Preferência por smartphones e mais: detalhes do perfil do gamer brasileiro

Pesquisa mostra que a maior parte dos jogadores brasileiros é formada por mulheres entre 20 e 24 anos; veja mais características

Foto: Pexels

O mercado de games tem conquistado o mundo. Seja por meio dos consoles específicos para essas atividades, pelos jogos em computadores ou mesmo por aplicativos em smartphones, é inegável que a comunidade gamer tem crescido ao longo dos anos. Só na pandemia, o número de consoles vendidos apresentou um aumento considerável.

Além do contato com os jogos ter crescido, o hábito de consumo do gamer brasileiro também sofreu mudanças. A 8ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB) trouxe alguns dados que mostram a maior penetração dos jogos na sociedade e como se dá esse consumo, em especial durante a pandemia.

Listamos seis detalhes sobre os gamers brasileiros que são importantes para ficar de olho — até para criar estratégias de aproximação com o consumidor. Confira:

1. A pandemia aumentou o tempo do jogo

De acordo com a pesquisa, 75,8% dos gamers brasileiros afirmaram que estão jogando mais no período de pandemia. Com o isolamento social, as atividades de lazer estiveram mais conectadas à tecnologia, fator responsável pelo aumento de tempo gasto nos jogos.

Em um contexto de busca por novas formas de entretenimento, games individuais também ganharam espaço na vida desses consumidores.

2. Entrada de pessoas de média e baixa renda

A comunidade gamer, durante a pandemia, passou a abrigar ainda mais os consumidores das classes C1, C2 — enquadrados na classe média —, bem como jogadores das classes D e E, que configuram a baixa renda. A pesquisa aponta que a soma dessas quatro classes compreende 49,7% dos entrevistados.

Vale destacar que o mercado de games não está restrito apenas aos consoles, como Xbox, Playstation e Nintendo. Gamers que usam o computador ou smartphone têm aumentado cada vez mais em quantidade.

Ainda assim, a classe social mais presente na comunidade gamer é a B2 (27,6%).

3. Falando em smartphone…

O estudo ressalta que a maior parte dos jogadores joga por meio dos dispositivos móveis. Os smartphones, no caso, são os favoritos dos brasileiros: preferência de 41,6% dos gamers.

Essa movimentação inclui uma gama ainda maior de pessoas nos games. Dessa forma, é possível até mesmo mesclar jogadores por meio de diferentes plataformas em um mesmo jogo, como ocorreu no ano anterior com o jogo Among Us (Entre Nós). Nele, era possível fechar uma sala para o jogo com players provindos do computador/notebook — com a versão paga — e também pelo smartphone — por meio da versão gratuita.

A PGB destaca, ainda, que 19,5% dos jogadores jogam todos os dias pelo computador ou notebook, um percentual maior que os consoles (15%).

4. As mulheres compreendem a maior parte dos jogadores

Se antes os games eram vistos como atividade masculina, os resultados da PGB mostram que as mulheres são maioria na comunidade gamer, compreendendo 51,5% dos jogadores brasileiros. Ainda que o percentual seja superior ao dos homens, é importante lembrar que a pesquisa atinge também os jogos em smartphones, aos quais elas costumam ter preferência.

5. Jovens adultos são os que mais jogam

Engana-se quem pensa que jogo é coisa de criança e adolescente. De acordo com os dados da PGB, a maior parte dos jogadores brasileiros tem entre 20 e 24 anos (22,5%), seguido por adultos de 25 a 29 anos (18,6%), pessoas entre 30 e 34 anos (16,7%) e 35 e 39 anos (12,9%).

Os adolescentes compreendem apenas 10,3% do total de jogadores brasileiros em todas as plataformas, abaixo até mesmo dos jogadores entre 40 e 49 anos (12,2%). Ainda que o percentual de adolescentes seja mais baixo, ele ainda está acima dos jogadores com mais de 50 anos, que compreendem 6,8% do total de gamers brasileiros.

6. Mais de um terço dos jogadores mora com os pais

A pesquisa da PGB constatou que mais 34,4% dos gamers brasileiros ainda mora com os pais e, portanto, têm algum auxílio econômico de seus parentes ou contribui com a renda familiar. A segunda maior parcela dos jogadores (30,9%) é pai, mãe ou responsável e 20,9% formam um casal sem filhos. Apenas 10,8% dos jogadores moram sozinhos.


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