempre mudando. Se antes a publicidade tinha o objetivo único de mostrar um produto e convencer o público a comprá-lo, hoje é preciso se aproximar do consumidor, criar uma conexão com ele. E investir em entretenimento está se tornando uma tendência para isso.

A quantidade de comunicações que o consumidor recebe diariamente varia entre 400 e 10 mil, dependendo do seu nível de conectividade, segundo pesquisa da Deloitte. Ou seja, ganhar a atenção dele é cada vez mais difícil. Além disso, o consumo de conteúdo cada vez mais presente em redes sociais resulta em pessoas cada vez mais interessadas em conteúdos leves e divertidos.

Levando em consideração o período de pandemia, cheio de preocupações e menos possibilidades de lazer, é possível entender porque as pessoas passaram a buscar cada vez mais o entretenimento.

Entretenimento cria conexão com o público

Aproveitando a mudança de comportamento, investir em entretenimento passou a ser uma estratégia das marcas para fazerem parte do dia a dia de seus consumidores. Foi o que fez a Riachuelo, por exemplo, com o lançamento da campanha “A Riachuelo começou a seguir você”, lançada recentemente

“Com o alto volume de publicidade ofertado, as marcas disputam atenção. Como forma de ganhar relevância a Riachuelo investiu no entretenimento justamente para entreter as pessoas por meio de conteúdos relevantes e, assim, conectar o público com a marca”, explica Elio Silva, diretor-executivo de Canais e Marketing da Riachuelo.

Ou seja, atualmente, com consumo de conteúdo quase que o tempo todo, a publicidade tradicional vem perdendo a atenção do público. Não basta apenas mostrar o produto, é preciso pensar em algo a mais para ganhar alguns segundos do tempo do consumidor.

Durante a pandemia, essa ideia se mostrou essencial para os negócios da Riachuelo. Segundo o diretor de marketing, a loja foi a primeira varejista a fazer ativações em lives musicais durante o momento de isolamento. “Nós percebemos que tínhamos uma grande ferramenta de conexão com as pessoas por meio do entretenimento”, conta.

A campanha “A Riachuelo começou a seguir você” é um case nesse sentido. A ideia conta com a participação das cantoras Malía, Simaria (da dupla com Simone) e Giulia Be, que criaram até uma música autoral, chamada “Te Sigo Somando”.

“Não bastava só um conceito incrível e criatividade para gerar engajamento, entendemos que a comunicação, principalmente nos dias de hoje, precisa criar conexão com consumidor em todos os canais, gerar bons debates e ser um sucesso”, diz.

Os benefícios do entretenimento

Um dos grandes potenciais de investir em entretenimento é, sem dúvida, a conexão feita entre empresa e cliente. Isso porque as pessoas buscam cada vez mais por essa diversão e, quando encontram uma marca que pensa nisso, já criam uma simpatia por ela.

“O entretenimento na publicidade se tornou uma forma de gerar conexão. Hoje em dia há a necessidade por parte do consumidor de se identificar mais, sentir-se mais representado pela marca. Sempre digo que a publicidade pela publicidade não tem mais espaço, é preciso investir em narrativas sem interrupções”, opina Elio Silva.

Ou seja, investir em entretenimento pode trazer inúmeros benefícios para as marcas, como:

  • Maior conexão emocional e proximidade com o consumidor;
  • Fortalecimento da marca para o público;
  • Presença da marca no dia a dia das pessoas;
  • Retomada da campanha por mais tempo, já que as pessoas continuam consumindo;
  • Melhora da percepção e imagem da empresa;
  • Potencial de hype (consumo intenso do conteúdo com divulgação orgânica);
  • Humanização da marca;
  • Proximidade com gerações mais novas.

 

Tudo isso tem resultados claros para a empresa: consumidores mais próximos e conectados emocionalmente tendem a comprar mais e se tornam divulgadores da marca para seu círculo social.

Para o diretor de marketing da Riachuelo, investir em entretenimento é mais do que pensar na empresa, mas também levar em consideração o cliente.

“Temos o objetivo de levar um pouco de cultura e lazer a ele, ainda mais durante esse desafio da crise sanitária e do isolamento social. É preciso ser solidário e humanizar cada vez mais a comunicação”, explica.

Como investir em entretenimento para sua marca

Na hora de investir em entretenimento, inovação e criatividade são características essenciais. Não é necessário fazer algo que todos estão fazendo. Pensar diferente pode ser o diferencial do negócio.

Além disso, na hora de pensar no formato, também é preciso conhecer seu público alvo e como ele consomem conteúdo (fotos, vídeos, TV, redes sociais, etc.). Assim, as chances de o conteúdo levar à conexão também aumentam.

Confira algumas maneiras de investir em entretenimento.

  • Vídeos: eles estão presentes diariamente na vida das pessoas e são uma maneira de entreter o público com uma produção e custos menores. Assim, é preciso pensar em formatos que realmente divirtam o público nas redes sociais, que gere interação e compartilhamento. Opções como live commerces, por exemplo, ganharam espaço durante a pandemia e algumas empresas encontraram formatos que não necessitam de uma celebridade para entreter o público. Realities também são uma ideia, como o feito pela Toddy para escolher a nova “vaca”, símbolo da marca.
  • Redes sociais: com o brasileiro passando cerca de 3 horas e meia por dia nas redes sociais, segundo o estudo Digital 2020 da We Are Social com o Hootsuite, é inegável que esse canal é ótimo para investir em publicidade com entretenimento. Instagram, Facebook e Tik Tok permitem diversos formatos de conteúdo divertidos e com potencial de engajamento e proximidade com o consumidor.
  • Música: ela tem o poder de conectar pessoas. Além disso, é um conteúdo que nunca “morre”. Quando a música é boa, as pessoas vão ouvi-la sempre, mesmo depois que a campanha acabar. Música é algo diferente de jingle. A peça não precisa citar o nome da marca, apenas estar vinculada a ela na hora da divulgação. Essa foi a estratégia escolhida para a última campanha da Riachuelo.
  • Jogos: outra forma de se aproximar do consumidor no dia a dia está na presença em jogos online, grande fonte de entretenimento para a população. Há a possibilidade de desenvolvimento interno, como faz Nescau com o projeto Jogadeira, ou participação em jogos de sucesso, como O Boticário, que abriu uma loja no Avakin Life.

 

Investir em entretenimento não é tendência passageira. Mesmo em um momento futuro, de pós-pandemia, as pessoas continuarão buscando maneiras de se entreter. Por isso, marcas que desejam, de fato, estar conectadas com seus clientes, melhorar sua reputação e vender mais saem na frente quando pensam em investir em entretenimento como forma de publicidade. São os novos formatos ganhando cada vez mais espaço com as mudanças de comportamento.


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