Como se proteger de golpes bancários via Smartphone?

Febraban dá dicas sobre segurança no aparelho telefônico para evitar fraudes

Foto: Pexels

Com a crescente digitalização, o contato com o digital se expande na visão do consumidor e, com ele, crescem também os riscos de navegar na internet. É notório, pois cada vez mais há registros de novos golpes bancários por meio das plataformas digitais — especialmente nas plataformas bancárias.

Muitas vezes as transações ilegais são feitas a partir de um aparelho de telefone roubado. E, como hoje, é comum ter acessos liberados ou apenas uma senha para acessar um smartphone, tirar proveito de contas de banco ou demais dados, fica um pouco mais fácil.

Assim, é necessário tomar alguns cuidados para evitar que esse processo seja facilitado, tanto em caso de roubo do aparelho, quanto nos casos em que os golpes acontecem de forma virtual. Diante de inúmeros relatos de transações feitas a partir de smartphones roubados, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) separou algumas dicas para se proteger dos golpes. Confira:

Bloqueio de início de tela

Como a maioria dos roubos são feitos em locais públicos, por vezes quem rouba o dispositivo consegue pegá-lo desbloqueado. Ainda assim, uma grande parcela de usuários não inclui uma senha forte para desbloqueio do smartphone, o que gera uma maior insegurança na hora de acessar possíveis aplicativos.

Por segurança, recomenda-se sempre ter uma senha forte de acesso. Se for um padrão de deslizamento, vale evitar os mais comuns: uma letra Z, L ou N. Em caso de senhas numéricas, também é recomendado não utilizar as combinações costumeiras — 0000, 1234 ou a data de nascimento.

Para smartphones mais novos, vale usar a digital para bloquear e desbloquear o aparelho, assim como o reconhecimento facial.

Não use o recurso de lembrar/salvar senha em navegadores

O uso da senha tem uma função específica: fazer com que apenas o portador dela tenha acesso aos dados da conta cadastrada. No momento em que a ferramenta de salvar ou lembrar a senha fica ativado, outra pessoa consegue entrar na conta sem o uso da senha.

Isso, por consequência, garante o acesso a qualquer indivíduo que tiver posse do aparelho, seja ele um smartphone, tablet, computador ou notebook.

Não repita a senha do banco em outros aplicativos

O ideal é que a senha do banco seja única e independente. Assim, caso o golpista encontre a senha de uma rede social ou aplicativo, não terá ainda acesso ao banco. Vale destacar que a senha deve ser forte e imprevisível — se for uma sequência de números, datas de nascimento, casamento, namoro ou outros números que são de fácil acesso via internet não são recomendados.

Não anote a senha nas notas do smartphone ou em conversas do WhatsApp

Uma vez que o smartphone pode ser roubado, o ladrão procurará pela senha do banco. Muitas pessoas têm o hábito de salvá-las no bloco de notas do aparelho ou mandar senhas em conversas do WhatsApp. Esse costume deixa ainda mais fácil para que uma transação financeira possa ser feita, portanto, memorize a senha.

Tenha verificação em duas etapas para todos os aplicativos

Hoje, a maior parte dos aplicativos já pede a verificação em duas etapas para acesso da conta. Ele é necessário pois, como o próprio nome já diz, só aprova a entrada mediante a uma verificação em duas etapas — ou seja, ou em dois aparelhos ou por outros meios. Isso dificulta o acesso a contas de WhatsApp.

Se meu smartphone for roubado, o que devo fazer?

O principal é acionar imediatamente o banco para que as medidas adicionais de segurança sejam adotadas pela corporação. Isso acontece pelo bloqueio do aplicativo ou descadastro do ID habilitado no smartphone.

Vale também avisar a operadora de telefonia utilizada para que haja o bloqueio imediato da linha e, por fim, é necessário registrar um Boletim de Ocorrência.


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