Banco Central estuda criar ranking de reclamação para cada serviço financeiro

Ainda em estudo, a ideia do Banco Central seria mostrar as instituições financeiras com mais queixas na oferta de crédito consignado, entre outros serviços

Crédito: Unsplash

O Banco Central do Brasil (BCB) estuda a possibilidade de criar um ranking de reclamações sobre produtos financeiros oferecidos por bancos e financeiras. A ideia é mostrar quais são as instituições mais problemáticas quando o assunto é a oferta de empréstimos, cartões de crédito e outros serviços.

A informações foi revelada com exclusividade para a Consumidor Moderno pelo chefe no Departamento de Atendimento Institucional (Deati) do Banco Central, Carlos Eduardo Gomes.

“Planejamos ter um ranking por produto. Ou seja, qual é o banco mais reclamado em consignado e outros serviços. Hoje é diferente. Temos um ranking com as queixas mais comuns: sabemos, por exemplo, que as duas primeiras reclamações são crédito consignado (primeiro) e irregularidade relacionado a crédito (segundo) e que, juntas, tem quase 10 mil (queixas) procedentes a mais que o terceiro item, que é o internet banking”, disse Gomes.

Objetivo do ranking

O objetivo com o ranking é justamente diminuir a incidência dos serviços mais problemáticos e também aprimorar a comunicação com o consumidor final. Por meio do ranking, segundo o BC, o cliente poderia descartar as instituições mais problemáticas e, assim, escolher a empresa com menos queixas.

“O cliente não necessariamente entra no banco e vai comprar todos os produtos. O banco é uma grande loja de mercados de produtos financeiros: há conta corrente, poupança, depósito a prazo, quota de fundo, seguro, cheque especial, pacote de tarifa e muito mais. É muita coisa. Nós achamos que faz falta prestarmos uma informação mais direcionada ou que realmente agregue valor para aquele cliente que quer uma ou outra coisa do banco e não tudo”, disse.

Por enquanto, segundo Gomes, o ranking é apenas tema de estudos entre os especialistas do Banco Central. Assim, não há prazo para que ele seja criado.

 


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