Soluções tecnológicas criadas para atender a incansável busca por conforto e bem-estar

Uso exacerbado de telas e dificuldade ao dormir são algumas das principais queixas dos consumidores

Foto: Shutterstock

Qualidade e saúde serão os dois atributos mais valorizados pelos consumidores nos próximos cinco anos, segundo o relatório Future Consumer Index, da Ernst & Young. Unindo isso ao fato de que 55% dos indivíduos demonstraram dificuldade ao dormir devido ao home office, segundo a edição de dezembro da MIT Technology Review, nota-se uma lacuna a ser preenchida por soluções tecnológicas com foco nessa área.

Quanti e qualitativamente, o bem-estar nunca esteve tão em voga como agora. De acordo com estudo da Stilingue em parceria com a Mandalah, somente entre março e julho de 2020, referências que continham o termo “autocuidado” aumentaram em 65%. Já publicações sobre meditação, no mesmo período, foram mais de 307 mil.

E se engana quem pensa que investir nesse ramo é luxo. É necessidade. Em 2018, levantamento do Instituto Gallup citado na análise Consumidor do Futuro 2022, da WGSN, apontou que dois em cada três trabalhadores sofriam de efeitos psicológicos causados pelo excesso de trabalho e estresse. Os dados mostraram que os funcionários que sofriam de Síndrome de Burnout faltaram 37% a mais, produziram 18% a menos e renderam 15% a menos.

Algumas empresas enxergaram o potencial desse meio e trabalham para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas qual o cenário atual? O que há disponível para compra? E o que o futuro aguarda?

O mercado das soluções tecnológicas

Não é de hoje que a tecnologia tem sido o principal meio de materializar produtos inteligentes que atendam às demandas do público. Desde as máquinas no chão de fábrica até a assistente de voz que oferece um atendimento personalizado ao cliente: tudo perpassa a inteligência artificial e seus afluentes. Até mesmo mercados que antes eram considerados tradicionais estão investindo em sua digitalização: o que era uma simples tarefa do dia a dia agora pode ser otimizada.

“Os avanços tecnológicos estão cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas. Seja na indústria, na prestação de serviços ou em itens de uso diário, como equipamentos eletrônicos e lentes de óculos, a tecnologia tem o fundamental papel de melhorar a qualidade de vida e facilitar a realização de tarefas e atividades”, coloca Marcelo Frias, diretor de marketing da Zeiss – fabricante alemã de sistemas ópticos e optoeletrônicos – para a América Latina.

O especialista esmiúça o cenário, especificamente o campo da saúde. “A tecnologia permite importantes avanços no universo da ciência, desde o diagnóstico, até o tratamento e cura de inúmeras doenças e condições médicas. No universo da saúde ocular, o investimento em tecnologia permite proporcionar lentes adequadas e extremamente personalizadas à cada pessoa, considerando não apenas o seu grau corretivo, mas sua idade e estilo de vida, garantindo que tenham a melhor visão possível. Assim, investir em tecnologia ajuda a garantir o bem-estar das pessoas em diversos âmbitos, sobretudo diante do estilo de vida da sociedade moderna, constantemente conectada.”

Para se ter uma ideia prática de tudo isso, uma pesquisa realizada pela Grand View Research revelou que o mercado global de revestimento ótico foi avaliado em 15 bilhões de dólares em 2020. O estudo mostra ainda que, mesmo com a crise global gerada pela pandemia, a perspectiva é de que o ramo cresça 9,2% ao ano de 2021 a 2028.

Óculos com lentes que previnem o cansaço visual? Temos!

Coceira nos olhos, visão embaçada, dores de cabeça e fadiga ocular são alguns dos sintomas mais comuns entre aqueles que trabalham ou estudam em casa. De acordo com a American Optometric Association, esse cansaço visual é uma consequência direta da utilização prolongada de dispositivos digitais. Chamada de “vista cansada digital”, ou “síndrome da visão computacional”, a condição pode atingir pessoas em qualquer idade.

E esse não é o único agravante da nova realidade conectada. A miopia também está aumentando a um ritmo alarmante entre as crianças. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que entre 2020 e 2050 a alta miopia cresça 89% no Brasil e 49% no restante do mundo. Porém, a pandemia pode fazer o país superar esta estimativa.

Atentos a esses dados alarmantes, foi criada a Zeiss SmartLife. O desenvolvimento dessas lentes considera as necessidades de cada pessoa, seu perfil comportamental e idade, pois a fisiologia do olho muda com o envelhecimento.

Elas devem ser combinadas com o grau específico e preciso que cada usuário necessita. O resultado será um par de óculos personalizado, otimizado para o estilo de vida on-line, que diminuirá a sensação de vista cansada.

Há ainda a Zeiss Digital Shield, lentes sem grau de correção com proteção contra a luz azul emitida por equipamentos eletrônicos. As lentes transparentes contam com tratamento que protege da luz azul e luz UV e ajudam a evitar problemas na visão, como doenças na retina, miopia, secura dos olhos e até dificuldades para dormir.

Para o diretor de marketing da Zeiss na América Latina, essa relação mercadológica traz benefícios para os dois lados: contratada e contratante. “Estamos sempre em busca do melhor para nossos clientes, tanto que, anualmente, trazemos mais de 300 patentes para o mercado. Além de tornar o processo produtivo mais ágil e eficiente, a tecnologia nos permite desenvolver medidas personalizadas, abrangendo uma gama maior de produtos e serviços exclusivos, o que nos diferencia e posiciona como referência. Automaticamente, os consumidores são beneficiados com soluções que atendem com precisão às suas necessidades individuais”, explica Marcelo Frias.

Promessas para a melhora da qualidade de vida

A Zeiss, este ano, está investindo em soluções tecnológicas exclusivas não apenas na divisão de Vision Care, mas nas áreas médica e SNT (microchips, por exemplo). Algumas delas, inclusive, relacionadas à prevenção da Covid-19, mas que por enquanto não podem ser divulgadas por questões estratégicas.

Em consonância com o que foi exposto, a indústria do sono, nos Estados Unidos, mostra dados animadores, movimenta entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões por ano e cresce mais de 8% ao ano, segundo a McKinsey & Company.

A ascensão do segmento e a possibilidade de fazer a diferença na vida das pessoas é a fórmula perfeita para criar inovações. Uma delas é o Somnox Sleep Robot, almofada em formato de feijão, que se segurada perto do peito, produz um ritmo de respiração que é seguido inconscientemente pela pessoa, que acaba relaxando e dormindo.

Há também o Zeez Sleep Pebble, equipamento parecido com um mouse, que deve ser usado embaixo do travesseiro. A proposta é produzir uma frequência que imite as ondas cerebrais de um bom dorminhoco. Isso acalma o sistema nervoso e diminui a frequência cardíaca até adormecer.

Fato é que o indivíduo conta com um leque de produtos que podem garantir conforto e bem-estar em meio a contexto em que a exposição aos dispositivos que afetam a saúde e o sono é realidade. Basta que os clientes e os investidores ressignifiquem o mercado como promessa de melhoria de qualidade de vida.


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