Por que o ESG se tornou essencial para os negócios?

Executiva de sustentabilidade da Vivo explica a necessidade de ter o ESG como cultura dentro das empresas

Foto: Pexels

Não é novo ressaltar a necessidade de ter uma agenda ESG dentro das empresas. É a constatação da realidade: quem não se comunica com seu público acerca das ações de responsabilidade social e em prol da sustentabilidade já está atrasado. Diante desse cenário, as empresas têm corrido para demonstrar suas campanhas e projetos dentro do tema — e, por meio disso, conectarem-se ainda mais com seus clientes.

No entanto, o ESG vai muito além de apenas criar um laço com o cliente: ele desperta nas corporações uma responsabilidade imensa, de ser um agente real de transformação. E hoje, quem não é sustentável já enfrenta dificuldades no mercado. “Até mesmo o mercado investidor passou a ter no ESG um diferencial na escolha de seus investimentos. Vale lembrar que a Black Rock, uma das maiores gestoras de fundos de investimentos do mundo, anunciou que somente investirá em empresas com estratégia clara de economia neutra em carbono”, explica Joanes Ribas, executiva de Sustentabilidade da Vivo.

A Vivo está entre as empresas de telecomunicação que assumiram uma agenda ESG honesta e sincera. Com a sustentabilidade e a responsabilidade social como princípios ativos, a empresa tem feito uma série de ações em prol do meio ambiente e das pessoas, o que a tornou um importante player desse mercado.

Ser ESG na prática para sobreviver no mercado

Mais do que planejar uma agenda ESG, algo fundamental para as empresas hoje é torná-la uma prioridade, algo que precisa estar na cultura da empresa para, então, ser algo sincero. “Uma gestão adequada das dimensões ESG, além de melhorar a companhia como todo, também potencializa a qualidade e o valor dos ativos intangíveis, como marca e reputação. Por isso, vem sendo uma prática cada vez mais presente nas organizações”, complementa Ribas.

A verdade é que o ESG hoje é essencial para a verdadeira sobrevivência dos negócios. “Os consumidores esperam que as companhias se posicionem como protagonistas na resolução de problemas sociais e ambientais e os padrões ESG servem como balizadores destas iniciativas”, explica a executiva. Afinal, boa parte dos consumidores — especificamente os de gerações mais novas — já acredita que é papel das empresas resolverem os problemas do meio ambiente que, pensam eles, também foram causados pelas corporações, mesmo que em parte.

É a partir daí que as empresas, mirando receber o voto de confiança de seus clientes, também se sentem mais motivadas a movimentar práticas mais sustentáveis. “O sucesso de qualquer empresa hoje depende do valor compartilhado com a sociedade e o planeta”, completa Ribas.

Ações postas em prática

Para garantir que a sustentabilidade, responsabilidade social e governança possam ser efetivas na prática, algumas empresas têm enxergados pontos de mudanças em comum. No caso da Vivo, um dos passos fundamentais foi investir na diversidade dentro da empresa.

“Em 2018, lançamos nosso Programa Vivo Diversidade, baseado nos pilares de Gênero, Raça, LGBT e PCDs, e mais recentemente, 50+. Compartilhamos mais empatia, sem preconceito; mais troca de experiências, sem bolhas; e mais acolhimento, sem julgamento e implementamos uma série de medidas, como mudanças no processo de recrutamento e seleção, capacitação, metas de diversidade, comitês e grupos de afinidade para cada um dos pilares, o que nos permite avançar cada vez mais”, explica Ribas.

O resultado dessa diversidade pôde ser visto (e ainda segue ativo) nos próprios números da empresa. Hoje, a Vivo tem 28% de profissionais negros em todos os cargos, sendo 19,2% deles em cargos de liderança. Além disso, 42,6% do quadro de funcionários é composto por mulheres, tendo 27,9% delas como líderes em âmbito geral, sendo 24,5% diretoras e 33,7% em nível gerencial. Vale destacar que a Vivo também tem 29 colaboradores transsexuais, número que deve subir no próximo ano.

“Temos profissionais com vários tipos de deficiência, desde as mais leves até as mais severas. Auditiva (12%); Física (58%); Intelectual (0,4%); Reabilitado (9%); Visual (20%). Vamos contratar mais pessoas com deficiência e garantir que os treinamentos sejam mais acessíveis. Também temos um programa voltado para as pessoas melhor idade (50+). Atualmente, temos 70 colaboradores com esse perfil. Além disso, oferecemos cursos para os 60+ em nossas lojas”, complementa Ribas.

Para a executiva, esses são pilares fundamentais para garantir o ESG na prática. Afinal, é só começando por dentro que é possível fazer mudanças, também, por fora.


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