Conheça o Quiq, que chega em agosto para abalar o monopólio dos apps de delivery

A plataforma tem colaboração de grandes redes de fast-food, como Outback, Giraffas, Bob’s e Rei do Mate

A chegada da pandemia pode ter sido devastadora para alguns setores, mas houve algumas categorias que surfaram na onda do isolamento social. Foi o caso dos aplicativos de delivery: o aumento no número de novos usuários e pedidos foi absurdo e o setor ainda segue em crescimento desde o início da quarentena. Esse monopólio — que hoje tem três gigantes em atuação — está, no entanto, prestes a receber um novo player.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, na última quinta-feira (15), uma parceria que pretende abalar o mercado de delivery: o Quiq, uma plataforma que envolve empresas como o Outback, Giraffas, Cia Tradicional (mantenedora da Braz Pizzaria), BFFC (Bob’s, Pizza Hut, KFC e Yoggi), Grupo Helipar (Montana Grill e JinJin) e Rei do Mate. Pensando já mais à frente, as corporações pediram autorização à União para evitar maiores problemas com a concorrência.

A ideia do aplicativo é organizar em uma única plataforma todos os pedidos de delivery de diversas plataformas: desde o tradicional que vai até a casa do usuário ao take away, no qual o cliente vai até o estabelecimento para retirar a comida. Assim, o Quiq pretende abrir mais espaço para que outras plataformas recebam, e assim concorrer com as gigantes já consolidadas no mercado, como o iFood, Rappi e Uber Eats.

“O número de deliveries subiu de 500 mil em 2019 para 2 milhões no ano passado”, explica Gustavo Schifino, diretor de desenvolvimento de plataformas digitais da 4all, que desenvolveu a plataforma Quiq.

Uma maneira de incentivar a concorrência nos apps de delivery

No fim, o objetivo por trás da criação do Quiq está na redução dos valores e das taxas cobradas aos estabelecimentos de alimentação. Espera-se que, com a criação de um aplicativo que terá grandes redes de comida entre suas opções, os preços se tornem mais competitivos. No documento enviado ao Cade, o grupo destaca que o lançamento da plataforma trará “evidentes efeitos pró-competitivos, por representar a criação de um novo player”.

Por reunir todos os pedidos em um único aplicativo, o Quiq pretende não apenas organizar melhor a rotina de delivery dos restaurantes, mas também oferecer mais espaço aos novos aplicativos. Por meio da plataforma, administrar pedidos de vários apps ficará mais simples — o que também abre espaço para que os estabelecimentos escolham quais plataformas são mais favoráveis aos negócios.

De acordo com o documento enviado pelas empresas, o lançamento do Quiq estava previsto para o final de 2021, mas foi antecipado para agosto. Todo o processo de aprovação levou sete meses, o que também propiciou que a plataforma chegasse ao mercado antes do esperado.

Hoje, o maior mercado de delivery está nas mãos do iFood, que retém cerca de 70% dos usuários. Com a chegada do Quiq, a tendência é que esse monopólio diminua e abra espaço para uma concorrência maior.


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