Americanas avança em meta ESG para emissões e amplia frota de carros elétricos

Iniciativa exige adequação da infraestrutura com compra dos veículos, locação de carregadores e carros, software de gestão e equipes de motoristas e gestão

Fonte: Unsplash

A Americanas está iniciando sua operação com automóveis elétricos neste mês. Com o novo modal — que entra complementando o recente lançamento de tuk-tuks para entregas —, a varejista tem como meta fechar o ano com mais de 500 veículos de menor impacto ambiental. Além dos automóveis, a frota prevista também será composta por 150 tuk-tuks e 170 bicicletas comuns e elétricas, que ficarão com a última milha da logística de entregas.

De acordo com a Americanas, a medida tem em vista sua meta de ter 10% do total de entregas ecoeficientes em 2021 e de neutralizar as emissões de carbono de toda a companhia até 2025.

“A Americanas quer ser um player que ajuda a construir a logística do futuro. Os veículos elétricos são mais um importante passo na estratégia de sustentabilidade da companhia e uma alternativa logística para a redução das emissões de carbono, contribuindo para o movimento de transição para uma economia de baixo carbono”, explica Welington Souza, diretor da LET’S, plataforma de logística e fulfillment da Americanas S.A. “Com a nova operação, vamos evitar a emissão de mais de 350 toneladas de CO² equivalente no meio ambiente entre junho e dezembro deste ano.”

Testes e programação

A nova frota de carros elétricos que fará transporte de cargas deve ter 80 veículos circulando nas cidades de São Paulo, em Campinas, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro. Contudo, a Americanas prevê mais 100 automóveis operando em Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre até dezembro deste ano.

De acordo com a varejista, foram realizados testes para averiguar a autonomia dos veículos, que está entre 200 km e 250 km — o que na previsão da Americanas é o suficiente para um dia e meio de operação.

“Além dos ganhos ao meio ambiente, os veículos elétricos têm um custo menor de operação. Os gastos com ‘combustível’ chegam a uma redução de 90%, dependendo da faixa de horário do carregamento”, comenta Welington. “Outra vantagem apontada é a manutenção do motor que, por ser elétrico, não tem peças mecânicas, óleo, atrito.”

Partes envolvidas

A Americanas ressalta que os investimentos da iniciativa incluem a compra dos veículos, a locação de carregadores e carros elétricos, software de gestão, equipes de motoristas e gestão da frota, além de adequação da infraestrutura. Por isso, é necessária a promoção de adaptações em 21 hubs “last mile” nas cidades previstas, incluindo cabeamento de média tensão de energia nos centros de distribuição e a implementação da tecnologia para gestão da frota.

A expectativa da Americanas é que a nova frota de automóveis elétricos irá gerar cerca de 200 empregos, entre diretos e indiretos, incluindo uma equipe criada para se dedicar à gestão de toda a frota. Os motoristas receberão capacitação e serão beneficiados por guiar modelos de carros que oferecem maior conforto e ergonomia.

 Agenda 2030, bikes e tuk-tuks

De acordo com a companhia, a iniciativa colabora com a Agenda 2030 da ONU, na qual sociedades, governos e empresas se comprometem com o desenvolvimento sustentável de uma agenda total de 17 objetivos. O alinhamento da varejista à agenda não é de hoje. Em 2020, ela registrou 1,8 milhão de entregas com bicicletas ao levantar uma malha própria de bikes elétricas que hoje opera nas principais capitais do País.

Já neste ano, a Americanas anunciou o início da operação com 90 tuk-tuks elétricos nas principais capitais das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, e com caminhões movidos a biometano e gás natural, com capacidade para transportar até 23 toneladas de carga.


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