O que os números revelam sobre a relação entre autogestão e produtividade?

A AeC desenvolve a autogestão há anos. Descobrimos como isso impacta a produtividade de colaboradores, especialmente no modelo de home office

Produtividade é um tema que está sempre em pauta nas empresas. O método para alcançá-la, contudo, varia entre as organizações. Na AeC, a aposta na autogestão começou há algum tempo – bem antes da pandemia – e deu origem inclusive ao projeto Self, a partir do qual os colaboradores são capazes de realizar a autogestão.

“Tínhamos colaboradores que superavam a meta de produtividade em mais de 120% por meses consecutivos”, lembra Daniel Perdigão, Executivo de Operações da AeC. Esse crescimento acontecia em um cenário desafiador: a empresa conta com processos que, mês a mês, convidam os colaboradores a se superarem, tornando as metas mais ousadas. Ao perceber que muitos desses funcionários evoluíam e simplesmente não precisavam de uma supervisão constante e direta, a companhia começou a pensar em autogestão.

Para garantir o funcionamento ideal do modelo de autogestão, o executivo revela que três elementos são indispensáveis: comunicação, meritocracia, colaboração. “A autogestão precisa ser sustentada. É preciso ter direcionamento, governança, tudo com o mesmo propósito: cuidar das pessoas – e com a pandemia esse passou a ser mais do que nunca o principal foco da AeC”, explica.

Autogestão combina com dados

Para garantir o desempenho desse modelo, a AeC utiliza a plataforma Robbyson, que além de permitir a autogestão também viabiliza a obtenção de dados e monitoramento de desempenho. Com a chegada da COVID-19, a companhia utilizou essa plataforma para compreender a necessidade dos colaboradores: naquele primeiro momento, a maior preocupação das pessoas era a segurança, associada especialmente à empregabilidade. Hoje elas certamente estão tranquilas: ao invés de fechar, a AeC abriu vagas no período.

Porém, uma vez feita a migração para o modelo de home office, ocorreram novos impactos. “O primeiro desafio encontrado foi a dispersão do resultado do home office para o presencial, porque o colaborador passou a ter de lidar com responsabilidades que vão além do trabalho”, exemplifica.

Passado o primeiro momento, houve um retorno a uma certa normalidade: quando foi necessário, a AeC colaborou inclusive com a obtenção de infraestrutura para o colaborador trabalhar em casa e, com isso, viabilizou o modelo de home office. Os dados mostram, inclusive, que houve um aumento de 7% de produtividade em 2021 em comparação com 2019.

Trocas e recompensas

Outro ponto que demonstra o desempenho do colaborador da AeC é o volume de trocas realizadas na loja de recompensas da plataforma Robbyson. Ela funciona da seguinte forma: conforme o colaborador atinge metas, também acumula as chamadas “coins” (moedas fictícias que podem ser usadas na plataforma), que depois podem ser usadas para serem trocadas por produtos.

Confira os números de trocas realizadas no último ano:






Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS