O comportamento de cada geração e como conquistá-las no pós-pandemia

Mudanças de hábitos e comportamentos pedem alterações na forma como marcas se comunicam

Foto: Shutterstock

Grandes mudanças, como as trazidas pela pandemia de coronavírus, resultam em novos comportamentos, não importa qual seja a geração do indivíduo. De acordo com o relatório Consumidor do futuro 2022, da WGSN, alguns dos novos hábitos esperados para os próximos dez anos já estão sendo vistos atualmente.

Isso porque o momento de pandemia acelerou inúmeros processos, fazendo com que mudanças significativas em hábitos de consumo ocorressem, principalmente aqueles relacionados com a conectividade.

Todos vivem um processo de mudança, mas como cada geração lida com esses novos formatos traz variações que precisam ser entendidas na hora da elaboração da comunicação da marca ou da criação de uma estratégia de lançamento, por exemplo. Essa é a chave para conquistá-las no pós-pandemia.

O que mudou no comportamento de cada geração

Uma das principais marcas apontadas pela WGSN para entender o consumo do futuro é a conectividade. Isso porque, durante a pandemia, grande parte das atividades passaram a acontecer no ambiente online. Nesse quesito, uma geração acaba chamando atenção: é a geração Z, nascidos entre 1995 e 2010, e que cresceram já na Era da Internet.

Isso quer dizer que as outras gerações ficam de fora desse movimento? Pesquisas apontam que não. A presença online chegou para ficar independentemente da idade dos indivíduos, apesar de ser mais comum entre os mais novos. Dessa maneira, conquistar pessoas da geração X (nascidos entre 1965 e 1980) ou Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), também é algo que precisa ser feito pelo universo online.

Quando se fala em millenials – a geração Y – os que nasceram entre 1981 e 1994, o comportamento também teve o mundo online como mediador, seja nos hábitos de entretenimento, seja por conta da necessidade pelo trabalho remoto, por exemplo.

Por não serem uma geração “intermediária”, que nasceu no analógico, mas viveu intensamente a ascensão da internet, pessoas de 25 a 35 anos compõem um importante grupo dos chamados “novos consumidores”, que trazem consigo características como busca por elementos mais simples na jornada de compra, mas que seja feito de maneira equilibrada, como aponta o relatório da WGSN.

O mundo mais conectado

Se a conectividade a todo instante já era algo presente na vida de muitos, a pandemia impulsionou ainda mais esse movimento. Isso porque todas as relações sociais passaram a existir no ambiente online, desde a vida profissional até o contato com os familiares (inclusive os mais velhos, que passaram a contar com a Internet para se comunicarem).

Com uma vida baseada na conexão e no mundo online, os hábitos de consumo também mudaram, fazendo com que a publicidade e o marketing online ganhassem mais força, assim como o varejo pela internet.

De acordo com dados da pesquisa Webshoppers, da Ebit/Nielsen em parceria com o Bexs Banco, o comércio online teve crescimento de 47% em 2020, batendo recorde em quantidade de vendas. De acordo com o estudo, o e-commerce vai fazer cada vez mais parte do dia a dia das pessoas de todas as idades, mas é imprescindível que as empresas e marcas saibam garantir a boa experiência do consumidor e conquistá-los de verdade.

Nesse jogo de conquistas, são muitas as variáveis. De acordo com o relatório da WGSN, O Consumidor do Futuro 2022 e 2023, algumas marcas de comportamento serão impulsionadas especialmente pelo momento da pandemia e da alta conectividade. Conhecendo essas tendências de comportamento, também relacionadas com as gerações, é possível conquistar consumidores a partir do que esperam das marcas.

O que esperar para os próximos anos

Segundo relatório de tendências de consumo para 2022, da WGSN, existem três perfis principais que merecem atenção: os estabilizadores, os comunitários e os novos otimistas.

  • Estabilizadores: a geração X e os millennials (Y) são os principais membros dessa categoria, que buscam por mais estabilidade e equilíbrio nos próximos anos. Para eles, o que mais chamará atenção é a simplicidade, lojas menos abarrotadas, sites mais limpos visualmente, e uma experiência que transmita mais calma, e menos estresse ou pressa.
  • Comunitários: também composto por millennials e a geração X, esse grupo busca fortalecer comunidades e valorizar comércios hiperlocais. Além disso, têm a tendência de se desprender cada vez mais dos grandes centros.
  • Novos otimistas: como o nome diz, esse grupo espera pela felicidade e praticidade, e é composto por todas as gerações, dos genZ aos Baby Boomers. Nesse caso, buscam mais facilidade na hora do consumo e esperam a intermediação da internet e suas inovações para isso.

 

Se para você 2022 já parece estar logo ali, a WGSN também lançou o relatório O Consumidor do Futuro 2023, apontando diferentes comportamentos que devem chamar atenção nos próximos dois anos e que as marcas e empresas devem estar de olho.

Entre os principais perfis, a empresa especializada em tendências, indica quatro principais: antecipadores, novos românticos, inconformados e condutores. Estes perfis mostram uma continuidade do que é esperado a partir de 2022, como estabilidade e senso de comunidade.

  • Antecipadores: buscam a estabilidade e a segurança após período de incertezas. Por isso, é interessante pensar em lançamentos periódicos, programas de assinatura e fidelidade, entre outros.
  • Novos românticos: valores comunitários continuarão em alta, além da fuga de grandes centros. Para conquistar esse público, a WGSN indica iniciativas com laços emocionais, naturais e mais sustentáveis, com foco no bem-estar.
  • Inconformados: um perfil mais ativista e tecnológico, que busca, de certa maneira, reconstruir o mundo através da diversidade. Ações voltadas a produtos transculturais e que valorizem diferentes formas de cultura e vida chamam a atenção dessas pessoas.
  • Condutores: flexibilidade e multi habilidades são marcas desse grupo, que buscam por mais experiências que despertem novos sentidos e modos de levar a vida. Varejo gamificado, comércio e-terativo e ecossistemas digitais são vistos como tendências para eles.

 

O que fica claro é que – qualquer que seja o negócio – o impacto das mudanças no consumidor será sentido mais cedo ou mais tarde. O momento pede atenção com as diferentes faixas etárias para entender suas novas formas de se comportar em sua jornada de compra.


+ Notícias 

Chief TikTok Officer e outros cargos inspirados pela Geração Z

Será que a sua marca atende bem a geração prateada? 






Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS