Quais as tendências para construir aplicativos inovadores?

Conhecer o comportamento do público-alvo da empresa é o primeiro passo a se dar no desenvolvimento desse tipo de plataforma

Quais as tendências para construir aplicativos inovadores?

Em 2020, o mundo registrou 218 bilhões de downloads de aplicativos, segundo a empresa de dados alemã Statista. O número, que vem em uma crescente desde 2016, denota a importância do formato. Além disso, estudo recente da companhia App Annie corrobora essas premissas. O Brasil é o país com mais tempo gasto em apps, alcançando a marca de cinco horas diárias no último trimestre de 2021, crescimento de 30% em comparação ao mesmo período nos últimos dois anos.

Também em ascensão está a quantidade de vendas on-line que, segundo pesquisa da Liftoff em parceria com a Adjust, registrou um crescimento de até cinco vezes mais em comparação com as lojas físicas graças à aderência do uso de smartphones e tablets. A partir disso, compreender como o universo dos aplicativos inovadores opera torna-se interessante.

A essência dos aplicativos inovadores

Apesar de o objetivo dos aplicativos inovadores, como qualquer outro, envolve a obtenção de ganhos financeiros, antes de surfar na onda dessa tendência é necessário ter alguns preceitos em mente. Um deles é o de que a ferramenta deve ser útil – e ter foco no cliente é uma das maneiras mais tradicionais de se obter isso – e executar o papel de um canal de comunicação assertiva da organização para com seus stakeholders.

Para tanto, é extremamente importante conhecer o comportamento do público-alvo. A inovação e o constante aprimoramento do seu modo de operação estão condicionados a esses fatores: não adianta nada ter um aplicativo bem programado se este não sana as dores do público.

Nesse caso, Emanuela Ramos, vice-presidente executiva da área de aplicações e digital strategy da Nava Technology for Business, pontua que saber quais são os hábitos de compra e meios de pagamentos favoritos do consumidor, por exemplo, faz toda a diferença para não cair em falsas predições.

“Embora o uso de aplicativos móveis para realização de compras e transações bancárias tenha subido bastante e a tendência é que esse número aumente, ainda temos uma boa parte da população que utiliza o celular para pesquisas na internet, acesso às redes sociais, trocas de mensagens, chamadas por vídeos e consumo de filmes”, explica.

“Precisamos entender como empresa se o nosso público-alvo é hiper conectado para o propósito que se é oferecido no seu negócio. Ainda vejo muitas companhias sofrendo com a baixa aderência de aplicativos móveis e número de acesso às uras e call center permanecendo igual, mesmo com o alto investimento em aplicativos móveis”, afirma a executiva.

Com isso em mente, a próxima etapa é entregar uma boa experiência, com jornadas digitais mais intuitivas e colaborativas, que ajudem o cliente a navegar em seu aplicativo de maneira simples e, ao mesmo tempo, com um alto nível de sofisticação na adoção de novas tecnologias.

“Um aplicativo bem desenvolvido, que entrega soluções, com uma comunicação simples e clara e que agregue ao dia a dia dos clientes, será mais assertivo, mas ainda precisamos fazer uso de todo o ecossistema para fazer chegar as informações necessárias. Com a quantidade de aplicativos que estão surgindo, parte do desafio será desenvolver apps que sejam realmente relevantes para seus clientes, que contribuam para eficiência operacional e gerem redução de custos, ou até mesmo em descobrir como monetizar a quantidade de horas utilizadas priorizando a experiência do usuário”, diz Emanuela Ramos.

De acordo com a especialista, a temática é pertinente, porque envolve a sociedade em geral, seja no aspecto do cliente ou negócio em fazer um bom uso dos smartphones sem abrir mão do equilíbrio entre saúde física e mental, ou ao desmitificar a ideia da robotização dos seres humanos.

Passo a passo: desenvolvimento dos aplicativos inovadores

Com os superapps cada vez mais presentes no mercado por associarem diversos ecossistemas em uma única plataforma e de forma customizada, é possível que surjam novos modelos de negócios. Sendo assim, Emanuela Ramos lista algumas fases que não podem faltar para a criação de aplicativos e requerem mais atenção dos desenvolvedores:

● Concepção: exploração do contexto e definição de qual problema ou necessidade do cliente precisa de solução – sem deixar de lado a experiência colaborativa do usuário e uma interface intuitiva;
● Criação de MVP: desenho de jornadas incrementais e sequenciamento de funcionalidades;
● Tamanho do aplicativo: com o espaço limitado nos celulares, o download de novos apps tem sido feito de uma forma mais seletiva pelo mercado, ou seja, além da inovação necessária, questões básicas como essas são fundamentais para o sucesso.

O impacto da pandemia no mercado

Como os dados mostraram, a pandemia de Covid-19 estremeceu o mercado pelo fato de os indivíduos ficarem cada vez mais em casa e realizarem compras on-line até mesmo por uma questão de segurança sanitária. No pós, acredita-se que algumas dessas mudanças e adaptações permaneçam no dia a dia.

Categorias como delivery contribuíram não só para garantir a sobrevivência das empresas, que passaram a oferecer ou fortalecer o serviço que já existia, mas a servir como uma importante fonte de renda para pessoas que perderam seus empregos. Por conta do distanciamento social, a assinatura de serviços de streaming e de outras atividades, como treinos em casa também aumentou consideravelmente. “A necessidade por oferecer um serviço que se adequasse aos protocolos da pandemia gerou e ainda tem gerado diversas oportunidades para o desenvolvimento de novos apps”, frisa a vice-presidente executiva da área de aplicações e digital strategy da Nava Technology for Business.

Expectativas de mudanças

A digitalização por meio dos aplicativos inovadores é um caminho positivo e sem volta. Quem antes não percebia o potencial da ferramenta, foi forçado a se adequar e conhecer uma promissora fonte de renda adicional que deve se fortalecer exponencialmente. Diante disso, Emanuela Ramos prevê duas tendências que podem causar transformações nos próximos meses e anos.

Atenção aos superapps

Os superapps, como o chinês WeChat, começam a chegar ao mercado oferecendo, em apenas um aplicativo, serviços que vão desde mobile wallets a reservas de hotel e viagens, compra de produtos e agendamento de consultas médicas. São ecossistemas que permitem que o usuário tenha em apenas um lugar praticidade. Nesse contexto, o conceito de phygital, em que o físico e o digital passam a coexistir, ganha cada vez mais relevância na melhoria da experiência dos usuários.

5G é promessa

Com a chegada da tecnologia ao Brasil, as possibilidades serão infinitas. Com a alta velocidade e redução de latência, muita coisa deve mudar neste contexto, como a expansão veloz da IoT passando a conectar casas, carros, cidades e negócios. Os aplicativos certamente serão a porta de entrada e evolução neste aspecto.


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