5 empresas que mais praticaram inovação aberta no varejo

O Ranking TOP Open Corps trouxe com exclusividade as cinco primeiras colocadas no setor de Varejo e Distribuição

Tempo de leitura: 3 minutos

24 de agosto de 2021

Foto: Pexels

Ainda que a pandemia tenha desacelerado uma série de empreendimentos, especialmente no varejo, ela também foi responsável por uma aceleração digital nunca vista: projetos que levariam anos para serem planejados, foram executados em semanas, tudo para atender à necessidade do consumidor. Algumas empresas ultrapassaram a crise com mais facilidade, ao passo que outras pereceram em meio ao caos. No fim, o jogo das cadeiras teve muito a ver com a palavra do momento: inovação.

Visando avaliar essa inovação e o desenvolvimento das empresas, a 100 Open Startups divulgou o Ranking TOP Open Corps com exclusividade à Consumidor Moderno, que lista as empresas na categoria Varejo e Distribuição que mais praticaram open innovation ao lado de startups. A primeira colocação foi da empresa Ipiranga, seguida pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA), BR Distribuidora, Carrefour e iFood. As cinco empresas, que lideram o ranking, foram responsáveis por 22% dos relacionamentos registrados de open innovation com startups no setor.

Para o setor de Varejo e Distribuição, foram avaliadas 270 corporações. 120 delas, vale destacar, relacionaram-se com startups pela primeira vez no último ano, mais um indicativo que mostra a aceleração digital e inovativa causada pela pandemia. De acordo com a 100 Open Startups, foram registrados 26.348 relacionamentos de open innovation entre corporações e startups em 2021, o dobro do registrado em 2020.

Inovação na prática: cresce o relacionamento das empresas com startups

A empresa afirma que os relacionamentos foram em geral feitos com RetailTechs (29%), HRtechs (19%) e ProductivityTechs (19%). “Publicado desde 2016, o Ranking 100 Open Startups se consolidou como referência para o mercado, construído a partir de critérios objetivos, com a proposta de reconhecer e premiar as corporações líderes em open innovation com startups, além das startups mais atraentes para o mercado corporativo”, conclui Bruno Rondani, CEO da plataforma.

Dados do ranking apontam que essa interação entre as startups de tecnologia e as corporações do varejo devem aumentar ainda mais. “O movimento de Open Innovation com Startups foi iniciado pela abertura das grandes empresas. Entretanto, vimos, nos últimos anos, a adesão de empresas de menor porte, de todas as cadeias de valor, que também passaram a buscar inovação junto a startups. Isso torna o jogo muito mais acessível e democratizado”, destaca Rondani.

Ele ressalta, ainda, que essa movimentação intensa do mercado deve trazer mudanças significativas para as startups nos próximos meses, o que também deixa a competição mais acirrada. “A adesão de mais empresas em busca de startups faz com que o mercado fique, também, muito mais competitivo e crie muito mais oportunidades. Surgem mais startups, mais programas de open innovation e mais inovação”, completa.

O pódio das cinco na liderança

As cinco primeiras colocadas foram empresas que, de fato, surfaram a onda da pandemia para colher resultados. Muito integradas à iminente digitalização, o principal acerto dessas empresas foi, de fato, uma conexão profunda com a inovação em prol da experiência do cliente.

O Ipiranga foi uma das empresas que mais apresentou uma experiência planejada no digital, ainda que suas operações fossem reconhecidas pelo presencial — não é possível abastecer o carro pela internet, certo? —. A empresa promoveu uma série de programas para desenvolver a inovação em suas operações, entre eles o Hub de Inovação, que veio para aproximar ainda mais o contato com startups. A BR Distribuidora também investiu (e muito) na inovação em seus processos, sobretudo os relacionados à experiência do consumidor.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Carrefour foram outros que também investiram de forma assertiva na inovação. O GPA, a partir da demanda do e-commerce, trabalhou ainda mais na diminuição de seus serviços de entrega, bem como estabeleceu mais ofertas personalizadas em seus aplicativos. Algo semelhante ocorreu com o Carrefour, que além de unir tecnologia às operações comuns, também investiu arduamente em sua agenda de ESG.

Por fim, o iFood — empresa já nativa da digitalização — viu seus negócios decolarem na pandemia: o setor de delivery foi um dos que mais lucrou com a chegada do vírus e, para manter-se ativo no pódio, foi necessário investir em inovação. O iFood hoje já tem parceria com inúmeras startups para desenvolver a parte digital e tecnológica da empresa, que segue mirando para a lua.


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