Empreendedorismo feminino: 5 dicas para gerar uma liderança confiante

Cientista cosmética e especialista traz dicas para começar o seu negócio com segurança

Foto: Pexels

Se antes o sexismo determinava o gênero de quem poderia estar à frente dos negócios, cada vez mais, com a emancipação feminina, as mulheres conquistam espaço no mercado e mostram que não estão no jogo para brincar: o empreendedorismo feminino está estampado na capa de grandes jornais, ilustra matérias de televisão e tem transformado os números dos principais indicadores.

Justamente no Dia Internacional da Igualdade Feminina, comemorado em 26 de março em homenagem à conquista do sufrágio pelas mulheres em 1973, nos Estados Unidos, um dado se sobressai: de acordo com o Relatório Especial de Empreendedorismo Feminino, realizado pelo Sebrae, o Brasil já é o 7º país do mundo com mais mulheres empreendedoras.

No entanto, ainda que as brasileiras estejam mais que dispostas a exercer a liderança de seus negócios, há impeditivos que podem dificultar essa jornada. É um fato: a cultura dos negócios sempre foi incuntida no universo masculino, então alguns desafios são proporcionalmente mais árduos para as mulheres. Entre eles, vale destacar, há a estruturação de estratégias para garantir a perpetuidade do negócio, dificuldade para ter acesso ao crédito necessário, planejamento, risco e acompanhamento de indicadores.

Empreendedorismo feminino: como garantir um negócio mais promissor?

Para Jackeline Alecrim, cientista e empreendedora no segmento cosmético, existe todo um universo pensado para os negócios que, por si só, já é desafiador. E para sair na frente, é preciso ter um conhecimento prévio, bem como uma organização e planejamentos rigorosos.

“Quando uma mulher resolve empreender, ela enfrenta inúmeras adversidades, incluindo o desafio de conciliar suas características fisiológicas a um mercado machista, dominado por homens. Somente rompendo esses estigmas sociais conseguimos avançar na busca de nossos sonhos e projetos profissionais”, conta a especialista, que também é pioneira na criação do uso do extrato biotecnológico de café para tratar a queda no cabelo.

Para quem está começando, ela destaca cinco dicas para que as mulheres possam abrir seus negócios com mais confiança, além de fortalecerem o empreendedorismo feminino:

O planejamento é o começo de todo negócio

“Um plano de negócios deve apontar, no mínimo, todos os custos da empresa, a margem de lucro, uma lista de estratégias para a captação de clientes e uma definição de expectativas versus custos para o crescimento do negócio”, explica a cientista.

O principal, dessa forma, é recorrer à organização para planejar tudo o que é possível antes de colocar a “mão na massa”. E há algo importante nessa trajetória: ainda que haja um plano de ação, é comum que algumas coisas saiam desse controle — e está tudo bem. Nem tudo corre da forma como planejamos, o importante é ter ponta firme para manter o empreendimento em pé.

Custos e preços precisam condizer com a realidade

Há uma infinidade de erros que podem ocorrer no processo de abrir o próprio negócio, que normalmente ficam por detrás das cortinas. Quando o erro tange o consumidor, no entanto, os reparos são mais difíceis.

Para Alecrim, um dos erros mais frequentes tem relação direta com a precificação. “Muitas vezes, a empreendedora não considera todos os custos envolvidos na produção ou na entrega de um serviço e acaba precificando o produto ou o serviço de maneira incorreta, prejudicando o lucro ou criando a ideia de uma margem ilusória”, destaca.

Aqui vale destacar que muitas vezes o valor anunciado também deixa de fora o trabalho da empreendedora para concorrer com o mercado. É importante sempre valorizar todas as etapas do processo e incluí-las no preço final.

Sem vontade, nada vai para frente

Abrir um negócio só porque está em busca de remuneração instantânea pode ser uma má ideia. Primeiro porque, para conquistar uma boa remuneração, é preciso paciência, investimento e tempo.

“Quando trabalhamos com algo que amamos, o sucesso do negócio se torna uma consequência, se houver foco e planejamento”, salienta Alecrim.

A motivação é uma das partes menos comentadas sobre o início de qualquer negócio e tê-la sempre presente é justamente o que faz a roda girar. Sem ela, é inevitável: uma hora ou outra, o negócio tende a estagnar.

Conhecimento é poder

Sobretudo por uma questão cultural, algumas das principais informações sobre os negócios são muitas vezes privadas das mulheres: são elas as que menos tem conhecimento sobre finanças, gerenciamento, entre outros.

Dessa forma, a melhor maneira de se sentir segura e preparada para empreender é aprendendo: “Agora que você vai ser uma empreendedora, vai precisar entender sobre tributos, vendas, marketing, gestão de pessoas e tudo que está relacionado ao mercado do seu ramo de atuação”, explica Alecrim.

E ainda que haja uma barreira financeira, hoje já existe uma série de materiais disponíveis em plataformas gratuitas da internet. É claro que a formação é essencial para um bom desempenho nos negócios, mas qualquer um tem a oportunidade de começar com o que tem em mãos — e todo esse esforço é mais que válido.

A experiência vale ouro

Começar do zero e sozinha pode ser um tanto quanto desafiador. No entanto, por mais que pareça, nem todo empreendimento precisa começar assim. Conhecer outras mulheres empreendedoras nessa jornada pode ser muito agregador, tanto para trocar experiências e mentorias quanto para criar uma rede de apoio.

“Além de auxiliar as mulheres em suas dúvidas cotidianas, os grupos de empreendedoras criam uma rede de apoio e, ainda, funcionam como um meio de fortalecer o networking de todas”, explica Alecrim.

Esses grupos de empreendedorismo feminino hoje já estão disponíveis em inúmeras plataformas, especialmente nas redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp.


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