Estudo da Dove mostra que 84% das brasileiras usam filtros para mudar a própria imagem

Marca pretende ser cada vez mais ativa nessa questão e fez uma parceria com a Unicef para empoderar mais de 2 milhões de adolescentes brasileiras

Foto: Pexels

Usar um filtro virtual pode ser algo tentador às mulheres para conseguir se encaixar em um padrão de beleza. Com a moda das rinoplastias e harmonizações faciais, que evidenciam esse padrão, o uso dos filtros pode trazer essa mudança de forma mais simples. O resultado disso, diz estudo da Dove, são mulheres e meninas que são impactadas quanto a própria imagem corporal, a autoestima e a autoexpressão.

De acordo com a pesquisa, que integra o Projeto Dove pela Autoestima, há um grande impacto do uso das redes sociais e filtros na autoestima de crianças e adolescentes. O estudo foi feito em dezembro de 2020 e entrevistou mais de 1500 mulheres entre 10 e 55 anos nos Estados Unidos, Inglaterra e Brasil.

Ao todo, cerca de 84% das adolescentes brasileiras, a partir dos 13 anos, já usaram algum filtro ou aplicativo de edição de fotos para mudar a própria imagem. A pesquisa também informa que 78% delas já tentaram mudar ou ocultar alguma parte indesejada do corpo antes de postar uma foto nas redes.

Impacto direto na autoestima

A pesquisa mostra que os filtros são bastante motivados por atender a padrões irreais de beleza, mostrados pela grande mídia. Os dados mostram que 35% das jovens brasileiras se sentem “menos bonitas” ao verem fotos de influenciadores/celebridades nas redes sociais.

Outro fato que chama bastante a atenção é que, quanto mais tempo elas passam editando as fotos, maior é o relato de baixa autoestima corporal. O estudo revela que 60% das que passam de 10 a 30 minutos editando as imagens dizem ter baixa autoestima. Além disso, a pesquisa informa que a baixa autoestima corporal é mais propensa em meninas que editam suas fotos (50%) em comparação com aquelas que não o fazem (9%).

“Com o crescimento do uso das redes sociais nos últimos 10 anos, cresceu também o uso de filtros e aplicativos que auxiliam a distorcer imagens para se adequar a padrões de beleza socialmente aceitos. Quando esse uso aumenta também entre os jovens, temos um impacto na pressão para as meninas atingirem algo perfeito, que não pode ser alcançado na vida real, além de se tornar bastante prejudicial para a construção da autoestima. Dove quer destacar e atuar de forma cada vez mais ativa nessa questão”, comenta Fernanda Gama, gerente de Dove no Brasil.

Representatividade na mídia: importa?

A resposta, provada cientificamente, é sim. A inclusão de modelos mais reais e condizentes com a realidade tem feito mudanças na percepção de autoestima. Campanhas publicitárias que tragam mulheres gordas, de diferentes etnias, fora do padrão de beleza tradicional são responsáveis por aumentar a autoestima das meninas desde cedo.

De acordo com a pesquisa, 70% das entrevistadas afirmaram que não se sentiriam julgadas e ficariam menos preocupadas com a aparência se fossem mais representadas no meio digital. Além disso, ainda que as campanhas de inclusão tenham apresentado modelos mais reais, esse cenário ainda tem um longo caminho para traçar.

Porque no fim, para além da aparência, o que importa é se sentir representada por personalidade e carisma: 75% das mulheres gostariam que o mundo se concentrasse mais em quem elas são, em vez de em sua aparência.

O estudo também mostra que 69% das mulheres adultas gostariam de saber como construir autoestima quando eram mais jovens — e a falta de figuras inspiradoras e representativas pode ter sido um dos motivos para a compreensão tardia. Já hoje, mesmo com bastante estímulo de marcas que se preocupam com a construção da autoestima e promovem ações para ter propagandas mais reais, essa realidade ainda perdura.

Dove pela Autoestima

No caso de educação corporal e construção de autoestima, é preciso criar um cenário que venha desde cedo. O estudo mostra que 36% das meninas entrevistadas sentem que seus pais não entendem a pressão que elas passam nas redes sociais.

Já pelo lado das mães, esse cenário muda de figura. A pesquisa revela que 78% delas gostariam de ter as ferramentas para educar seus filhos sobre os potenciais danos das mídias sociais, em especial sobre a autoestima.

Nesse contexto, a Dove criou em 2004 o projeto Dove Pela Autoestima, que ajuda as gerações a desenvolver uma relação positiva com sua aparência. A marca salienta que, até agora, o projeto já impactou positivamente a vida de mais de 69 milhões de jovens em 150 países em todo o mundo. A expectativa é que até 2030, a empresa aumente o impacto social em mais de 250% e atinja a vida de 250 milhões de jovens no mundo.

Para aumentar ainda mais o alcance das mulheres à educação sobre autoestima, a Dove firmou uma parceria com a Unicef, na qual produzirá ferramentas digitais para tratar o tema de forma didática. O projeto deve ser lançado ao final de 2021.

“A parceria UNICEF-Dove terá como princípio promover direitos de adolescentes ao uso seguro da internet e à saúde mental, por meio de um processo inovador que ampliará os espaços virtuais para o pensamento crítico, a expressão criativa e a valorização da diversidade. O projeto fornecerá as ferramentas para as juventudes brasileiras na construção de sua autoestima e autoconfiança com o corpo”, diz Gabriela Mora, Oficial do Programa de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes.


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