4 recursos tecnológicos que surgiram na pandemia e vieram para ficar

Drones, impressões 3D e outras tecnologias facilitaram o combate ao vírus e devem seguir úteis mesmo após a pandemia

Imagem: Luiza Vilela | Canva

O uso de tecnologia no dia a dia das pessoas se intensificou desde o início da pandemia. Começando por recursos para proteção contra o vírus, até adaptação ao novo estilo de vida em isolamento social, todos os âmbitos da vida e setores do mercado – de hospitais ao varejo – passaram a demandar mais recursos tecnológicos e novas soluções. Nesse cenário, muitas empresas focaram em inovar para ganhar mercado.

Assim, uma série de invenções ou novas estratégias usando tecnologia contra a Covid-19 surgiram no mercado. As empresas passaram a investir em recursos para gerar maneiras mais eficientes, práticas e acessíveis para combater o vírus. E isso veio tanto para a comodidade de quem teve que ficar em casa quanto para os hospitais e agentes de saúde.

Nos dias atuais, um ano após a declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o portal da Consumidor Moderno traz algumas inovações desenvolvidas por causa do vírus que vieram para ficar. Confira:

1. Impressão 3D dentro da saúde

Em um momento no qual os equipamentos de proteção individuais (EPI) estiveram em falta, em decorrência da falta de estoque, os recursos criados por impressão 3D se mostraram essenciais. Seja para a criação de face shields ou mesmo para recursos hospitalares, como válvulas para bomba de oxigênio, as impressões foram muito importantes durante a pandemia e a tendência é que continuem dessa forma.

A versatilidade fez com que essa ferramenta ganhasse novos olhos do mercado. Assim, as impressoras se tornaram aliadas do setor de saúde e é possível que novas invenções surjam a partir de modelagem 3D em um futuro bastante próximo. Essa mudança traz um novo horizonte para a saúde, principalmente porque pode reduzir o custo e o tempo de fabricação de determinados equipamentos.

2. Desinfecção de objetos e alimentos

Uma tecnologia nova no mercado foi a da startup UOVO Labs. Ela criou o UOVO, um eletrodoméstico que desinfeta objetos e alimentos. Por meio da luz UVC, a máquina consegue descontaminar diversos produtos contra inúmeros agentes que fazem mal ao corpo humano — entre eles o Sars-CoV-2 (vírus da Covid-19).

Um dos destaques da tecnologia foi justamente a percepção de que a luz UVC é capaz de higienizar as superfícies de forma mais eficiente, algo que pode ser bastante usado nos hospitais, restaurantes e salões de beleza, por exemplo.

Por ser um eletrodoméstico em formato de ovo, há bastante espaço para inserir os objetos para limpeza. A empresa destaca que o produto estará disponível no mercado a partir do dia 26 de abril de 2021 e que leva cerca de 3 minutos para descontaminar os itens desejados.

Essa inovação também garante que itens que podem ser levados a boca, dentro de casa, sejam mais bem desinfetados, evitando doenças que vão além da Covid-19. Um exemplo é a limpeza de mamadeiras, chupetas, carteiras, chaves etc.

3. Modificação de drones para transporte e controle público

Os drones também foram importantes durante a pandemia e trouxeram inovações permanentes. Em inúmeros países, tais como na China e Espanha, o uso das ferramentas foi feito pela segurança pública, para monitorar o acesso e a circulação de pessoas em espaços públicos. Em alguns casos, os drones emitem uma mensagem de voz para que as pessoas não se aglomerem e aumentem a taxa de contágio do vírus.

Além do monitoramento, também surgiu um espaço para que os drones servissem como transporte de itens essenciais, os “táxis voadores”. Um pouco diferentes dos demais, esses drones têm capacidade para transportar determinada pesagem de carga, o que trouxe uma imensa vantagem nos momentos mais intensos da pandemia. Um dos mais famosos, chamado de  eHang 216, é capaz de transportar até 140kg em trajetos de cerca de 30 km, tudo de maneira autônoma. A China, por exemplo, fez uso deles para transportar equipamentos de saúde, medicamentos e outros para hospitais.

A tendência é que esse tipo de drone seja cada vez mais utilizado para o transporte nos próximos anos.

4. Purificadores de ar potentes

Outra tecnologia que foi fundamental durante a pandemia — e seguirá no futuro mesmo sem o vírus — foi a mudança nos purificadores de ar, mais fortes e mais resistentes. Dado que o vírus é invisível a olho nu e circula pelo ar, esses aparelhos foram de suma importância para garantir que determinados encontros essenciais entre as pessoas pudessem ocorrer com mais segurança, como é o caso nos hospitais e salas de pronto socorro.

A vantagem dos purificadores é também usá-los, depois da pandemia, para uma melhor filtragem de espaços que gerem contágios a outras doenças, ou mesmo dentro de escritórios quando houver o retorno presencial, de forma a evitar enfermidades nos colaboradores.

Porém, vale ressaltar que o uso desses aparelhos não garante proteção total ao coronavírus, são apenas mais uma medida paliativa.


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