Pela primeira vez, Dafiti divulga estratégia ESG para América Latina

Com metas parcialmente alcançadas, grupo alinha objetivos para América Latina e busca ONGs para firmar valor comunitário

Fonte: Pexels

Mais uma grande empresa de moda apresenta um profundo trabalho de posicionamento de marca e negócio balizado em premissas de ESG. Dessa vez, é a fashiontech e gigante latina Dafiti que comunica ao consumidor suas propostas de geração de valor. Agora, o consumo consciente pode acompanhar as etapas cumpridas nos compromissos assumidos pela marca e fazer suas eventuais cobranças.

Nessa primeira divulgação de estratégia, a Dafiti traz suas metas e o que já tem em curso para 2021. Seu fio condutor é a publicação People & Planet Positive Report, elaborado por sua própria holding, a Global Fashion Group (GFG), cuja forte presença na Ásia, Sudeste Asiático, Oceania e América Latina impacta um amplo ecossistema.

Para a influência no desenvolvimento social e proteção ambiental para a América Latina (Brasil, Argentina, Chile e Colômbia), a Dafiti estabelece cinco pilares a partir do relatório da GFG: comércio ético (redução dos impactos socioambientais na cadeia de valor), meio ambiente (reduzir os impactos ambientais das operações), comunidade (contribuição do negócio a comunidades), ambiente de trabalho (práticas e sistemas que garantem condições de trabalho decentes e seguras) e diversidade, inclusão e pertencimento (fortalecer a cultura inclusiva e a representatividade).

“Como varejistas de moda temos a responsabilidade não só de sermos mais sustentáveis em um setor com desafios neste tema, mas também de educar nossos clientes e o mundo sobre o assunto. Como resultado, impulsionamos toda a nossa cadeia de valor para compreender nosso impacto e papel de todos, de forma coletiva. Com o desenvolvimento das iniciativas de sustentabilidade do Dafiti Group, buscamos ampliar as possibilidades do consumidor por moda sustentável em toda a nossa cadeia de abastecimento. Nosso papel neste espaço é fundamental — hoje mais do que nunca — e é transversal a todas as áreas do negócio, que acabam contribuindo para uma única visão: uma revolução propositiva que buscamos alavancar em todo o nosso ecossistema de atuação”, comenta o head de sustentabilidade do Dafiti Group, Cristiano Medeiros.

Transversalidade e seus esforços

Como toda varejista internacional, a transversalidade e os esforços para geração de mais valor e menos impactos na cadeia envolve uma série de revisões de processos, relacionamentos e parcerias — além do estabelecimento de objetivos realistas.

Em sua estratégia de sustentabilidade estabelecida desde meados de 2020, a Dafiti informa que, no pilar “meio ambiente”, conseguiu neutralizar as emissões de carbono de suas operações e atividade de entrega, além de alcançar 100% de energia renovável em seus nove centros de atendimento — compensando mais de 110 mil toneladas de carbono por meio da compra de créditos. Outro compromisso neste pilar é referente às embalagens, que também bateram os 64% de compensação e logística reversa na região latina. No Brasil, elas são desenvolvidas com materiais reciclados pré-consumo, enquanto são feitas de materiais compostáveis na Argentina, no Chile e na Colômbia.

A Dafiti ainda tem um centro de distribuição automatizado no Brasil que destina 100% dos resíduos para reciclagem, compostagem e recuperação de energia, o que a torna aterro zero desde dezembro de 2020.

Já no pilar “comércio ético”, a Dafiti tem como meta que 10% dos itens de marca própria de seu portfólio sejam fabricados com materiais mais sustentáveis e 10% das vendas em todo o portfólio de e-commerces do grupo atendam a critérios sustentáveis — incluindo as marcas catalogadas em marketplace. Segundo a Dafiti, hoje, as duas propostas já somam um volume superior a 10 mil produtos, o que significa 2,9% da meta.

No pilar “comunidade”, a Dafiti diz que pretende formalizar contratos com alguma ONG ou instituição de caridade em cada um dos países latinos onde atua, além do lançamento de um programa de voluntariado de um programa de 6 mil horas em cada um.

Para além de 2021

Além de seus objetivos para 2021 que se estendem ou devem ser ampliados para o futuro, a Dafiti também tem planos traçados e as métricas para 2022. Alguns dos principais objetivos para o ano que vem está no pilar “ambiente de trabalho”, cuja meta é ter 100% dos ofertadores de entrega mapeados, com toda a auditoria e avaliação dos riscos das condições de trabalho. A Dafiti também espera implementar alguma política proposta por grupos internacionais para objetivos relacionados à maturidade no ambiente de trabalho, padronizar relatórios sob padrões internacionais e ter a certeza de que 100% dos entregadores e motoristas contratados diretamente tenham passado por treinamento de segurança viária.

Em “comércio ético”, outro grande objetivo para 2022 é o mapeamento de todo o uso de água das marcas próprias.

 


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