Idosos conectados na pandemia

Processo de digitalização põe em xeque a máxima de que tecnologia não é coisa para velho

Foto: Shutterstock

Desde 2014 venho estudando o envelhecimento e o comportamento dos consumidores com 60 anos ou mais e as mudanças no estilo de vida sobretudo no que se refere ao uso da internet e das redes sociais. A cada ano os idosos passam a acessar mais a web principalmente via smartphone e/ou tablet, pois são dispositivos amigáveis que facilitam o acesso e a navegabilidade.

Segundo o Ceticbr de 2019, 25% dos 60+ já compravam no e-commerce, 42% realizavam buscas por produtos ou serviços e 46% se utilizavam de aplicativos do governo eletrônico. Durante o ano de 2020, com as restrições do isolamento social, houve uma aceleração do uso da internet, das buscas e compras on-line, do uso de serviços financeiros, do consumo de entretenimento e da socialização por meio do ambiente digital. A necessidade de rápida adaptação à pandemia fez com que muitos idosos aprendessem a utilizar a tecnologia para facilitar o dia a dia, quebrando algumas barreiras.

O comportamento on-line dos idosos

A pesquisa da Kantar Ibope Media, denominada “Tecnologia e aceleração Digital para os Masters” publicada em janeiro deste ano, detalhou o comportamento on-line dos consumidores mais velhos e sua adaptação após o início da pandemia. O acesso à rede aumentou para 64% em 2020, um salto relevante ao comparar a evolução do consumo de internet há cinco anos atrás que era de apenas 31%.

Outros números demonstram a digitalização da rotina dos 60+, cerca de 92% acessam a internet várias vezes ao dia, 42% buscam se atualizar com o desenvolvimento tecnológico, 79% afirmam acessar as redes sociais nos últimos trinta dias. O Facebook é a rede social mais acessada, o WhatsApp é o aplicativo mais utilizado para troca de mensagens e o Google é o buscador preferido.

Durante o ano passado os consumidores idosos se desenvolveram no uso dos dispositivos de tecnologia para se conectar com seus familiares e amigos, realizar compras, trabalhar, se entreter, se socializar, se informar e se exercitar. Todo esse processo de digitalização põe em xeque a máxima de que tecnologia não é coisa para velho.


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