Como o Wi-Fi 6 pode revolucionar a conectividade, segundo a Huawei

Estamos habituados a acompanhar a evolução da internet móvel, mas é preciso olhar também para a banda larga fixa. Entenda por quê

A adoção do modelo de home office mudou muito os hábitos dos consumidores e a conectividade no País. Grande parte do consumo de internet que acontecia dentro dos conglomerados empresariais foi distribuída pelo País, pelas casas dos colaboradores que tiveram a oportunidade de levar o escritório para a segurança do lar. Essa realidade gerou um verdadeiro impacto no consumo dos serviços de Banda Larga Fixa.

Isso é o que mostra o Relatório de acompanhamento do setor de telecomunicações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com os dados, o ano de 2020 terminou com um total de 36,3 milhões de acessos de banda larga no País. “Ocorreu não apenas o aumento de acessos por uma maior quantidade de pessoas, mas uma mudança no uso de serviços, com maior adesão ao streaming, uso concomitante de softwares de conferência etc”, comenta José Luiz do Nascimento, diretor de Vendas da Huawei no Brasil.

Dessa forma, houve também um avanço substancial em termos de tecnologia – que já vinha ocorrendo desde o ano anterior: os acessos em fibra ótica atingiram mais de 17 milhões em 2020, em um ritmo inversamente proporcional à diminuição dos cabos metálicos. Ao mesmo tempo, o consumo de internet de alta velocidade (considerada acima de 34 Mbps no relatório da Anatel) cresceu muito: em 2019, eram 13 milhões de acessos; em 2020, 21 milhões.

Todos esses dados, contudo, levam a um questionamento: como tem sido a relação do consumidor com a qualidade da conectividade e qual é o conhecimento a respeito das limitações presentes nos serviços que consome hoje? Ainda de acordo com o relatório da Anatel, no terceiro trimestre de 2020, o cumprimento de metas de qualidade de Banda Larga Fixa das operadoras chegou a 80,6%. Porém, o que nem todo consumidor sabe é que existe uma margem de evolução de qualidade da conexão de banda larga fixa que é muito pouco explorada atualmente.

Isso acontece pois estamos muito atualizados à evolução da internet móvel – ansiosos pela chegada do 5G, por exemplo – e nos desligamos do fato de que o Wi-Fi, utilizada dentro de casa, também evolui. O diretor de Vendas da Huawei explica que, a partir do começo de 2020, o chamado Wi-Fi 5 pode ser substituído pelo Wi-Fi 6 que, apesar de ainda não muito disseminado pelo País, traz imensas vantagens para o dia a dia do consumidor, especialmente no atual contexto e rotina.

A Huawei explica sobre esses avanços pois, além de líder em 5G, como resultado do seu grande investimento em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), tem se demonstrado uma autoridade em WiFi 6.

Em 2020, o Huawei Wi-Fi inclusive se classificou em primeiro lugar no mercado global (excluindo a América do Norte) de pontos de acesso indoor, ou seja, aqueles que são utilizados em redes locais, de áreas menores – como nos lares ou pequenas empresas e comércios. A classificação foi publicada em um relatório feito pela Dell’Oro Group sobre a participação das empresas nesse mercado, do terceiro trimestre de 2018 ao terceiro trimestre de 2019.

Conhecendo o Wi-Fi 6

Mas o que é essa tecnologia e o que há de diferente entre ela e o que temos em casa? A maioria dos consumidores, hoje, usa a tecnologia Wi-Fi 5, que foi lançada em 2014. Ela viabiliza muito do que precisamos, mas ainda tem diversas lacunas em termos de velocidade, latência e cobertura. O Wi-Fi 6, anunciada em 2019, surgiu para eliminar tais problemas.

As vantagens são claras – tanto para quem usa, quanto para quem busca explicações técnicas. “O Wi-Fi 6 traz diferentes benefícios para o dia a dia, com três vezes mais velocidade – extremamente útil em um universo multidispositivo -; uma comunicação mais organizada, sem “filas”, ou seja, sem priorizar um ou outro aparelho, com menor latência”, explica Nascimento. Um ponto de destaque nesse sentido é: tudo isso ocorre sem o uso do cabo de rede. O Wi-Fi 6, sem fio, é mais rápida do que o Wi-Fi 5 com o uso de cabo.

Essa tecnologia é levada pela Huawei à residência do consumidor a partir do Huawei WiFi AX3, o primeiro roteador embarcado com Wi-Fi 6 Plus, que também é líder em sua categoria. Ele suporta até 160 MHz de largura de banda e tem características que tornam o uso acessível – desde o hardware até a configuração da rede, passando pelo gerenciamento do roteador. Nos testes do aplicativo Speedtest, a velocidade de download chegou a 952,7 Mbps.

O Huawei WiFi AX3 é o primeiro roteador embarcado com Wi-Fi 6 Plus/Crédito: Divulgação

Conheça mais sobre as vantagens do Wi-Fi 6

As características da tecnologia que vai revolucionar a conexão que você usa são:

1. Velocidade

O Wi-Fi 5 suporta uma largura de banda máxima de 80 MHz. O Wi-Fi 6; de 160 MHz. Isso significa que a velocidade é multiplicada por dois. Além disso, em termos de velocidade, o Wi-Fi 5 transmite 3,2 microsegundos (μs) de dados em intervalos de 0,4 μs, portanto, tem uma eficiência de aproximadamente 88,89%. O Wi-Fi 6 transmite 12,8 μs de dados em intervalos de 0,8 μs, então a eficiência é de quase 94,12%.

2. Mais dispositivos conectados

O acesso múltiplo por divisão de frequência ortogonal (OFDMA) do WI-Fi 6 permite a subdivisão de canais em atribuições de frequência menores para aumentar a eficiência da rede e reduzir a latência da rede. Ou seja, o sinal é distribuído entre aparelhos – que é impossível no Wi-Fi 5.

Os roteadores Huawei Wi-Fi 6, por exemplo, suportam no máximo quatro dispositivos simultâneos na banda de 2,4 GHz e 16 dispositivos simultâneos na banda de 5 GHz, o que é quatro vezes mais do que outros roteadores Wi-Fi 5.

3. Baixa latência

Também é o acesso múltiplo por divisão de frequência ortogonal (OFDMA) que viabiliza a diminuição da latência, pois fornece maior simultaneidade e reduz os sistemas de filas.

A tecnologia Wi-Fi 6 BSS identifica os sinais de redes vizinhas que passam por uma parede para que o roteador possa ignorá-los, permitindo que os sinais de Wi-Fi dos vizinhos sejam transmitidos no mesmo canal sem problemas, o que reduz a interferência em 30%.

4. Baixo consumo de energia

O Wi-Fi 6 se comunica com vários dispositivos para ativar o sinal sob demanda, economizando energia quando os dispositivos não estão em uso. Isso é possível graças ao Target Wake Time (TWT).

Isso é muito útil para sistemas IoT, pois funcionam de forma eficiente e consomem menos energia da bateria, pois o acesso à rede ocorre em horários programados. Em contraste, os roteadores Wi-Fi 5 só podem se comunicar com um dispositivo por vez. Todos aqueles conectados ao roteador estão em modo de transmissão ou em um estado de espera confuso que consome energia da bateria.

Além disso, o Wi-Fi 6 é muito mais forte com chaves de criptografia de 192 bits, em comparação com os 128 bits atuais, portanto, suas senhas são muito mais difíceis de quebrar.


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