O efeito da pandemia sobre os programas de fidelidade, segundo a Livelo

Esse serviço também foi impactado pelas transformações ocorridas desde 2020. O cliente mudou e adaptações precisaram acontecer

Antes do início da pandemia de Covid-19 e do consequente distanciamento social, o mercado de programas de recompensas era associado por movimentar o mercado de viagens, ao viabilizar a transferência de pontos para resgate de passagens aéreas e hospedagens. Porém, a quantidade de viagens turísticas diminuiu consideravelmente, e os clientes das empresas de Programas de Fidelidade mudaram de foco. É o que conta Massimo Campodonico, diretor de Negócios & Produtos da Livelo.

“Com a pandemia e as pessoas passando mais tempo dentro de casa, nossos clientes passaram a direcionar os pontos para o resgate de produtos do varejo que fazem parte do dia a dia, como itens de cozinha, vouchers de delivery, eletrodomésticos, artigos de cama, mesa e banho, entre outros”, diz. Essa alteração no comportamento do consumidor exigiu adaptações, mas estava em linha com o princípio da liberdade de escolha, sempre defendida pela Livelo.

Somente no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, houve uma queda de 60% no número de clientes que trocaram pontos por viagens (passagens aéreas e hotéis) e um aumento de 50% na quantidade de clientes que trocaram pontos por itens de catálogo, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo em que ocorreu esse movimento, aumentou também o interesse pelas compras on-line e, como conta Campodonico, as redes varejistas enxergaram uma oportunidade de alcançar novos públicos, aliando-se a programas de recompensas. “No nosso caso, por exemplo, ampliamos a exposição do parceiro que atua em duas frentes de nosso negócio – para juntar e trocar pontos nos programas de fidelidade – possibilitando que o cliente realize essas duas jornadas de consumo com a mesma empresa”, explica.

Além disso, nos primeiros meses da quarentena, aumentaram em 80% as campanhas com parceiros para os clientes acumularem pontos, e o número de trocas de pontos por produtos, serviços e experiências duplicou. Já o número de parceiros comerciais cresceu 70% durante todo o ano de 2020. “Com isso, ganhamos capilaridade e reforçamos nossa contribuição para as vendas no e‑commerce de parceiros, que vêm sendo um grande vetor de crescimento para o varejo”, comenta Campodonico.

Ele explica que esse é um investimento que traz retornos claros para as empresas. “O benefício vai além da recompra, impactando diretamente os resultados financeiros. Os programas de fidelidade permitem criar uma relação de confiança e melhoram o relacionamento com o consumidor. Com isso, o cliente torna-se mais ativo e frequente, possibilitando que a empresa o conheça melhor e possa desenvolver cada vez mais campanhas customizadas, fechando um ciclo contínuo de atração do consumidor e entrega da oferta que ele espera”, diz.

Para o cliente, a vantagem está na otimização de gastos, uma vez que eles são transformados em pontos e, consequentemente, retornam a ele em forma de produtos e serviços que atendam às suas necessidades cotidianas. Além disso, gera praticidade e conforto na experiência de consumo ao saber que há, naquela empresa, a oferta que deseja.


+ CONSUMIDOR MODERNO

A sociedade omnicanal

Os melhores brilham em premiação

Foco em diversidade étnico-racial


 




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS