51% das pessoas em todo mundo fizeram consultas médicas virtuais durante a pandemia

Pesquisa da PWC mostra que houve maior adesão à medicina virtual e isso deve se manter

Foto: Pexels

Desde o início da pandemia, todos os olhos se voltaram ao setor de saúde. A presença do vírus, o tratamento dos pacientes e a administração dos hospitais trouxeram não apenas o desafio de vencer a Covid-19, mas também evidenciaram problemas antigos na administração pública e privada da saúde em todo o mundo, o que abriu portas tanto para uma intensa temporada de mudanças e inovação na área. Uma delas foi a adaptação de instituições de saúde e de pacientes às consultas médicas virtuais.

A consultoria PWC trouxe uma série de dados na pesquisa “Global Top Health Industry Issues 2021” (Principais questões globais do setor de saúde 2021), que ajudam a compreender e traçar possíveis atuações para o setor de saúde neste ano. Entre eles, há destaque ao crescimento de consultas médicas virtuais em todas as gerações, especialmente para a área de saúde mental.  Também se sobressai o uso dos dados de maneira a melhorar o sistema de saúde em momentos mais críticos.

Atendimento digital para medicina

Se antes as consultas virtuais foram vistas com maus olhos por não serem tão assertivas, na pandemia elas foram a forma mais viável e segura de receber atendimento médico. E a adesão a elas foi maior do que o esperado.

A pesquisa da PwC destacou que, a nível global, o investimento das empresas em telemedicina atingiu a marca de 4.3 bilhões de dólares, um salto de 139% em comparação com 2019.

Ainda que inúmeras doenças não possam ser tratadas apenas por meio do vídeo — por vezes é necessário estar presente para que os médicos possam investigar o paciente —, uma parte dos problemas de saúde podem ser resolvidos de forma online, sobretudo se a busca das pessoas for por orientação médica ou relacionada à saúde mental.

Segundo a pesquisa, ao menos 36% dos entrevistados experimentaram episódios de ansiedade e depressão. Entre eles, a maior parte é composta pela Geração Z e pelos Millennials. E a maioria deles procurou atendimento psicológico de forma virtual.

O estudo mostra também que pelo menos 51% dos entrevistados da pesquisa fizeram uso de consultas virtuais (telemedicina ou ligações por voz) durante a pandemia. E entre eles, 91% afirmaram que voltarão a usá-la no futuro. A pesquisa aponta que os países com maior adesão às consultas não-presenciais foram a China (87%), Índia (86%) e Estados Unidos (85%).

Ainda que haja bastante demanda, é preciso investir em capacidade da equipe médica e das empresas para que os atendimentos virtuais possam ocorrer. Assim, destaca-se o investimento na tecnologia necessária para 2021.

Uso de dados para a saúde

Na era da expansão tecnológica, a covid-19 foi a primeira pandemia que inevitavelmente requereu o uso de inovações mais avançadas, tanto para mapeamento da doença nos países quanto para atualizações dos hospitais e centros de saúde. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) foi fundamental.

Muitos países — o Brasil se inclui aqui — tiveram momentos desafiadores para o mapeamento da doença e atualização das estatísticas de contágio, número de novos casos e óbitos. O uso da IA transformou essa difícil tarefa em uma realidade tangível, tanto para ações necessárias ao controle da doença quanto, agora mais do que nunca, para campanhas de vacinação.

Segundo o estudo, o uso de ferramentas adequadas para tratamento de dados, seja por IA ou por outros modos, pode melhorar a qualidade das ações feitas no setor de saúde e reduzir custos.

Isso também pode ser aplicado ao setor farmacêutico. O relatório aponta que 93% dos executivos que lidam com produtos farmacêuticos ou com ciência voltada para farmacologia afirmaram que a inclusão de elementos digitais foi importante durante a pandemia e deve ser mais frequente nos próximos cinco anos.


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