Para além dos negócios: a realidade virtual pode melhorar a memória

Estudo publicado na Nature Neuroscience mostra que a exposição à realidade virtual traz mudanças no comportamento do cérebro

Foto: Pexels

Desde a chegada da Realidade Virtual Aumentada (RVA), já se sabia que ela seria revolucionária aos negócios. As oportunidades eram inúmeras: trazer uma experiência phygital ao consumidor, explorar espaços nunca vistos e proporcionar uma experiência interessante. No entanto, o que não se sabia é que ela também é uma forte aliada para melhorar a capacidade de aprendizagem e à memória.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature Neuroscience. O estudo, feito por meio do estudo de ratos, mostra que o cérebro responde de forma diferente em ambientes virtuais imersíveis, se comparados a uma ambientação natural. E essa comprovação tem instigado cientistas a compreenderem como o cérebro humano reúne a informação sensorial de diferentes fontes para criar uma imagem coesiva do mundo ao nosso redor.

“Um mundo em uma realidade virtual experiência um grupo diferente de estímulos, podendo assim, trazer maiores possibilidades do uso da realidade virtual como processo terapêutico mediante a uma amplitude maior de opções de forma gradativa. Amenizando possíveis erros de imagens que não tragam à sensação desejada, entre outras vertentes.” Conclui o neurocientista Fabiano de Abreu, que tem estudado a pesquisa.

A realidade virtual como aliada da memória

Por meio do estudo do hipocampo, que é a região do cérebro responsável por transformar a memória de curto para longo prazo, os cientistas perceberam que os ratos apresentaram uma melhora considerável no aprendizado ao serem submetidos a experiências que usavam a realidade aumentada.

“No experimento, a realidade virtual permitiu que os ratos pudessem ir à fonte virtual beber água, olhar ao redor, ver brincadeiras que gostam de fazer, saltarem, entre outras coisas divertidas. Os neurônios no hipocampo, medidos por eletrodos minúsculos, revelaram que há uma distinção na realidade virtual da realmente vivida”, explica o neurocientista.

Por estar também relacionada à transformação da memória, as experiências vividas na realidade virtual acabam, por assim dizer, mais fixas: criam uma memória mais presente no subconsciente e que, portanto, tem maior facilidade para se fixaram. Nota-se, portanto, que a realidade aumentada pode ser mais eficiente para tornar um momento “inesquecível”.

Uso e aplicação aos negócios

A partir da constatação, é possível perceber que o uso da realidade virtual aumentada tem um papel ainda mais importante para os negócios do que antes foi imaginado: criar uma experiência ao cliente que terá uma fixação ainda mais longa na mente do consumidor.

O mesmo se prova ao aprendizado: fazer uso da ferramenta para instigar o aprendizado nos consumidores pode ser uma estratégia que vai além dos negócios educacionais: pode se tornar uma parte importante da jornada do cliente e que, assim, pode compor um reconhecimento de marca ainda maior.


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