Algoritmos no mundo digital: até que ponto a escolha é do consumidor?

Com a presença dos algoritmos, o consumidor está cada vez mais propenso a ter sua escolha terceirizada ao digital

Algoritmos no mundo digital: até que ponto a escolha é do consumidor?

Já dizia o ditado: “a propaganda é a alma do negócio”. De fato, ter seu produto bem divulgado, especialmente nos canais digitais, é uma das partes mais importantes para a comercialização de um serviço ou produto. No entanto, ainda que toda a estratégia e planejamento sejam necessários para manter a “alma” do negócio acesa, alguns questionamentos têm rondado a cabeça dos usuários: até que ponto o consumidor faz, de fato, uma escolha consciente se a tecnologia dos algoritmos já segmentou as opções?

Esse debate é o principal fio condutor do Conarec 2021, evento da Consumidor Moderno que será realizado entre os dias 10 e 11 de novembro. Com o tema “Consumidor hackeado: a reinvenção da liberdade de escolha”, o encontro contará com Beau Lotto, o neurocientista mais influente da atualidade, David Mattin, fundador do New World Same Humans, e grandes nomes do mercado para discutir estratégias para entrar no algoritmo dos consumidores e fazer parte da escolha.

Os algoritmos na era digital: invasão de privacidade ou evolução?

Hoje, a publicidade baseada em algoritmo é uma das principais para garantir o sucesso de vendas de inúmeras empresas — a Amazon e Apple estão aí de prova. É, entre todos os outros, o modelo mais assertivo: ele se enquadra onde o consumidor está, seja rede social ou sites comuns, nos produtos que ele já demonstrou ter interesse e de forma personalizada, tudo baseado a partir de um algoritmo que traçou o perfil de um possível cliente.

Isso tem avançado cada vez mais entre as empresas de tecnologia que voltaram sua atenção ao uso de dados da internet para basearem suas estratégias de venda. Afinal, para que um anúncio apareça em uma rede social, site ou mesmo em buscadores, não é necessário nem mesmo procurar por ele: dizer o nome do produto ou serviço em voz alta perto de um smartphone já é um sinal de que os anúncios aparecerão de alguma forma para aquele consumidor.

Para além do buscador baseado em inteligência artificial, os algoritmos também costumam ser precisos porque usam a própria navegação do consumidor a seu favor para selecionar os anúncios. Todo o comportamento é analisado: o tempo de uso, a forma de buscar por produtos, os sites mais navegados etc. É a partir da interação massiva que os usuários têm com as plataformas que o algoritmo ganha força.

No entanto, ainda que com tamanha tecnologia, um debate ainda segue forte e presente na regulamentação da publicidade: até que ponto há uma invasão da privacidade do consumidor na sugestão de anúncios? Mais do que isso: ao manter a publicidade como uma constante em todos os tráfegos feitos na internet, até que ponto a escolha por um produto foi feita pelo consumidor ou pelo algoritmo?

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Ainda que a segmentação de anúncios a um público específico tenha suas vantagens — afinal, é mais fácil vender um produto a um consumidor que já está em busca dele —, a presença dos algoritmos também traz uma consequência importante ao mercado: quem domina a tecnologia e os espaços dos anúncios têm, evidentemente, maior poder de venda. E quem não se submete às taxas ou requisitos fica de fora. Assim, nota-se que a escolha do consumidor é hackeada: as opções são pré-formuladas pelos gigantes do mercado.

Esse limite no alcance de novas marcas prejudica (e muito) o conhecimento das marcas que se esforçam para garantir espaço. Primeiro porque os algoritmos muitas vezes baseiam suas opções através de clusters: aglutinam consumidores que tenham algo em comum e oferecem sugestões de produtos que se englobem a todos eles, o que por si só já limita o alcance aos clientes. Segundo porque, hoje, o consumidor recorre às redes sociais e buscadores para procurar por produtos no e-commerce, o que implica dizer que, se sua marca não se adequa, paga e usa os recursos dessas plataformas, ela está automaticamente fora de destaque.

A escolha na hora da compra

É importante ressaltar que o consumidor tem dois tipos de escolha na hora de selecionar uma loja e um produto: a primeira é rápida, não consome tanta energia. É como pedir uma comida no Ifood em um restaurante conhecido, tradicional e muito bem avaliado. Já a segunda escolha é mais difícil, demanda pesquisa por meio das redes, avaliações etc. — como investir em um novo restaurante e checar suas avaliações, cardápio, recomendações.

Assim, nota-se que cada vez mais o consumidor tem optado pela escolha mais simples, visto que procura por facilidade e comodidade. A pergunta de um bilhão de dólares hoje já não é bem o acerto da estratégia de venda no site, mas sim no algoritmo: como torná-lo eficiente para que o consumidor faça a escolha pela forma mais fácil possível?

A resposta a essa pergunta e demais conteúdos sobre o consumidor hackeado serão debatidos entre os grandes players do mercado no Conarec 2021. Os ingressos já estão à venda no site oficial do Conarec.


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