A nova acusação antitruste contra Apple e Google: o mercado de aplicativos

Senadores suspeitam de que a Apple esteja se valendo dos seus poderes para suprimir dispositivos semelhantes e que são oferecidos por empresas menores

No último dia 23, um grupo de senadores dos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a prática antitruste das chamadas Big Techs (a maiores empresas de tecnologia do mundo). O alvo agora é entender o real impacto do mercados de aplicativos oferecidos pelas lojas virtuais da Apple e do Google. Os parlamentares suspeitam que as empresas estejam abusando de seus poderes às custas de concorrentes de menor expressão.

Segundo Amy Klobuchar, uma das senadoras mais influentes na questão antitruste, a Apple e o Google podem usar seus poderes para “excluir ou suprimir aplicativos que estejam competindo com seus próprios produtos” e “cobrar taxas excessivas que afetam a competição no setor de lojas de aplicativos”.

A audiência aconteceu no dia seguinte em que a Apple anunciou que passaria a vender AirTags (mecanismo que pode ser usado em itens como chaves de carro para auxiliar usuários a encontrá-los caso sejam perdidos). O serviço compete com o oferecido pela Tile, que vende um dispositivo semelhante de rastreamento há dez anos.

Apple se defende

A Apple se defendeu alegando que seus AirTags são uma consequência de seu aplicativo “Findmy”, utilizado para localizar dispositivos da empresa  e compartilhar localizações dos usuários.

A audiência foi testemunhada, entre outras pessoas, por Kirsten Daru, conselheira geral da Tile. Segundo Daru, o programa FindMy da Apple é instalado como parte padrão do sistema operacional de todos os telefones da Apple, e não pode ser deletado.

“A Apple mais uma vez explorou seu poder e dominância de mercado para condicionar o acesso dos nossos consumidores a dados e efetivamente romper a experiência dos nossos usuários, direcionando-os ao FindMy”, disse.

A Apple também tem recebido reclamações sobre comportamento antitruste de empresas como o Spotify e Match (dono do Tinder). Eles contestam o compartilhamento obrigatório de receita e as regras rígidas de inclusão definidas pela App Store.

Segundo uma executiva, da Match, o Google e Apple oneram 30% de qualquer transação digital, elevando preços para consumidores. A Match paga cerca de 500 milhões de dólares em taxas à loja de aplicativos anualmente, a maior despesa única da empresa.


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