Quais são as expectativas do varejo para o Dia das Mães?

Especialista em varejo eletrônico destaca que consumidores devem investir em vestuário e calçados

Foto: Pexels

A chegada do Dia das Mães em 2021 traz ao varejo uma perspectiva de esperança: a data é uma das mais promissoras ao comércio e, com a reabertura gradativa das lojas físicas e os recordes no e-commerce, a expectativa é que as compras desse ano sejam melhores que em 2020.

Neste Dia das Mães, um melhor desempenho das vendas é esperado porque ano passado foi ruim, ao passo que este é o momento de reaberturas no comércio e há uma oferta de produtos generosa em relação à demanda.

Fatores da retomada

Wagner Pereira, líder de varejo da consultoria internacional BIP, reforça que o número esperado para o Dia das Mães deste ano tem muito a ver com o gap do ano passado. “A tendência esperada é que ocorra um crescimento das vendas no Dia das Mães agora em 2021, quando comparado às vendas em 2020. Isso deve ocorrer, principalmente, devido à queda agressiva das vendas do ano passado, na ordem de 33%, deixando uma base de comparação baixa para este ano.”

Ele destaca também que a reabertura do comércio terá um papel importante, mas não grande o suficiente para atingir um volume de vendas igual ou superior ao de 2019, no período pré-pandemia.

“A abertura do comércio nas principais capitais nas últimas semanas de abril de 2021 apresenta um cenário mais positivo que o ocorrido no mesmo período no ano passado. Um dado que reforça essa tendência de crescimento é o interesse das pessoas em pesquisas de presentes na internet. Dados do Google Trends mostram crescimento no interesse por presentes quando comparamos ao mesmo período do ano passado.”

Entre os destaques da data, Wagner também aponta que o gasto médio nos presentes terá uma diminuição considerável.

“Houve uma deterioração dos indicadores econômicos relacionados à renda da população. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios acabou de mostrar que mais de 2,1 milhões de pessoas perderam o emprego nos últimos 12 meses, levando a uma taxa de desemprego recorde de 14,4 milhões de pessoas. A mesma pesquisa mostra uma queda na massa de rendimentos de trabalhadores de 7,4% em relação ao ano passado.”

Wagner ainda destaca que um segundo motivo para a queda do gasto médio está na oferta do varejo.  “Vemos uma queda nos preços ao consumidor em categorias relevantes para o consumo na data, como vestuário e sapatos, que recuaram 2,3% e 1,3%, respectivamente, segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo)”, ressalta o especialista.

Quem puxa a alta

Ainda que com recuo, os segmentos de vestuário e sapatos são quem têm guiado as vendas no varejo – e quem deve puxar as vendas no Dia das Mães. De acordo com o relatório recém-divulgado pela empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo Hibou com o braço de pesquisa da especialista de varejo e experiência do consumidor B&Partners.co, a Score Group, as principais opções de presente no varejo têm sido vestuário (61,6%) e calçados (44%), perfumes (40,3%), bolsas e acessórios (37,6%), beleza e maquiagem (26,5%) e joalheria (26%).

“O comércio tem a expectativa de aumentar vendas e movimentar estoques que ficaram represados nos últimos meses pelo baixo desempenho das vendas gerais e lojas fechadas em capitais importantes”, completa Wagner.

Comemoração à distância

Para a maior parte dos cidadãos, a comemoração será sem a presença dos familiares. O estudo Score Group/Hibou mostra também que quase 40% ficarão em casa, sem receber visitas, ao contrário de cerca de 20% que visitarão a mãe ou a sogra. Enquanto isso, outros 20%, aproximadamente, ainda não se decidiram — o que mostra que uma parte das pessoas tem feito a escolha de acordo com a fase da pandemia e da vacinação.

É o e-commerce que deve preencher a ausência física. “Acreditamos novamente na força do comércio digital para o crescimento das vendas no Dia das Mães. No ano passado, o e-commerce cresceu 68% em relação às vendas de 2019, alcançando 3,7 bilhões de faturamento. Considerando a evolução das vendas online no primeiro trimestre, estimamos um crescimento acima de 40% novamente durante os dias que antecedem a data. Novamente, os varejistas que têm estruturado suas operações digitais devem se beneficiar desse canal para aumentar o faturamento e escoar estoques represados”, destaca Wagner.

 


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