Empresas brasileiras enfrentarão desafios de segurança organizacional ao adotarem modelo híbrido de trabalho

Tema faz parte das adequações necessárias para a adoção plena do formato

Empresas brasileiras enfrentarão desafios de segurança organizacional ao adotarem modelo híbrido de trabalho

No Brasil, assim como em diversos países ao redor do mundo, o trabalho remoto se tornou uma realidade com a pandemia de Covid-19 e tende a se tornar parte do cotidiano das empresas e dos profissionais, que constataram os benefícios do trabalho à distância, como a produtividade, ganhos qualitativos de interação e redução de custos para ambas as partes.

É provável que o modelo 100% home office não deverá se manter para muitas empresas, porque os locais de trabalho se transformarão em espaços para se viver experiências, trocar ideias e promover a aproximação dos stakeholders.

Mas a grande maioria delas mostra estar disposta a adotar o modelo híbrido, com idas semanais aos escritórios ou para eventuais reuniões e encontros para integração das equipes e intercâmbio de conhecimentos. E é aí que a segurança organizacional entra em xeque.

A necessidade de investir em segurança organizacional

A segurança organizacional se tornou ainda mais primordial para a maioria dos negócios que pretendem manter modelos híbridos, porque precisam saber e monitorar quem irá as suas unidades, em quais dias e horários, a quais áreas podem ou não ter acesso.

“Esse formato começa a se tornar uma alternativa à medida que as equipes retornam aos escritórios com o controle do vírus. Todavia, elas começam a enxergar os desafios de gerenciar o acesso de seus funcionários e visitantes as suas instalações, áreas restritas e equipamentos”, afirma Luís Castelo Vieira, diretor de marketing da Genetec para Brasil, América Latina e Caribe.

“Os gestores estão preocupados porque precisam garantir a segurança dos usuários e o controle do número de indivíduos em cada prédio, mas também a melhor interação entre a diferentes áreas, programar a compra de suprimentos, manutenção das infraestruturas e equipamentos, bem como a limpeza dos prédios”, explica.

As empresas já estão adotando controles de acesso ainda mais rígidos e esta tendência deve se intensificar com a superação do período de pandemia. Contudo, elas têm mostrado também a necessidade de terem soluções unificadas e facilmente integráveis aos seus sistemas legados e novas tecnologias oferecidas no mercado. Isto porque querem que a solução permita ajustes rápidos e fáceis de acordo com necessidades sazonais, demandas específicas de seus negócios ou ocorrências eventuais.

“Eles precisam de flexibilidade e agilidade, para que a mudança nas regras de controle de acesso possa ser rapidamente implementada, assim que tomada a decisão pela diretoria. Outra exigência é que a segurança tenha todas as movimentações nos sites visíveis em uma tela única, com gráficos analíticos e objetivos”, detalha o executivo da Genetec.

De acordo com o especialista, haverá uma transformação cultural em várias companhias e a tecnologia já é e continuará sendo uma grande aliada. Os profissionais valiosos, por sua vez, serão aqueles com atitudes proativas, participativas, colaborativas e engajadas na cultura e aos objetivos por líderes mais atentos às necessidades humanas e aos resultados do que a hierarquias.

A tecnologia trará devices cada vez mais inteligentes e analíticos, que farão as tarefas mais repetitivas e operacionais, quanto às questões relativas à segurança patrimonial e pessoal, e à geração de insights para se conhecer melhor os clientes e as demandas das diferentes áreas de negócios, deixando tempo livre para que os funcionários se dediquem a atividades mais estratégicas.

LGPD e demais pontos de atenção

A opção por um sistema de segurança organizacional adequado às especificidades de cada empresa é uma decisão estratégica, independentemente da localização geográfica da empresa, pois a proteção de dados é exigida por legislações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Para Luís Castelo Vieira, a adequação à lei está sendo um desafio para as companhias, especialmente agora com o início das sanções administrativas aplicadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em 1º de agosto. Desde setembro do ano passado, com a entrada em vigor da lei, dois anos depois de sancionada, iniciou-se – mesmo que atrasada – uma corrida para alcançar a conformidade com a LGPD.

Uma das etapas desse processo é a avaliação e seleção de ferramentas e fornecedores que permitam atender aos direitos dos titulares de maneira fácil e ágil, além de assegurar a proteção dos dados pessoais tratados. O especialista crê que com o apoio de recursos – pessoas e ferramentas – e fornecedores confiáveis e com conhecimento sobre o tema, esses obstáculos serão superados mais facilmente.

Desse modo, o diretor de marketing da Genetec para Brasil, América Latina e Caribe elenca outros temas que devem ser tratados como prioridade pelas companhias em termos de aliar tecnologia com necessidades reais do trabalho híbrido:

Cybersecurity: pessoas trabalharão em redes abertas de diversos lugares, em horários alternativos e utilizando os mais variados devices;
● Gerenciamento de espaços: evitar aglomerações, mapear fluxos – principalmente de novos funcionários – e promover uma definição clara das pessoas com acesso a lugares restritos;
● Atenção especial à saúde física e mental dos profissionais: via programas de apoio ao bem-estar e incentivo à integração das equipes presencial e virtualmente.

Com as experiências obtidas em mais de um ano e meio de pandemia, muitas organizações descobriram que suas áreas de segurança não fazem parte do custo fixo como se pensava. Pelo contrário, é um setor fundamental para garantir o bom convívio dos colaboradores e resultados de negócios como um todo, quando integrada aos demais setores.

“O sistema de segurança de uma organização é uma máquina complexa composta de muitas peças móveis. O gerenciamento de identidade física e acesso é uma engrenagem dessa máquina – que requer um sistema flexível e fácil de usar, especialmente durante uma pandemia. Os direitos de acesso evoluem ao longo dos períodos de confinamento e desconfinamento, razão pela qual uma organização precisa de um sistema que possa evoluir com ele”, finaliza Luís Castelo Vieira.


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