Cassio Rocha de Azevedo: a inspiração e o legado de uma jornada

Um tributo de Roberto Meir ao amigo sócio-fundador da AeC e da Robbyson

Caro amigo,

Contar a sua história de forma breve é algo importante para quem está no nosso mercado. Você bem sabe o quanto considero a informação um instrumento importante para avançarmos. A sociedade é construída por pessoas e, algumas delas, como você, fizeram e fazem a diferença. São corajosas, ousadas e desbravadoras, pois criam rotas de oportunidades.

Cassio, da AeC, e Roberto Meir

Você foi uma daquelas pessoas que encantam e inspiram a distância. O trabalho nos tornou próximos como profissionais e foi um passo para nos tornarmos amigos.

Sempre admirei a sua postura diante da vida e a forma como conduzia os negócios. Mineiro, em suas veias corriam o sangue do mais nobre brasileiro, que é aquele que acredita e investe no presente e no futuro deste País.

Caro amigo, você quebrou a lógica do empreendedorismo. Ousou olhar para regiões esquecidas de nosso País. Desbravou e criou oportunidades de trabalho para milhares de brasileiros fora do eixo tradicional – hoje a AeC possui mais de 25 mil colaboradores – e formou líderes com essa visão. Passaram-se 30 anos desde a fundação da AeC e vimos o seu propósito em cada ação, seja na própria empresa, seja no mercado.

Com um papel importante no desenvolvimento do teleatendimento no Brasil, passou a se dedicar ao mercado ao tornar-se presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT). A sua experiência no setor privado o levou à esfera política, como secretário de Desenvolvimento Econômico de Romeu Zema (Novo) e, em sua curta passagem, deixou um legado. Sim, em sua jornada, você conseguiu transformar a vida de muitas pessoas.

Você e o seu sócio Antonio Guilherme Noronha conseguiram construir uma empresa preocupada com as pessoas – tanto com os clientes quanto com os seus colaboradores. A eficiência e a relevância dos serviços prestados pela AeC são frutos de muita coragem.

Você, torcedor do Atlético Mineiro, e o cruzeirense Guilherme são a prova de que a amizade e os negócios podem coexistir de forma pacífica e frutífera, mesmo diante das diferenças e divergências, inclusive quando o assunto é o clube de futebol do coração.

Despedirmo-nos de seu olhar estratégico e apaixonado para o trabalho e de tudo que o cercava é difícil e doloroso. Você partiu cedo, mas nos deixou um legado que ultrapassará e inspirará gerações. A notícia de sua passagem é uma daquelas que não gostaria de registrar. Por isso, não me despeço da forma tradicional. Afinal, seria uma heresia a quem fez diferente pelo atendimento ao consumidor e pelo Brasil.

Como afirmei em nossa última conversa, seguirei com o meu propósito, assim como você o fez de forma tão brilhante durante toda a sua jornada. Estou ciente de que os “seus meninos” cuidarão do seu legado, assim como nós do Grupo Padrão. Muito obrigado pela amizade e parceria e, sobretudo, por acreditar em nós e no nosso Brasil.

Um grande abraço saudoso do amigo Roberto.


Leia também: O legado de resiliência e transformação de Cassio Azevedo, fundador da AeC


 






Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS